Paroquianos Empreendedores
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Semana Jovem começa hoje!
Para marcar o 1 ano de JMJ teremos uma semana especial para todos os jovens. Começa segunda(21) e vai até sábado(26). Esperamos por você!
Cada dia, milhares de sinais de Deus
Mt 12,38-42
Então, alguns escribas e fariseus disseram a Jesus: “Mestre, queremos ver um sinal da tua parte”. Ele respondeu-lhes: “Uma geração perversa e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. De fato, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão,porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. No dia do juízo,a rainha do Sul se levantará contra essa geração,e a condenará, porque veio dos confins da terra
para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão."
COMENTÁRIOS
Os sinais oferecidos por Jesus exigem fé.Para os escribas e fariseus, tudo o que Jesus ensina e os seus atos de poder não são provas da sua identidade messiânica. O que eles pretendem é um sinal visível, entenda-se, fenômenos celestes extraordinários (16,1-4; cf. 4,5-7) que os dispensem da dinâmica própria da fé. Jesus se recusa a ceder à tentação e propõe, na versão mateana, dois outros sinais, baseados no sinal de Jonas. Em primeiro lugar, o sinal de Jonas foi a sua palavra profética ante a qual os ninivitas se converteram. Em segundo lugar, a menção do episódio de Jonas, que passou três dias e três noites no ventre do grande peixe (Jn 2,1), evoca a morte e ressurreição de Jesus. O mistério pascal do Cristo é o sinal, por excelência, da divindade de Jesus. Um e outro sinal oferecidos por Jesus exigem o engajamento da fé. A rainha de Sabá, uma pagã, tendo ouvido falar da fama do rei, de muito longe foi até Salomão para escutá-lo e se admirou de sua sabedoria (1Rs 10,1-13). Ora, como diz nosso texto, Jesus é maior que Salomão. Mas, por detrás dos escribas e fariseus, está toda uma geração “perversa e adúltera”, isto é, infiel e idólatra.
Carlos Alberto Contieri, sj
domingo, 20 de julho de 2014
A parábola do trigo e do joio.
Mt 13,24-43
Jesus apresentou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como alguém que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os servos foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os servos perguntaram ao dono: ‘Queres que vamos retirar o joio?’ ‘Não!’, disse ele. ‘Pode acontecer que, ao retirar o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita. No momento da colheita, direi aos que cortam o trigo: retirai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! O trigo, porém, guardai-o no meu celeiro!’”. Jesus apresentou-lhes outra parábola ainda: “O Reino dos Céus é como um grão de mostarda que alguém pegou e semeou no seu campo. Embora seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior que as outras hortaliças e torna-se um arbusto, a tal ponto que os pássaros do céu vêm fazer ninhos em seus ramos”. E contou-lhes mais uma parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pegou e escondeu em três porções de farinha, até que tudo ficasse fermentado”. Jesus falava tudo isso em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar de parábolas [...]. Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” Ele respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os que cortam o trigo são os anjos. Como o joio é retirado e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará seus anjos e eles retirarão do seu Reino toda causa de pecado e os que praticam o mal; depois, serão jogados na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.COMENTÁRIOS
Por que da criação boa de Deus surgiu o mal?O texto do evangelho é uma sequência de três parábolas, mais a explicação da parábola do joio e do trigo. Todo o texto está situado no capítulo treze de Mateus, que, muitos comentaristas, dizem ser o capítulo central do primeiro evangelho. Esse longo ensinamento em parábolas, às multidões e aos discípulos, visa fazer compreender a natureza do Reino dos Céus, a sua situação neste mundo, o seu desenvolvimento e as exigências que ele impõe aos que aderem a ele. O ensinamento de Jesus em parábolas divide o auditório. Na resposta à pergunta dos discípulos sobre o motivo do ensinamento em parábolas às multidões, Jesus faz uma distinção entre eles e as multidões (Mt 13,10-11). Não se trata de discriminação ou exclusão, mas de uma constatação: há os que aderem ao Reino (os discípulos) e os que o rejeitam. Para os discípulos o ensinamento de Jesus dá acesso ao mistério de Deus; para os outros, ele é um enigma. No entanto, essa distinção só existe porque Deus permite, isto é, Deus respeita profundamente a liberdade do ser humano. O Reino dos Céus cuja realidade Jesus revela só pode ser acolhido na liberdade. As três parábolas supramencionadas têm em comum que exigem um engajamento pessoal. A parábola do joio e do trigo é uma releitura dos três primeiros capítulos do livro do Gênesis. No campo de Deus, ele semeou a boa semente. O campo é o jardim de Deus onde ele colocou o ser humano, para que na comunhão com o seu Criador ele pudesse ser feliz (Gn 2,8-15). A boa semente que se desenvolve e dá fruto é o ser humano que Deus criou à sua imagem e semelhança e colocou em seu jardim. A pergunta do homem de ontem continua sendo a mesma da do homem de hoje: Por que da criação boa de Deus surgiu o mal? Se Deus semeou somente a boa semente do trigo em seu campo, de onde veio o joio? A resposta: o inimigo de Deus e do ser humano foi quem o fez. O trigo que germina no meio do joio parece vulnerável, como a existência humana ameaçada pelo mal. No entanto, aos olhos de Deus, nossa existência é portadora do projeto de Deus e dará fruto no tempo certo. O Reino de Deus sofre violência, neste mundo, e bem e mal estão mesclados no mesmo campo. No entanto, o dono do campo não renuncia à colheita, ele espera pacientemente.
