terça-feira, 1 de setembro de 2020

Paroquianos Empreendedores - "Delícias do Park" e a "Cascata de Chocolate"

 

Nossa Senhora do Bonsucesso é a padroeira dos empreendedores. Nossa paróquia, então, estará divulgando os nossos paroquianos empreendedores, pedindo a intercessão da Mãe do Bonsucesso para o Empreendimento de seus filhos.

Hoje, apresentamos o "Delícias do Park" e a "Cascata de Chocolate". Ambos empreendimentos de nossos paroquianos Michel Soares e Winicius Rocha. Conheçam o trabalho que eles realizam e os contrate para a próxima festa!

Nossa Senhora do Bonsucesso, Padroeira dos Empreendedores, 
Rogai pos nós.





sexta-feira, 25 de maio de 2018

Formação Litúrgica - Santa Missa parte por parte - Liturgia Eucarística

A LITURGIA EUCARÍSTICA 


A segunda parte da Missa – estreitamente unida a primeira – toma o nome de Liturgia Eucarística.

Na última ceia, Cristo Jesus instituiu o sacrifício e a ceia pascal, por meio do qual se tornou continuamente presente na Igreja o sacrifício da Cruz, quando o sacerdote, que representa Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que Jesus fez e confiou aos seus discípulos para que o fizessem em sua memória: “Tomai todos e comei, tomai todos e bebei!”

Percebemos que neste relato da Ceia presidida por Jesus, encontramos toda estrutura da Celebração Eucarística. A Igreja mantém vivo os gestos, os sinais e as palavras que o próprio Senhor utilizou durante a instituição do Sacramento da Eucaristia. Na Liturgia Eucarística, será celebrada a renovação da instituição de Jesus. Tomando pão e vinho em suas mãos, o Senhor transforma os dons da terra em dons divinos.

a) O Ofertório O fato de apresentarmos e de trazermos pão e vinho para o altar, não constitui apenas um mero rito prático, mas constitui que toda a vida humana, com suas alegrias, dores e esperanças se traduz em uma auto-oferenda a Deus. No momento do ofertório nós nos oferecemos a Deus e Deus por sua vez se oferece a nós por meio de seu Filho Jesus Cristo.

Dt 26: O mandamento da oferta das primícias.

A Oração Eucarística 

A Oração Eucarística constitui no gesto que o Senhor Jesus realizou na última ceia com os seus discípulos: “Ele deu graças” (Lc 22,17). Esta oração significa também uma oração de Ação de Graças realizada pelo Sacerdote ao Pai, por Cristo no Espírito devido a sua participação no Sacramento da Ordem que o distingue do sacerdócio comum dos fiéis.

a) O Prefácio - Louvor ao Pai pela história da Salvação
O prefácio constitui em um hino de ação de graças que o sacerdote eleva ao Pai por toda a obra da salvação, ou por algum aspecto particular de acordo com os diversos tempos litúrgicos, festas e solenidades.

Col 1,3-12: Hinos de ação de graças no NT.

b) O “Sanctus” Aclamação da assembleia a santidade de Deus
Após o prefácio o celebrante convida a assembleia reunida a expressar uma manifestação de louvor a Deus por meio do canto do Santo. Este hino que exalta a transcendência de Deus era utilizado pelos judeus em sua liturgia matinal. No Rito da Missa, passou a ser parte integrante na Liturgia por volta do século IV. O hino é praticamente uma junção da liturgia celeste com a liturgia terrestre.

Este hino tem sua origem no livro de Isaias 6,1-3 onde o profeta descreve uma visão celestial. E no livro do Apocalipse 4,8, os anjos proclamam a glória de Deus como criador soberano.

c) Narrativa da Instituição e Consagração
O Sacerdote realiza os mesmos gestos de Cristo (dar graças) e pronuncia as mesmas palavras usadas por Nosso Senhor no momento da instituição da Eucaristia. Este é o mandato do Senhor à sua Igreja até o fim dos tempos.

Mt 26,26-28: “Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados”. Mc 14,22-23; Lc 22, 15-20; 1Cor 11,23-25.

d) Intercessões
Com estas orações torna-se evidente a união da Eucaristia celebrada em comunhão com as três realidades eclesiais existentes que são a Igreja Militante, Padecente e Triunfante.

Ef 6,18: “Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos”. 1Ts 5,25; 1Ts 1,2; 2Ts 3,1:

e) Doxologia Final 
É o cume de toda Oração Eucarística. Ela expressa a glorificação de Deus. É o momento em que o Sacerdote oferece o Cristo ao Pai pelo Espírito e a Igreja por sua vez rende louvores a Deus por tamanho dom. Dois movimentos são realizados durante a Doxologia.

