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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Ela nasceu de um estupro incestuoso e tem algo importante a dizer

Quando conheceu sua verdadeira história, Kristi decidiu dedicar sua vida a ajudar casos como o seu


Kristi Hofferber foi concebida em um estupro incestuoso, e o que ela pede às mães que, como a sua, passaram por esta experiência é: “Por favor, não abortem os bebês concebidos como eu fui concebida”.
 
Ela sempre soube que tinha sido adotada. Com apenas três dias de vida, seus pais adotivos já puderam tê-la em seus braços, e isso sempre foi motivo de orgulho para eles, pois não podiam ter filhos. Jamais esconderam isso dela.
 
Durante sua infância, ela não teve interesse em conhecer sua origem. “Tive uma infância maravilhosa, meus pais me deram tudo de que eu precisava”, contou Kristi. Porém, como acontece com muitos filhos adotivos, chegou uma hora em que ela quis conhecer sua família biológica.
 
“Tentei fazer isso sem contar aos meus pais adotivos, mas não obtive muita informação e, ao mesmo tempo, sabia que não era a maneira correta, que precisava ser honesta com meus pais. Então, perguntei-lhes diretamente. A resposta não foi nada fácil de ouvir”, disse ela.
 
Estupros constantes
 
Os estupros incestuosos padecidos pela mãe biológica de Kristi tiveram como resultado 6 gravidezes, das quais 5 acabaram em aborto (um “espontâneo”, devido aos maus-tratos físicos, e quatro provocados – executados ao amparo de leis pró-aborto, para encobrir o incesto). A 6ª gravidez chegou ao final e dela nasceu Kristi, que foi dada em adoção.
 
“Eu não esperava algo assim. Nunca havia passado pela minha cabeça. Demorei várias semanas para decidir se queria continuar pesquisando minha história. Se aquilo era assim mesmo, como seria para a minha mãe encontrar-me agora?”, recordou Kristi, que hoje tem 30 anos.
 
Gratidão pela vida
 
É preciso ser muito corajosa para enfrentar esta situação! Mas, em sua alma, Kristi sentia que o plano de Deus era que ela encontrasse sua mãe. E não demorou muito em conhecê-la. Após enviar um e-mail à pessoa que ela achava ser sua mãe, recebeu uma rápida resposta. Marcaram um encontro. Kristi pôde conhecer também uma irmã sua e o bebê que esta acabara de dar à luz.
 
Kristi esteve vários dias na casa de sua mãe biológica, onde conheceu melhor o horror pelo qual ela passou durante 20 anos de estupros por parte do seu pai. Sua mãe tinha 16 anos quando Kristi foi concebida.
 
“Estou muito agradecida por ter escolhido continuar procurando-a até encontrá-la – confessou Kristi. Eu me senti triste e feliz ao mesmo tempo, pelo fato dela ter me trazido a este mundo. O único que sei sobre o porquê de não terem me matado mediante o aborto legal é que minha mãe biológica decidiu ocultar a gravidez durante um tempo.”
 
“Após o meu nascimento, ela não tinha certeza se eu tinha sobrevivido ou não, porque não me viu depois do parto; mais tarde, recebeu a informação de uma infecção que eu havia contraído ao nascer. Disseram-lhe que eu havia sido levada a outro hospital para ser tratada, mas que provavelmente não sobreviveria”, contou.
 
A relação entre mãe e filha não foi fácil, mas elas se falam regularmente. Kristi acredita que Deus as uniu e agradece pelo fato de poder ver sua mãe. Também agradece sua mãe por ter respeitado seu direito à vida.
 
“São tantas as vidas afetadas pela perda de uma só criança abortada! É difícil só de imaginar quão diferentes teriam sido as coisas, se eu tivesse sido abortada. Agradeço muito à minha mãe biológica por ter me protegido e dado em adoção”, confessa.
 
“Cheguei a uma família maravilhosa, que me acolheu com os braços abertos e me deu todo o amor e os cuidados de que eu precisava. Também por isso serei eternamente grata!”, exclamou Kristi, cujo marido também foi adotado. Juntos, decidiram adotar um filho também.
 
Ao conhecer sua verdadeira história, seus objetivos na vida mudaram, e ela decidiu se dedicar a casos como o seu. Hoje, é assistente social e seu objetivo é ajudar mulheres que enfrentam uma situação difícil como consequência da gravidez.
 
Com relação ao seu pai-avô, ele passou apenas 18 meses na prisão, porque não encontraram provas suficientes para incriminá-lo. Na época, a mãe de Kristi não sabia que sua filha havia sobrevivido – o que certamente teria agravado a pena. O homem morreu há um ano, mas Kristi nunca quis conhecê-lo.
 
“Sejam quais forem as circunstâncias da concepção de uma criança, esta não pode ser castigada pelo crime do seu pai. Todas as crianças deveriam ter a oportunidade de viver a vida que receberam”, concluiu Kristi.

Fonte: www.aleteia.org



terça-feira, 28 de abril de 2015

Incrível: um acidente, um coma e uma surpresa ao despertar

Ela estava grávida de 5 meses ao sofrer o acidente: quando despertou, já era mãe de um lindo e saudável bebê


O fato ocorrido com a jovem estadunidense Sharista Giles, de 20 anos, parece até um milagre: devido a um acidente de carro, ela permaneceu em coma de dezembro de 2014 a abril de 2015. Mas no momento do acidente ela estava grávida de 5 meses. Além de ter despertado do coma, surpreendendo a equipe médica, ela deu à luz uma criança saudável de 3,8 kg.
“Os médicos tinham dito que não havia nada a fazer – explicou a tia da jovem, Beverly Giles. Não nos deram esperança alguma. Mas nós não deixamos de tê-la.”
 