Carlos Alberto Contieri, sj
sábado, 19 de julho de 2014
O escolhido não precisa de publicidade
Mt 12,14-21
Os fariseus saíram e tomaram a decisão de matar Jesus. Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. Advertiu-os, no entanto, que não dissessem quem ele era. Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Isaías: “Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual está meu agrado; farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o julgamento. Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito.Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”.COMENTÁRIOS
Jesus desperta a vida nas pessoas e o gosto de viver.A interpretação dos fariseus de que Jesus viola o sábado (12,1-8.14-21) está na origem da decisão deles de matá-lo. A condenação injusta de Jesus e a sua morte violenta são consequências de sua vida. Jesus é condenado e morto por fazer o bem, por revelar a face misericordiosa de Deus. A morte de Jesus foi premeditada. No entanto, esse fato não o intimida em prosseguir o seu caminho, nem é capaz de dissuadi-lo da sua determinação de fazer a vontade de Deus. Saindo da sinagoga deles, Jesus continua a despertar a vida nas pessoas e o gosto de viver. Pela citação de um trecho de um dos cânticos do servo sofredor (Is 42,1-4), que diz da vocação e do destino do servo de Deus, convida a comunidade cristã a reler, à luz do mistério de Cristo, essa passagem de Isaías e a compreender que ela diz respeito a Jesus, eleito de Deus, em quem repousa o Espírito de Deus (Mt 3,16-17). A salvação da qual o Senhor é portador não é privilégio de uns poucos nem algo que precise ser conquistado. Ela é dom de Deus e é destinada a toda a humanidade.
Carlos Alberto Contieri, sj
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Quem é o Senhor do sábado?
Mt 12,1-8
Num dia de sábado, Jesus passou pelas plantações de trigo. Seus discípulos estavam com fome e começaram a arrancar espigas para comer. Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer em dia de sábado!” Jesus respondeu: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele teve fome e seus companheiros também? Ele entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda, que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma?Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo.Se tivésseis chegado a compreender o que significa ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios’, não condenaríeis inocentes. De fato, o Filho do Homem é Senhor do sábado”.
COMENTÁRIOS
O sábado é dom de Deus.O relato da controvérsia de Jesus com os fariseus acerca das espigas arrancadas num dia de sábado pertence à tríplice tradição (Mc 2,23-28; Lc 6,1-5). Há no Pentateuco duas tradições acerca do descanso sabático (Ex 20,8-11; Dt 5,12-15). Seja como for, o sábado é dom de Deus (Ex 16,29). À objeção dos fariseus Jesus responde recorrendo ao exemplo de Davi (1Sm 21,1-10). A necessidade de preservar em boas condições a vida justificou a atitude de Davi. O exemplo de Davi serve de argumento da defesa que Jesus faz de seus discípulos. Jesus é o verdadeiro intérprete da Torá, pois a Lei foi dada para preservar o dom da vida e o dom da liberdade. O sábado não pode representar uma escravidão nem deixar a vida se deteriorar. Fazendo a memória, no sábado, do dom da vida e do dom da liberdade, impõe-se ao fiel fazer o bem e salvar a vida no dia de sábado. Nesse contexto, a citação de Os 6,6 tem por finalidade declarar que os fariseus se equivocam na interpretação do mandamento sobre o sábado e afirmar que a misericórdia tem precedência sobre qualquer outro preceito, pois ela é uma exigência do amor.