Rm 16,27: “a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, glória por toda a eternidade! Amém”. Fl 4,20; Ap 7,12.

O Rito da Comunhão 

Terminada a Oração Eucarística passamos para o terceiro momento da Liturgia Eucarística, denominado “Rito de Comunhão”. Estes ritos têm por serventia nos preparar de modo ainda mais adequado por meio da oração para podermos nos aproximar de maneira mais consciente no Divino Banquete Sagrado. Formam, portanto o Rito da Comunhão as seguintes etapas: A Oração do Senhor (Pai Nosso), os Ritos da Paz com suas preces e, por conseguinte a Fração do Pão.

Oração do Senhor (Pai Nosso)
Na Oração do Pai nosso, fica claro que a Comunidade reunida em nome da Trindade, manifesta de modo evidente a sua participação no mistério da filiação divina, que logo implica a verdadeira comunhão entre nós e o nosso Deus que é Pai.

Embolismo - A oração “Livrai-nos de todos os males” da Missa desenvolve o pedido “e não deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal” rezado no Pai nosso. É justamente por esse motivo que não dizemos “amém” ao término da oração. A oração é concluída com uma espécie de doxologia: “Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre”.

Mt 6, 9-13: “Eis como deveis rezar: PAI NOSSO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. 

A oração da Paz 
Depois de sua ressurreição, o Senhor leva ao termo sua promessa apresentando-se no meio deles, no lugar em que se encontravam, dizendo: “A paz esteja convosco!” (Cf. Jo 20,21).
A paz é o dom que o Ressuscitado segue oferecendo hoje a sua Igreja, reunida para a celebração da Eucaristia, de modo que possa testemunhá-la na vida de cada dia.

Jo 14,27: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz” são as palavras com as quais Jesus promete aos discípulos reunidos no cenáculo, antes de enfrentar a paixão, o dom da paz.

A Fração do Pão
O gesto de partir o pão era muito usado pelos judeus nas suas celebrações pascais. O próprio Jesus realizou este gesto quando celebrava a Ceia com seus discípulos. Este gesto tipicamente familiar onde o chefe da família partia o pão e o distribuía entre os seus é verdadeiramente bem simples, mas rico de um simbolismo profundo. Ele quer expressar a partilha entre todos e com cada um.

Jo 1,29: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Partiu o pão: Mt 14,19; Mt 15,36; Mt 26,26; Mc 6,41; Mc 14,22; Lc 24,30.35.

Lc 7,6-7: "Senhor, não te incomodes tanto assim, porque não sou digno de que entres em minha casa; por isso nem me achei digno de chegar-me a ti, mas dize somente uma palavra e o meu servo será curado.

A Comunhão
A Comunhão faz parte e dá sentido pleno à participação na Missa, que desde os primeiros tempos é chamada também de Ceia do Senhor. Realiza-se neste momento a grande comunhão dos fiéis com Deus, dos fiéis com Cristo, dos fiéis entre si.

Os Ritos Finais
Com a benção final e despedida da Missa recebemos a Missão de levar a paz, de levar o Senhor ao próximo, em nossos trabalhos, em toda a nossa vida. É a Eucaristia, portanto a fonte e o cerne de toda a missão evangelizadora da Igreja. Unidos ao Senhor poderemos dar bons frutos, pois sem Ele nada podemos fazer (Cf. Jo 15,5)

Num 6,24-26: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça! O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz! E assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei”.


Formação Litúrgica - Santa Missa parte por parte - Liturgia da Palavra

A Celebração da Eucaristia

A Missa ou Ceia do Senhor, consta de duas partes:
*Liturgia da Palavra
*Liturgia Eucarística

RITOS INICIAIS

a) Canto de Entrada

Sua função é favorecer a união dos fiéis em assembleia, introduzi-los na celebração do dia. A procissão, formada pelo celebrante e seus auxiliares, nos lembra que a Igreja aqui na terra exerce uma função de peregrina que a semelhança do povo Hebreu, caminha rumo ao encontro do seu Senhor.

Sl 96: “Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira”. Sl 98: “Cantai ao Senhor um cântico novo, pois ele fez maravilhas”. Ex 15: Na Procissão de entrada recordamos a saída do Povo de Deus do Egito rumo à Terra Prometida. 

b) Saudação Inicial 

O sacerdote acolhe a comunidade reunida em nome do Senhor. Com essa saudação, de sabor bíblico, o presidente toma contato mais pessoal com o povo e o introduz na liturgia do dia, mostrando o vínculo entre a celebração que se inicia e a vida.