Na última semana, Sharista de repente abriu os olhos. Piscou e respondeu ao carinho dos familiares, que seguravam sua mão. Finalmente, ela pôde ver, pela primeira vez, a foto do seu filho.
 
Os médicos do Harriman Care and Rehabilitation Center ainda não têm uma previsão exata para o caso de Sharista, mas a esperança é de que mãe e filho (ainda na UTI neonatal) possam voltar logo para casa (Avvenire, 11 de abril).


Seu pai “lhe mostrou a foto do seu bebê e ela a acompanhou com os olhos – conta a tia. Quando ele se virou para colocar a foto na parede, ela tentou girar a cabeça, buscando ver novamente a foto” (Familia Cristiana, 13 de abril).


Fonte: www.aleteia.org


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A mulher que se negou a abortar em 3 gravidezes complicadas

1ª gravidez: estuprada; 2ª gravidez: abandonada; 3ª gravidez: quimioterapia e risco de má-formação. Mas ela escolheu a vida.


No último dia 22 de janeiro, 15 mil jovens católicos se reuniram no grande estádio Verizon de Washington para o encontro juvenil (YouthRallyAndMassForLife.org) prévio à Marcha pela Vida, realizada todos os anos na capital norte-americana.
 
Um sacerdote jovem, de 28 anos, Pe. Mario Majano, da diocese anfitriã, compartilhou um testemunho que o havia marcado profundamente.
 
Ele explicou que o heroísmo não é ter poderes, como ele imaginava quando era criança, ao ler histórias em quadrinhos de super-heróis, mas "o verdadeiro herói é aquele que não permite que nada, nem grande nem pequeno, o impeça de defender o que sabe que é bom, defender o pequeno, o que vem de Deus".
 
O testemunho que o impressionou foi o de uma mulher.
 
Primeira gravidez: estuprada
 
Quando ainda era estudante, esta jovem foi estuprada e ficou grávida. Sua família a ignorou. Uma amiga tentou convencê-la a abortar: "É uma situação impossível para você, faça o que é mais prático, aborte", disse-lhe.
 
Mas ela respondeu: "Eu não poderia enfrentar o resto da minha vida sabendo que tirei a vida de alguém". E optou por ter a criança.
 
Segunda gravidez: abandonada
 
Alguns anos depois, ela ficou grávida outra vez, agora de um homem a quem amava. Mas ele não queria se comprometer em um casamento e a abandonou. Além disso, ela buscava um título acadêmico e ter um segundo filho a impediria de obtê-lo. Sua família a pressionou para abortar, porque "ela não poderia criar dois filhos sem pai". Inclusive se ofereceram para pagar todos os custos do aborto.
 
"Não importa quão bem intencionada seja esta oferta, não sei como vou lidar com isso, mas... não". Ela disse "não" ao aborto e "sim" à vida.
 
Terceira gravidez: quimioterapia e risco de má-formação
 
Passaram-se 13 anos. Agora, esta mulher estava finalmente casada, mas foi diagnosticada com câncer e começou a receber um intenso tratamento químico. E ficou grávida. Os médicos lhe disseram que deveria abortar, pois, sem dúvida, a criança "não teria nenhuma chance de nascer normal".
 
"Normal ou não, abortar é algo que não posso nem quero fazer", disse ela.
 
O padre que contou a história concluiu: "Este tipo de heroísmo não costuma ser elogiado pela sociedade, mas por nós sim. A esta mulher, pelos seus esforços corajosos, por estar sempre firme, por centrar sua vida no amor, eu simplesmente digo: Obrigado, mãe, muito obrigado!".
 
A emoção tomou conta do estádio Verizon, enquanto 15 mil jovens, numerosos bispos, cardeais e até o núncio do Papa nos Estados Unidos se levantavam para aplaudir a mãe do jovem sacerdote, Rosa, de 53 anos, que estava presente lá e chorava, emocionada, como muitos dos participantes do evento.
 
Rosa tem hoje 4 filhas e 1 filho – que é o sacerdote. "Ele foi meu título acadêmico", disse ela. "Nunca imaginei que ele chegaria a ser padre, mas isso me mostra claramente que Deus o escolheu no meu útero", comentou. O Pe. Mario foi o protagonista da segunda história.
 
"Deus nunca a deixará sozinha"
 
Rosa deixou sua mensagem a todas as mulheres que se encontram em situações semelhantes: "Não se renda, Deus tem um plano, sempre. Deus nunca a deixará sozinha".
 
O Pe. Mario está convencido de que o exemplo da sua mãe, sua firmeza, é uma das origens da sua vocação.
 
Além disso, ela sempre ia à igreja em busca de ajuda e a encontrou. "Com seu exemplo, ela nos mostrou que Deus era essencial em nossas vidas, não importa em que circunstâncias. Isso foi uma boa base na minha vida para depois receber o chamado de Deus", disse ele.
 
(Com informações de Religión en Libertad)


Fonte: www.aleteia.org