Carlos Alberto Contieri, sj
quinta-feira, 10 de julho de 2014
ARRAIÁ DA PADROEIRA ESTÁ CHEGANDO!
Vai começar o ARRAIÁ DA PADROEIRA! Com muita comida gostosa, muita música, quadrilhas e muito mais! A festa esse ano será na rua, ao lado da paróquia.
Te esperamos! Venha e traga sua família e amigos.
A perseguição de Ir. Cristina no The Voice
"Nunca teria pensado que as pessoas pudessem permitir atacar uma religiosa deste modo", afirmou o rapper J-Ax

J-Ax, o “coach” de Irmã Cristina Scuccia, a religiosa que ganhou a última edição do reality show “The Voice” Itália, revelou em uma entrevista concedida a um jornal local a “perseguição religiosa” que a jovem sofreu enquanto esteve no programa.
Em uma entrevista concedida ao jornal Il Garantista, Alessandro Aleotti –nome verdadeiro de J-Ax– conta que quando terminou o concurso chamou Irmã Cristina e também à madre superiora de sua comunidade. “Disse às duas que ‘hoje me confio às mãos das ursulinas e do Vaticano!’ porque foi uma coisa ruim também para mim. Nunca teria pensado que as pessoas –falo também das pessoas no trabalho, dos outros artistas– pudessem permitir atacar a uma religiosa deste modo”.
“Ninguém o teria feito com um monge budista”, adicionou.
Ao ser perguntado sobre a existência da perseguição contra os monges budistas, o cantor diz estar de acordo em que isso efetivamente aconteça, “mas, muito menos que com Irmã Cristina. Há muita gente que a viu como uma invasão de parte da Igreja”.
Diversos meios e personagens na Itália questionaram a participação da religiosa, que logo depois de ganhar The Voice pediu a todos que rezem o Pai Nosso para que “Jesus entre aqui”.
J-Ax comenta depois que se define “leigo porque neste momento não quero criar confusões, mas minha viagem espiritual está agora em marcha. Nós não conseguimos ver a verdade porque nosso cérebro é muito pequeno”.
“Acho que podemos chegar a ela (a verdade) percorrendo o caminho científico e o caminho espiritual juntos, mas não acredito nas estruturas religiosas porque com os anos demonstraram ser o contrário daquilo que dizem ser. Dito isto, existem sacerdotes e ursulinas que fizeram coisas grandiosas”.
Sobre as razões que o levaram ao The Voice, J-Ax comenta que uma delas foi a experiência de uma “crise cultural” sobre seu suposto “machismo”.
“Enquanto que J-Ax faz dois anos não teria se permitido emocionar com aIrmã Cristina, hoje não me envergonho de ter derramado algumas lágrimas”, como quando escutou pela primeira vez à religiosa cantar “No One” de Alicia Keys.
Sobre seu futuro e sua amizade com Irmã Cristina, o cantor italiano afirma que “agora quero fazer meu disco, me separo de tudo isso e volto ao lugar de onde venho, mas se precisarem de mim, se há perigo, que me chamem”.
“Também lhe dei um conselho, digamos, de trabalho. Uma das coisas que define um homem é a palavra. E eu dei a minha palavra a esta moça de que ia defendê-la, que ia ser seu escudo. Tenho feito isso e sempre o farei”, conclui.
Fonte: www.aleteia.org
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Eu não queria mais viver. Foi quando me encontrei com Ele...
Como Jesus Eucarístico me salvou
Passei por uma época, não muito tempo atrás, em que eu achava que tudo estava perdido na minha vida e que eu não conseguiria mais continuar vivendo.
Foi o Corpo de Cristo que me salvou.
Eu fui criada numa família bastante normal. Minha mãe era católica e nos criou na fé. Eu era muito ligada à família, tinha grandes amigos e uma vida escolar feliz. Minha fé era sólida, assim como o meu senso moral, o que me mantinha firme e com os pés no chão enquanto eu ia me tornando adulta. Em outras palavras, a minha vida era boa.