Mt 28,19: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Rm 1,7; Rm 16,20; 1Cor 1,3; 1Cor 16,23; 2Cor1,2; 2Cor 13,13; Ef 6,23-24)

c) O Ato Penitencial

“Reconheçamos nossas culpas para celebrarmos dignamente os Santos Mistérios”. Com essas palavras o Sacerdote convida as pessoas ao arrependimento. O ato penitencial é uma sincera atitude interior de toda a assembleia que reconhece, diante de Deus, sua pobreza e fraqueza, e apela para o amor misericordioso de Cristo.

Kyrie Eleison Ao cantar “Senhor, tende piedade de nós” (“Kyire Eleison”) suplicamos a Deus que tenha misericórdia de nós. É a expressão do coração do homem que muita das vezes só é capaz de oferecer a Deus suas misérias. Ele é o grito confiante daquele que sabe que somente o Senhor pode conceder misericórdia.

Sl 50,3: “Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade”. Esd 9,6-15; Ne 1,5-11; Eclo 36,1-19; Is 33,2-5; Jr 14, 17-22; Mt 9,2.6; Mt 16,19; Jo 20,22-23.

d) Hino de Louvor

Reconciliados, somos convidados a externar este grande dom do perdão por meio do Louvor. O Hino “Glória a Deus nas alturas” é uma das composições mais antigas da Igreja Católica. Ele retoma o hino que os Anjos cantaram na noite santa onde Deus por meio do mistério da Encarnação, realizou de modo admirável o intercâmbio, ou seja, o encontro que concede ao homem a vida em plenitude.

Lc 2,14: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz aos que são do seu agrado!” Jo 1,29; cf. Ap 4,11; Ap 11,17-18; Fl 4,20.

e) A Oração da Coleta

Terminado o Hino de Louvor é realizado a Oração da Coleta. Esta oração chama-se assim devido a breve pausa que o Sacerdote faz após convidar as pessoas a oração. Subtende-se que este breve silêncio seja o momento oportuno onde o Padre “coleta” os pedidos, suplicas e orações dos fiéis que oram ao Senhor de maneira recolhida.

É o momento em que o Padre faz seus o pedido de todos. Esta oração litúrgica como todas as outras é elevada ao Pai, por Cristo na unidade do Espírito Santo como nos ensina a Tradição da Igreja. A Igreja habitualmente sempre usou essa estrutura em suas orações litúrgicas.

2Ts 1,11: “Eis por que não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos do seu chamado e, por seu poder, vos leve a realizar todo o bem que desejais fazer e a obra da vossa fé”.

LITURGIA DA PALAVRA 


As Leituras extraídas da Sagrada Escritura, com os cantos que se intercalam, constituem a principal parte da Liturgia da Palavra; a homilia, a profissão de fé e a oração universal ou oração dos fiéis a desenvolvem e a concluem.

Quando na Liturgia se leem as Sagradas Escrituras, o próprio Deus fala ao seu povo, e Cristo, presente em sua Palavra anuncia o Evangelho. A Igreja não “lê” nem “relê”, não repete materialmente as palavras do livro, mas celebra uma palavra da qual vive, porque, unida ao rito, esta se encarna e continua a cumprir-se em seu interior. Deste modo a Liturgia da Palavra por sua natureza é um diálogo ou uma conversa entre Deus que fala e um povo que escuta, responde e aceita sua manifestação.

Dt 4,10: A convocação para ouvir a Palavra de Deus. Ne 8,1-12: A primeira Assembleia de Israel após o retorno do exílio na Babilônia. Lc 4,16-21: Jesus proclama a Palavra na Sinagoga em Nazaré.

- Profissão de Fé

A Profissão de Fé tem como finalidade que a assembleia reunida dê seu consentimento e sua resposta à Palavra de Deus ouvida nas leituras e na homilia.

- A Oração Universal ou da Assembleia

A Comunidade Cristã reunida em assembleia sagrada pede a Deus que a salvação que se acaba de proclamar se torne uma realidade na Igreja e no mundo, nos que sofrem e nessa mesma Assembleia.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Novidade em maio!



A partir deste sábado, 26/5, nossa missão será na Praça Bonsucesso para rezar por todas as famílias. 
Participe e convide seus amigos para uma tarde de graças e bençãos.

Como Coisa? Ou como Filho?


Nos dias atuais, ainda nos deparamos com pessoas que possuem a seguinte dúvida: “Cantamos ‘como coisa’ ou ‘como filho’ na Oração de Consagração a Nossa Senhora?”. E, para poder tirar a minha dúvida e talvez a de muitos, resolvi fazer uma pesquisa sobre o assunto e descobri fatos chaves e importantes que poderão auxiliar a todos.
A oração de Consagração à Nossa Senhora no original em Latim é:
“O DOMINA mea! O Mater mea! Tibi me totum offero, atque, ut me tibi probem devotum, consecro tibi [hodie*] oculos meos, aures meas, os meum, cor meum, plane me totum. Quoniam itaque tuus sum, o bona Mater, serva me, defende me ut rem ac possessionem tuam. Amen”. Preces Latinae
Ao pé da letra seria mais ou menos assim:
“Ó Senhora minha! Ó Mãe minha! A vós todo me ofereço, e, para provar que vos sou devoto, consagro-vos hoje meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração, eu todo inteiramente. E porque sou vosso, ó boa Mãe, guardai-me, defendei-me como coisa e propriedade vossa. Amém”.
Observação: REM é o substantivo feminino latino RES no caso acusativo. E pode significar coisa, evento, negócio, assunto, propriedade, fato. Na oração, portanto, a tradução COISA é correta.
É engraçado o quanto queremos ganhar espaço. Ninguém quer ser tratado como coisa. O próprio Jesus que poderia ter se declarado rei e pedir tratamento especial, se colocou pequeno e como servo. Nós fazemos justamente o contrário. Somos apenas coisa e já nos colocamos como filhos “exigindo” nossos direitos, nossa herança.
Confesso que eu não compreendia essa parte da oração. Eu queria ser tratado como filho de Nossa Senhora e não como coisa. Até que um dia me contaram que a mãe de um amigo sempre ensinou a ele que essa oração havia sido feita pelo coração puro e simples de uma criança. Desse modo, só é possível vivermos essa oração com o coração semelhante ao de uma criança.
“Coisa” é um objeto que o dono coloca onde quer e faz o que quer com ele. O objeto fica ali estático, aguardando o proprietário decidir o que fará. Já o filho não. Já o filho, quando criança, precisa e quer o colo da mãe. A medida que cresce, tem momentos de desobediência, de querer fazer seus desejos, até o dia em que se torna adulto, sai de casa e realiza suas próprias vontades. Passa a ser o “dono do seu nariz”.

Um pouquinho de história: como surgiu o Canto e a Oração de Consagração.

As citações a seguir foram retiradas do livro “Viver da Fé”, escrito por Pe. Kentenich. Essa oração é atribuída a um Padre Jesuíta, chamado Zuchi. Aos dez anos de idade, perdeu sua mãe. Levado por profundo impulso religioso raciocinou nestes termos: “Não tenho mais mãe terrena. Que farei? Sem mãe não poderei viver. Consagrar-me-ei por isso a mãe de Deus, far-me-ei total e inteiramente dependente dela. Compôs a oraçãozinha, escrevendo-a com sangue, é a oraçãozinha conhecida por todos”.
Com idade avançada, Padre Zuchi, antes de morrer, colocou o ponto final em sua consagração, confessando solenemente o seguinte:
“Esforcei-me para viver esta consagração e com suma gratidão, tenho de testemunhar frente à mãe de Deus, ter-me Ela livrado, durante toda a vida do pecado grave. Ela de fato agiu comigo como sua possessão e propriedade. Agora posso partir para a felicidade eterna para contemplá-la e nela ser propriedade de Deus eterno por toda a eternidade”.
Como se pode perceber, Pe. Zucchi se consagrou a Nossa Senhora de tal forma que ele se tornou sua propriedade. Pesquisando no dicionário a palavra propriedade, um dos sentidos encontrados é “o direito pelo qual uma coisa pertence a alguém”. Por sua vez, coisa é algo de que se tem a posse. Aos se declarar de propriedade de Nossa Senhora, Pe. Zucchi assume a condição de coisa. Ora, filhos de Deus e de Nossa Senhora, todos nós somos, sem necessidade alguma de consagração especial para isso.
Com tudo isso, o sentido de ser coisa, presente na oração, está correto. Assim, não há motivo ou justificativa para adulterar a oração original. O filho, por mais que ame seus pais, é sempre livre para discordar com eles e de fazer por si mesmo suas ações. Quando nos colocamos nas mãos de Deus e de Maria como coisa e propriedade, abrimos mão desse direito de liberdade para sermos instrumentos, coisas das quais Deus e Maria podem usar como lhes bem aprouver para a santificação e conversão do mundo.
Assim, nos colocamos como instrumentos nas mãos de Maria para colaborar com Ela no plano de salvação de seu Divino Filho. Não deixamos, com isso, de sermos Filhos de Deus e de Maria, mas doamo-nos de modo pleno a Eles para sermos usados como instrumentos.
Vendo desta forma, você escolhe ser COISA ou FILHO de Nossa Senhora?
Eu quero ser COISA e, para tanto, procedo a seguinte oração:
“Prudentíssima Mãe, queremos ser coisa e propriedade Vossa! Queremos que você interceda e decida junto a Jesus o rumo das nossas vidas e nos ensine a fazer não nossas vontades, mas, a Santa Vontade de seu Filho. Amém”.


Fontes:
  • Daniele Cadête – Consagrada da Comunidade Obra de Maria – Missão Brasília – DF
  • Luiz Augusto – membor da ARS – Associação Redemptionis Sacramentum
  • Pe. Carlos Cesar Candido – Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida – Campo Mourão – PR
  • Livro Viver da Fé – Pe. Kentenich
Por Jair Ortega - Grupo de Oração e PASCOM - NSL
http://www.lourdesalpha.com.br/artigos/como-coisa-ou-como-filho/

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Você é madrinha ou padrinho? Sabe o que isso significa?

7 ideias sobre a missão que você tem com seu afilhado(a)

É sempre um presente maravilhoso ser convidado a apadrinhar alguém, pois este é um serviço de amor.
 Mas será que temos claro o que isso realmente significa?
Se você foi convidado a ser padrinho de batismo ou crisma de alguém, vale a pena compreender qual é sua missão e colocá-la nas mãos de Deus, que lhe dará todas as graças necessárias para acompanhar seu afilhado no caminho da fé que o próprio Senhor nos convidou a trilhar.
Apresentamos, a seguir, 7 ideias sobre a missão que você tem como padrinho/madrinha:
1. Sua vida é seu currículo
Seu testemunho de vida é fundamental para iluminar a vida do seu afilhado em seu caminho cristão.
2. Dê o melhor presente
O melhor presente que você pode dar para o seu afilhado não é algo material no aniversário ou no Natal, e sim um acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus.
3. Você não é um pai/mãe substituto(a)
Faz parte da sua missão acompanhar também os pais do seu afilhado, fazer parte dessa família espiritual unida pela fé.
4. Compartilhe o que você tem de melhor
Os padrinhos compartilham sua fé; portanto é preciso alimentá-la e fazê-la crescer, estar preparados para responder às dúvidas do afilhado e acompanhá-lo em seus momentos de escuridão, iluminados especialmente pela Palavra de Deus.
5. Pratique o que você ensina
Os padrinhos são chamados a ser assíduos em sua paróquia, comprometidos com sua fé e com a vida da Igreja, especialmente no que diz respeito à vivência dos sacramentos.
6. Mantenha-se próximo
Procure criar um laço afetivo real com seu afilhado e sua família, compartilhando o tempo juntos, conhecendo seu processo e seu desenvolvimento como pessoa e como cristão.
7. Assuma sua responsabilidade plenamente
O batismo abre as portas do céu ao batizado, que se torna parte da Igreja, filho de Deus e com vocação à vida eterna. Quem aceita ser padrinho ou madrinha o faz de forma permanente, como demonstração de amor, mas também como um serviço a Deus, acompanhando esse novo cristão em seu desenvolvimento e amadurecimento.
Quem aceita este desafio e esta responsabilidade o faz para sempre, pois a condição de filho de Deus é eterna; portanto sua tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando seu afilhado se torna adulto, mas continua durante a vida inteira.

Fonte: Aleteia

sábado, 15 de outubro de 2016

DEZ MESES SONHANDO COM UM JUBILEU...


Quando Padre Thiago chamou a mim e ao Nestor Rangel para conversar sobre uma ideia que tinha em mente, não imaginava o que nos aguardava. Quando ele disse que queria que produzíssemos um documentário que contasse a história da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma, confesso que o primeiro sentimento que tive no coração foi de medo! Como falar de sua paróquia de uma forma que envolvesse amor mas sabendo os limites dessa parcialidade como paroquiano e profissional? Logo iniciei a etapa principal de qualquer documentário: a pesquisa. Foram dois meses lendo documentos históricos, vendo fotos e vídeos antigos, conversando com paroquianos e conhecendo de forma mais profunda a história que envolve a aparição de Nossa Senhora do Bom Sucesso a Irmã Mariana e a chegada da imagem centenária ao Rio de Janeiro.



Depois partimos para a etapa de construção do roteiro que, diferentemente de um filme, por se tratar de um documentário, serviria para termos um "norte" em nossa jornada, já que, ele iria se transformando conforme o desenrolar dos depoimentos.




A ideia era contar a história de 120 anos da chegada da imagem da Padroeira e dos 50 anos como paróquia através do olhar daqueles que estiveram em momentos importantes dessa história. E lá fomos nós atrás dessas personagens.


Fazer uma viagem no tempo relembrando o passado, viver o presente e sonhar com o futuro.E assim começou a etapa de gravações que levou mais de 5 meses entre sábados,domingos e feriados. Nessa etapa se juntaram a mim, o Nestor nas imagens e Cleice e Cleiciane(nossas gêmeas Mesquitas) como assistentes de produção,câmera e áudio. E lá fomos numa jornada intensa de trabalho mas também de muita emoção! É impressionante como a lente de uma câmera tem o poder de fazer as pessoas abrirem seus corações perante a ela. Haviam momentos em que a voz embargava, os olhos lacrimejavam e tínhamos que dar uma pausa... Depoimentos puros,sinceros e reveladores!





Reunimos um grupo de crianças para falar do futuro e sem dúvida, foi uma das cenas mais desafiadoras para todos nós da equipe, primeiro lugar por se tratar de crianças que não eram atores, eram apenas crianças! E tínhamos que respeitar o tempo delas. Em segundo lugar,procurar otimizar o máximo possível das cenas, pois precisávamos captar aquilo que elas têm de melhor que é a alegria e sabíamos que uma vez cansadas, não teríamos essa "verdade" no sorriso e olhar delas. E em terceiro lugar, foi a primeira cena que imaginei e escrevi no roteiro, a partir dela que todo o restante foi se desenvolvendo e sendo criado. Essa cena era a nossa "menina-dos-olhos" do projeto. Contamos com a ajuda de um drone(um aviãozinho controlado remotamente com uma câmera embutida) que captou imagens aéreas nunca antes mostradas do nosso bairro e de nossa paróquia. 







Depois veio a etapa de edição e pós-produção, na qual envolveram várias madrugadas minha e do meu editor Nestor, pois precisávamos ver todo o material até ali coletado por várias e várias vezes para chegarmos aos pontos mais importantes dos depoimentos de forma que não ficasse exaustivo para o público final. Enquanto isso, eu e minhas assistentes corríamos atrás de mais imagens e de informações que faltavam para complementar o documentário. O material final não chega a metade daquilo que coletamos ao longo desses meses de gravação e infelizmente não dava para entrevistar a todos os paroquianos que temos a certeza que tem muitas histórias tão interessantes quanto para contar, mas esperamos que se sintam representados nas falas de cada um e nas cenas mostradas. No documentário, poderemos ver fotos e vídeos inéditos feitos ao longo desses 120 anos de história.








"Jubileu: O Nosso Bom Sucesso é Jesus" é mais que um documentário, é um relato de amor,dedicação e fé à Cristo Jesus e de devoção a sua Mãe, a Senhora do Bonsucesso!

Texto: Michel Soares
Fotos: Cleice Mesquita /Cleiciane Mesquita /Michel Soares /Rosa Pereira

quarta-feira, 15 de junho de 2016

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Imagem histórica de N.Sra. do Bonsucesso visitará suas comunidades!


Chegamos a junho, mês do nosso Jubileu! E para iniciarmos o mês celebrando, pela primeira vez em nossa história a imagem histórica de Nossa Senhora do Bonsucesso com mais de 120 anos irá visitar todas as nossas comunidades e passará alguns dias nas capelas!

Essa iniciativa é uma forma da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma de agradecer a todos os fiéis das comunidades de São Miguel Arcanjo, São Jerônimo Emiliani, São José, São Tomé, Igreja Cristo Redentor e da Capela de Nossa Senhora das Graças que ajudaram ao longo desses 50 anos de história de nossa Paróquia!

Ao longo dos dias, serão celebradas missas, Terços e a Ladainha de Nossa Senhora junto ao povo e a Imagem de Nossa Senhora do Bonsucesso.

Confira o cronograma por onde a imagem passará e fique ligado na programação de cada comunidade.

Dia 04/06(domingo)
Saída da Matriz até a Igreja de São Miguel Arcanjo (Comunidade do Mandela)

Dia 08/06(Quarta-feira)
Saída da Igreja de São Miguel Arcanjo até a Igreja de São Jerônimo Emiliani(Comunidade de Varginha)

Dia 12/06(domingo)
Saída da Igreja de São Jerônimo até a Igreja de São José(Comunidade do Amorim)

Dia 15/06(Quarta-feira)
Saída da Igreja de São José até a Igreja de São Tomé(Bonsucesso)

Dia 18/06(Sábado)
Saída da Igreja de São Tomé seguindo até a Igreja Cristo Redentor(Lar das Irmãs Missionárias na Av.Brasil) e logo depois seguirá até a Capela de Nossa Senhora das Graças(Hospital Federal de Bonsucesso)



Dia 19/06(Domingo) – ABERTURA DA SEMANA DO JUBILEU
Todas as comunidades com seus padroeiros à frente sairão em procissão e se encontrarão na Rua Olga onde subirão todas até a Matriz para a Santa Missa que marcará o início da Semana do Jubileu!

08h30 – Concentração para a saída da procissão na Igreja de São Miguel Arcanjo, passando pela comunidade de São Jerônimo Emiliani e logo depois da Comunidade de São José

09h – Concentração e saída da procissão na Capela de N.Sra. das Graças no HFB, passando pela igreja de São Tomé e seguindo até a Praça das Nações

*O Encontro das procissões acontecerá na Rua Olga para a Missa de Abertura da Semana do Jubileu às 10h da manhã na Matriz.


Texto: Michel Soares
Fotos: Pascom PNSBI

sexta-feira, 22 de abril de 2016

VEM AÍ O 2º AVIVAMENTO PARA MULHERES EM BONSUCESSO!


No próximo dia 1º de Maio, acontece na Igreja de São Tomé Apóstolo em Bonsucesso, o 2º Avivamento para Mulheres cujo o tema é "Mulheres segundo o Coração de Deus". Este avivamento é organizado pela Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma e a expectativa desse ano é que possa reavivar o coração de muitas mulheres para Deus e superar o número de inscritas em 2014 que foram mais de 350 mulheres!

Confirmaram presença no dia Aline Venturi, Maíra Jaber, Vanessa Lima, Patrícia Sousa(Comunidade Coração Novo), Cassia Duarte(Comunidade Recanto de Maria), Luciana Martins(Ministério de Música Canto Novo), Monique Silva, Cilene Gomes, Tininha Elo, Biana Willemem e muito mais!


As inscrições estão acontecendo na nossa secretaria paroquial no tel. 3437-5111 e também no próximo domingo(24/04) na parte da manhã em nossa paróquia. A Igreja de São Tomé está localizada na Av. Nova York,348 - no centro de Bonsucesso.

O valor da inscrição é de R$25 já incluído camisa e almoço!


Mulheres de Deus, venha ter um novo avivamento!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Novena a São José


Oração para todos os dias

São José, providenciai!
Ó glorioso São José, a quem foi dado o poder de tornar possíveis as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos. Tomai sob a vossa proteção a causa que vos confiamos, para que tenha uma solução favorável.
(faça o seu pedido)
Ó São José muito amado, em vós depositamos toda nossa confiança. Já que tudo podeis junto a Jesus e Maria, mostrai-nos que a vossa bondade é igual ao vosso poder.
São José, a quem Deus confiou o cuidado da Sagrada Família, protegei, amparai e providenciai esta causa que peço agora.
Saúde física e psíquica... São José, Providenciai.
Emprego...
Cura das feridas da alma...
Harmonia na vida familiar...
Restauração do Matrimônio...
Solução na justiça...
Amparo na velhice...
O pão nosso de cada dia...
Estabilidade na vida financeira...
(coloque outras causas para São José, providenciai)
São José, alcançai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria.
São José, providenciai!
São José, providenciai!
São José, providenciai!

Oremos: Deus, em vossa Providência, infinitamente sábia, escolheu São José para esposo da Virgem Santíssima. Concedei-nos que aquele mesmo que veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Aos trancos e barrancos: Entenda por que Deus permite tantos problemas e dificuldades na sua vida



“Ainda que o mundo venha abaixo, haveremos de prosseguir.”

A frase acima é uma das minhas prediletas de Teresa D’Ávila. Revela a força de uma alma apaixonada por Deus, que mesmo consciente de suas fraquezas e das dificuldades enfrentadas, conheceu o caminho da perseverança, do prosseguir, do continuar, do ir até o fim.

Seria muito bom se fosse tudo muito fácil na vida cristã! Que durante a nossa caminhada para Deus nada saísse do lugar, tudo permanecesse tranquilo como um lago, calmo como a brisa e fácil como descansar na casa de praia.

Na verdade, experimento outra realidade. Parece que vou mesmo é “aos trancos e barrancos”, caindo e levantando, nas lutas sem fim, no cansaço que não descansa, na labuta do começar sempre de novo, no desejo constante de ser fiel; caminhando sem forças, esperando sempre além, indo mais longe do que meus próprios passos, testemunhando tudo desabar, sem aviso prévio, sem chance de voltar.

É um verdadeiro mar agitado por fortes ondas de tentações, uma ventania de medos e a experiência de nem mesmo ter onde “repousar a cabeça” ou mesmo o coração. Uma sábia irmã de comunidade costumava dizer que quem quer “sombra e água fresca” não deve se meter com o Espírito Santo! E que verdade!

Verdade porque Deus tem a capacidade de nos desinstalar continuamente de nossas seguranças, de fazer o mundo girar de cabeça para baixo, de testar os limites da nossa lógica, de desfazer qualquer planejamento em fração de segundos e de recomeçar todo o processo novamente minutos depois. Tudo isso porque Ele se especializou em nos salvar. E se Ele permanecer no controle das nossas vidas, o mundo pode cair e desabar, venha o que vier, seja o que for, prosseguiremos por Sua Graça e veremos que nada pode impedir que a vontade Dele se cumpra em um coração decidido a ir até o fim.

Quando menos tenho forças, para que a Graça prevaleça diante da minha pequenez, gosto de dizer baixinho, para que Deus escute como um pedido, “não por presunção, mas por vocação”, que “ainda que o mundo venha abaixo”, quero, desejo e preciso prosseguir.

Santa Teresa, Rogai por nós!


(via Shalom)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A solidão da Quaresma

Estamos sós porque somos incompletos – feitos para amizade, amor e plenitude.

De todas as dores que Jesus sofreu em sua paixão, qual lhe doeu mais? Eu suspeito que foi a dor no seu coração e na sua alma. Há limites para a dor física. Pode-se desmaiar e assim distanciar-se um pouco da dor. Mas a dor psíquica (isto é, dor de coração e alma) pode ser sem socorro e imensurável. Pode demorar, e a raiva, permanecer por muito tempo após o doloroso acontecimento. A dor psíquica pode infiltrar-se na profundidade da alma e encontrar lugares ocultos para atormentar, alimentar-se e crescer. A dor do coração e da alma pode fazer nascer o isolamento e o desespero.

Revendo os relatos bíblicos da noite de Quinta-feira Santa até Sexta-feira Santa, vejo que a dor psíquica que causou maior sofrimento em Jesus foi a solidão. Em Mateus 26, vemos que seus amigos mais próximos, após prometerem que permaneceriam fiéis até a morte, não ficaram acordados com ele no jardim das Oliveiras, apesar de Jesus ter suplicado várias vezes. Judas o traiu com um beijo, e os outros apóstolos fugiram quando as autoridades chegaram. Certamente Jesus sofreu terrível solidão, permanentemente abandonado por seus amigos e rodeado por aqueles que o odiavam.

Após sua prisão, Jesus se apresentou sem advogado, nenhum aliado, nem mesmo um amigo para assumir a sua causa perante o Sinédrio (a mais alta Corte de Justiça na antiga Jerusalém). Mais uma vez, Jesus está sozinho, separado de qualquer um que possa ter reivindicado a amá-lo. Certamente o coração de Jesus, o coração do amor perfeito, sofreu terrível solidão naquele momento.

Em Lucas 22, lemos que Jesus olhou para Pedro justamente na hora em que Pedro o negou, mesmo Jesus sabendo que ele faria isso – assim como Jesus havia previsto. Certamente não era nenhum consolo para Jesus, apenas que ele estava certo sobre a negação de Pedro.

Em João 19, lemos que Jesus lamenta na cruz, “tenho sede”. Não é difícil imaginar que sua sede não seja somente de água, mas de amor, de compaixão e de almas.

Mais pungente de tudo, talvez, encontra-se quando lemos em Marcos 15 Jesus clamando na cruz, seu coração trespassado pela dor do abandono, uma dor tão grande que ele se sente abandonado até mesmo por Deus. Certamente uma dor que não é exclusivamente uma dor física, mas uma dor verdadeira e penetrante de coração e alma.

Por que eu menciono tudo isso? Eu poderia partir das palavras acima e fazer um pedido urgente a caminhar com Jesus nesta Quaresma em sua solidão, sua sede de amor e almas, como rezamos nas estações da cruz ou diante do Santíssimo Sacramento. Tais práticas são sempre louváveis, especialmente durante a Quaresma, mas eu falo da solidão de Jesus com um objetivo diferente.

Sabemos que Jesus sofredor pode ser encontrado em nosso vizinho (Mt. 25, 40). Os santos sempre nos pediram para executar as obras corporais e espirituais de misericórdia para com o próximo por amor a Cristo sofredor. Tais obras são sempre importantes – especialmente durante a Quaresma.

Minha preocupação aqui é alertar para o fato doloroso que facilmente negligenciamos o vizinho mais próximo no qual podemos encontrar Jesus, e que é nós mesmos. A solidão que é inevitável neste mundo caído aflige Jesus em seu coração e alma quando ele habita em nós.

Cada um de nós sente a ferida da solidão de vez em quando; alguns sofrem de solidão por uma temporada; e parece que algumas pobres almas são afligidas pela solidão como uma ferida que se recusa a curar. O que uma agraciada e frutuosa Quaresma seria se vivêssemos a liberdade e generosidade necessárias para encontrar e amar Jesus compassivamente sofrendo dentro de nós, como nós passamos por nossa própria paixão da solidão.

Por que estamos sós? