Os alcances do estudo, apresentado recentemente na Universidade de Tel Aviv, em Israel, não permitem detalhar as causas desta redução no risco, mas os investigadores ofereceram uma possível explicação.
“A oração é um hábito no qual se emprega o pensamento, e a atividade intelectual involucrada pode constituir uma medida de proteção contra a enfermidade”, assegurou o Professor Rivka Inzelberg, Chefe de Investigações da universidade israelense.
Estas conclusões coincidem com a experiência de Yakir Kaufman, líder do departamento de neuropsiquiatria do hospital Herzog em Jerusalém: “Percebemos que as pessoas com altos níveis de bem estar espiritual apresentam um progresso mais lento do mal de Alzheimer”, declarou o profissional ao informativo The Media Line.
Leah Abramowitz, Diretora do Instituto para o Estudo do Envelhecimento em Melabev, assinalou que os pacientes que sofrem do mal de Alzheimer perdem sua memória, mas suas funções emocionais podem fortalecer-se. “É como a pessoa que é completamente cega que pode aguçar seu ouvido”, explicou.
A oração, ainda que tenha elementos cognitivos, fortalece as funções emotivas ainda mais. Além disso, a prática da devoção, pública ou privada, diminui o nível de estresse e alivia o sofrimento dos pacientes. “As orações são algo que entram na memória de longo prazo”, expressou a especialista.
Fonte: Canção Nova