Fui para o Peru depois do ensino médio e morei com algumas freiras numa favela da periferia de Lima, onde trabalhava como missionária na comunidade. Foi uma experiência fantástica. Eu ia à missa diariamente, o que aprofundou ainda mais a minha fé. Mas... Faltava algo fundamental que, na época, eu nem percebia que faltava.
Eu também estudava filosofia na universidade. Uma filosofia muito laica, aliás. Tenho vergonha de dizer, por exemplo, que, em três anos inteiros, a noção de “Deus” mal foi mencionada em uma única oportunidade. Eles nos ensinaram a filosofia grega antiga, pularam a totalidade dos períodos patrístico e medieval (ou seja, nada de Agostinho nem de Tomás de Aquino, nem de muitos outros grandes pensadores católicos que são marcos na história do pensamento) e foram direto para a filosofia moderna e contemporânea.
Estudando essa filosofia laica e vivendo imersa num ambiente laico (além de ter o meu quinhão de diversão universitária “selvagem”), comecei a sofrer o declínio gradual da minha fé. Eu nunca renunciei à fé, nem sequer diante de mim mesma, mas, no fundo do meu coração, eu não acreditava mais.
O principal problema foi a minha arrogância. Em meu orgulho egoísta, eu me colocava, com a minha própria capacidade racional, no lugar de Deus, no centro da minha existência, como juíza e jurada. Lentamente, fui me fechando à graça de Deus.
Enquanto eu passava por essa crise de fé, que ocupava quase toda a atenção dos meus pensamentos, a minha vida desmoronou. Vivi um trauma terrível, que durou muitos anos. No início dessa época árdua, eu estava morando em Londres, sem dinheiro, sem emprego, sem amigos, em circunstâncias familiares terríveis, me sentindo completamente sozinha no mundo e descobrindo que eu não tinha fé nem esperança para me apoiar. Eu ia à igreja, mas não sentia nada quando recebia a Eucaristia; me sentia morta por dentro e entrei num estado de total desespero.
Eu passava dias a fio trancada em casa, não me vestia, mal dizia uma palavra e bebia álcool em grandes quantidades. Simplesmente não enxergava nenhum caminho para trilhar na vida e já tinha desistido de tudo.
Depois de um tempo sem enxergar razões para continuar vivendo, eu consegui pensar: “Chega! Eu quero a minha fé de volta! Eu quero encontrar outros católicos e escapar deste desespero!”.
Foi quando perguntei a mim mesma: “E onde é que estão todos os outros católicos?”. “Bom, o papa está em Roma”, me respondi. “Então eu vou ter que encontrar alguns por lá!”.
Digitei no Google "mestrado em filosofia e ciência em Roma" e um dos primeiros links me levou a um mestrado na Pontifícia Universidade Gregoriana. Depois de uma olhada no conteúdo, resolvi: “É isso”. Arrumei as malas e parti imediatamente para Roma.
Depois de me perder, ser multada em 50 euros no metrô por ter não carimbado a minha passagem corretamente e ser enrolada pelo taxista, encontrei finalmente o albergue que eu tinha reservado para a primeira semana. O albergue era das irmãs de São José, as mesmas freiras com quem eu tinha passado um tempo no Peru. E, para minha surpresa eterna, quem é que estava vivendo em Roma? A mesma madre superiora com quem eu tinha convivido quatro anos antes, nas favelas de Lima, e a quem eu amava profundamente!
"Pois bem, Senhor", respondi, quando consegui sair do meu espanto inicial. "Estou te ouvindo!".
Cerca de uma semana depois, conheci uma jovem magnífica, Rebecca, de Chicago, que me convidou a conhecer um centro internacional de jovens que ela frequentava, o Centro San Lorenzo (CSL), fundado por São João Paulo II. Como estava completamente sozinha, eu aceitei com toda a alegria.
Quando cheguei à antiga igreja de pedra, fiquei surpresa ao ver que os bancos não tinham encosto e que os jovens estavam ajoelhados no chão duro, sem qualquer tipo de apoio. Todos se vestiam com sensatez, enquanto eu saracoteava de saia super curta e de top decotado. Para piorar a situação, os jovens oravam de forma espontânea e carismática, sem nenhuma vergonha... Eu até achei que eles eram todos completamente loucos.
Mas fiquei tão atraída pela alegria e pela liberdade deles, e sabia que eu estava tão desesperadamente sozinha, que continuei voltando. Ainda não sentia nada na missa, mas, com a bondade deles, fui aos poucos me sentindo à vontade para participar. Era um começo.
Ao longo do ano, tive altos e baixos na minha fé. No começo, eu ficava procurando sinais de Deus e orando por uma conversão milagrosa. Mas percebi logo que nem sempre é assim que funciona. Para mim, foi uma luta árdua e lenta. Eu tinha muitas dúvidas filosóficas em relação à religião em geral e, acima de tudo, ainda me sentia muito esmagada pelo sofrimento que carregava, depois de tudo o que eu tinha vivido na Inglaterra.
Depois de um ano, descobri uma coisa chamada adoração.
Adoração é quando o Santíssimo Sacramento, ou seja, a hóstia consagrada na missa, é colocada sobre o altar para que todos orem diante dela, reconhecendo nela o Corpo de Cristo.
Eu não sei explicar por quê, mas comecei a participar da adoração.
Pouco tempo depois, o Centro San Lorenzo organizou uma adoração de 24 horas durante o advento e eu decidi participar.
Fiquei lá durante toda a noite, muitas vezes completamente sozinha na igreja escura e silenciosa, com a Hóstia consagrada exposta no ostensório de ouro que brilhava no altar.
Caí de joelhos diante do Santíssimo Sacramento, em desespero absoluto, e supliquei ao Senhor que me ouvisse, que arrancasse um pouco da minha dor, que desse algum sentido à minha vida, que me ouvisse, que falasse, que me mostrasse que Ele estava lá! Que eu não estava sozinha! Eu me sentia tão, tão sozinha que a dor chegava a corroer o meu coração!
Silêncio.
De repente, algo aconteceu.
Pela primeira vez na minha vida, sozinha no meio da noite com Cristo, eu me abandonei completamente a Ele. Meu olhar começou a se levantar de mim mesma, como centro da existência, para Ele, como o novo centro. Meu coração começou a se abrir para Ele.
E, quando o meu coração se abriu, Ele entrou e me preencheu com a Sua presença curadora! Eu percebi que toda a minha dor, amargura e desespero tinham desaparecido completamente e que o meu coração estava cheio apenas de paz, de alegria e de amor. A presença de Cristo permeou todo o meu ser tão suavemente que foi quase sem que eu percebesse; mas o meu coração ardia de amor!
Eu olhava para trás e via os eventos dolorosos dos últimos dois anos, que me causavam dor até física, no estômago. Mas agora não havia mais dor nenhuma. Nem ódio. Nem raiva. Só amor, transbordando, ilimitado, imparável!
Cristo estava em mim! Ele morava dentro de mim, em carne e osso, me trazendo para a vida, para a vida verdadeira! Cristo estava na Eucaristia!
Eu podia ver o Seu corpo no altar, na hóstia consagrada. Ele estava diante de mim, em carne e osso. Eu O encontrei fisicamente! Meu Senhor, meu amigo, meu mestre, meu Salvador e meu Deus! Ele estava bem ali na minha frente, eu O via com os olhos do meu coração, transformando a minha vista cansada, que antes não enxergava nenhum sentido num mundo duro e cruel... Agora eu via a realidade diante de mim repleta de sentido Divino, a bela criação de Deus se desdobrando diante dos meus olhos e apontando para Ele, para o Filho de Deus.
Ele transformou o meu coração partido e de pedra num coração de carne, feliz por estar batendo!
Eu queria gritar aos quatro ventos: "Jesus está vivo! JESUS É REAL! Ele está aqui de verdade, na carne, na hóstia! E eu O amo!".
Voltei para a Inglaterra naquele Natal e contei a minha experiência a quem quisesse ouvir – e a quem não quisesse também. Meus amigos e familiares acharam que eu estava fora de mim, mas aquele encontro com o Amor curador tinha feito o meu coração transbordar e eu não podia deixar de compartilhá-lo com quem me rodeava!
Eu queria falar a todos do novo Amigo que eu tinha feito, da presença real do Corpo de Cristo na Eucaristia, de como Ele tinha me dado a vida de volta, ou me trazido para uma vida nova!
Cresceu em mim uma fome insaciável de Deus! Eu queria descobrir mais sobre a minha fé. Comecei a frequentar a missa diária, a fazer adoração e saí às ruas para evangelizar.
A missa se transformou para mim. Ela já não era algo a que eu apenas assistia, mas algo de que eu participava. Não eram apenas palavras secas e abstratas: era a Palavra de Deus, a presença de Deus. Eu recebia o Corpo e o Sangue de Cristo, participava do Seu sacrifício, da Sua morte na cruz, da Sua ressurreição.
O Corpo e o Sangue de Cristo! Era isto o que tinha me faltado a minha vida toda! Era a comunhão com a carne de Cristo, o meu corpo encontrando o dele, um encontro real e concreto entre mim e Cristo, que levantou a minha vida, miserável, solitária e despedaçada, até a vida feliz, radiante e gloriosa nele.
Fonte: http://www.aleteia.org
Foi apresentada hoje a logo da Jornada Mundial da Juventude Cracóvia 2016!
A marca lembra o contorno do mapa da Polônia. No centro há uma cruz que representa Jesus Cristo, que é o centro do encontro. O Círculo amarelo marca Cracóvia no mapa da Polônia e também representa a juventude. A centelha da Divina Misericórdia sai da cruz, sua forma e cor referem-se à pintura "Jesus eu confio em Vós". O logotipo é uma ilustração gráfica das palavras "Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia" (Mateus 5,7), que foi escolhido como o tema da Jornada. As cores utilizadas no logótipo são: Azul, vermelho e amarelo e se referem às cores oficiais de Cracóvia.
03 de Julho - São Tomé
Embora na nossa memória a presença de são Tomé faça sempre pensar em incredulidade e nos lembre daqueles que "precisam ver para crer", sua importância não se resume a permitir a inclusão na Bíblia da dúvida humana. Ela nos remete, também, a outras fraquezas naturais do ser humano, como a aflição e a necessidade de clareza e pé no chão. Mas, e principalmente, mostra a aceitação dessas fraquezas por Deus e seu Filho no projeto de sua vinda para nossa salvação.
São três as grandes passagens do apóstolo Tomé no livro sagrado. A primeira é quando Jesus é chamado para voltar à Judéia e acudir Lázaro. Seu grupo tenta impedir que se arrisque, pois havia ameaças dos inimigos e Jesus poderia ser apedrejado. Mas ele disse que iria assim mesmo e, aflito, Tomé intima os demais: "Então vamos também e morramos com ele!"
Na segunda passagem, demonstra melancolia e incerteza. Jesus reuniu os discípulos no cenáculo e os avisou de que era chegada a hora do cumprimento das determinações de seu Pai. Falou com eles em tom de despedida, conclamando-os a segui-lo: "Para onde eu vou vocês sabem. E também sabem o caminho". Tomé queria mais detalhes, talvez até tentando convencer Jesus a evitar o sacrifício: "Se não sabemos para onde vais, como poderemos conhecer o caminho?". A resposta de Jesus passou para a história: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim".
E a terceira e definitiva passagem foi a que mais marcou a trajetória do apóstolo. Foi justamente quando todos lhe contaram que o Cristo havia ressuscitado, pois ele era o único que não estava presente ao evento. Tomé disse que só acreditaria se visse nas mãos do Cristo o lugar dos cravos e tocasse-lhe o peito dilacerado. A dúvida em pessoa, como se vê. Mas ele pôde comprovar tanto quanto quis, pois Jesus lhe apareceu e disse: "Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos!... Não sejas incrédulo, acredita!" Dessa forma, sua incredulidade tornou-se apenas mais uma prova dos fatos que mudaram a história da humanidade.
O apóstolo Tomé ou Tomás, como também é chamado, tinha o apelido de Dídimo, que quer dizer "gêmeo e natural da Galiléia". Era pescador quando Jesus o encontrou e o admitiu entre seus discípulos.
Após a crucificação e a ressurreição, pregou entre os medos e os partas, povos que habitavam a Pérsia. Há também indícios de que tenha levado o Evangelho à Índia, segundo as pistas encontradas por são Francisco Xavier no século XVI. Morreu martirizado com uma lança, segundo a antiga tradição cristã. Sua festa é comemorada em 3 de julho.
Fonte: Paulinas
terça-feira, 1 de julho de 2014
Terço dos homens recebe uma visita especial
Nesta última segunda-feira foi realizado em nossa paróquia o Terço das Famílias, o projeto faz parte do Terço dos Homens que é realizar na última segunda de cada mês o terço junto das famílias. Tivemos uma visita mais que especial nessa noite, a presença do Terço dos Homens da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Santa Cruz, que junto com suas famílias, vieram participar conosco dessa noite. Nem a forte chuva que caiu ontem, desanimou os grupos que com a graça de Deus e a intercessão de Nossa Senhora, tivemos uma noite abençoada. No final, Padre Thiago agradeceu a presença do grupo e prometeu que em breve, o nosso grupo irá retribuir a visita indo até Santa Cruz.
O Terço dos Homens acontece toda segunda-feira às 20h e você homem é mais que bem vindo a se juntar a esse grupo que a cada semana, cresce não só em número, mas na fé.
Texto e fotos: Michel Soares
Acesse também www.pnsc.org.br
domingo, 29 de junho de 2014
Cerco de Jericó, como foram os dois últimos dias
Emoção, essa é uma palavra que podemos usar para definir como foi os dois últimos dias do Cerco de Jericó na Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma. Na noite de ontem(28), Padre Jorge Carreira da Paróquia de Nossa Senhora das Dores veio junto com o seu ministério de música para presidir a Santa Missa. Padre Jorge, por mais de 2 horas e meia conduziu momentos fortes de cura interior através de orações e louvores.
Na manhã deste domingo(29), chegamos ao tão aguardado dia: A Missa da Vitória. A missa foi presidida por Padre Thiago Azevedo que reforçou que todos nós nascemos para sermos vencedores em nome de Cristo e citou os exemplos de São Pedro e São Paulo, ao qual a Igreja celebra a Solenidade no dia de hoje. Disse que assim como eles, não podemos desistir e seguir em nome de Cristo até o fim para sermos vencedores. Ao final da Santa Missa, Padre Thiago junto com Diácono Vicente deram as 7 voltas na Paróquia com o Santíssimo para que em seguida, Padre Thiago derrubasse a muralha do Cerco de Jericó. Foi sem dúvida, um dos momentos mais emocionantes desse Cerco de Jericó e um dia que marcará a história da Paróquia.
"O Cerco de Jericó foi uma profunda experiência de avivamento espiritual para a nossa paróquia. Foram 7 dias com adoração ao Santíssimo durante todo o dia, santas missas presididas por padre visitantes e sobretudo momentos muito fortes com experiência com Deus. Apesar de ter sido a primeira experiência da nossa paróquia nesse sentido, no meu coração, tenho a certeza que o povo respondeu muito bem. E o tema que Deus nos inspirou para esse Cerco de Jericó que foi "Eu nasci para vencer" sem sombra de dúvidas, vai ser transmutado na vida de cada um de nossos fiéis", disse Padre Thiago para o nosso Blog.
Segundo a Pastoral do Acolhimento, mais de 800 pessoas passaram pela Paróquia nos dois últimos dias do Cerco, ao longo dos 7 dias, foram mais de 2600 pessoas, Louvores a Deus por esses dias de muitas bênçãos.
"O Cerco de Jericó foi uma profunda experiência de avivamento espiritual para a nossa paróquia. Foram 7 dias com adoração ao Santíssimo durante todo o dia, santas missas presididas por padre visitantes e sobretudo momentos muito fortes com experiência com Deus. Apesar de ter sido a primeira experiência da nossa paróquia nesse sentido, no meu coração, tenho a certeza que o povo respondeu muito bem. E o tema que Deus nos inspirou para esse Cerco de Jericó que foi "Eu nasci para vencer" sem sombra de dúvidas, vai ser transmutado na vida de cada um de nossos fiéis", disse Padre Thiago para o nosso Blog.
Segundo a Pastoral do Acolhimento, mais de 800 pessoas passaram pela Paróquia nos dois últimos dias do Cerco, ao longo dos 7 dias, foram mais de 2600 pessoas, Louvores a Deus por esses dias de muitas bênçãos.
Vídeo do momento da queda do muro. Assista aqui.
Texto: Michel Soares
Fotos: Winicius Rocha
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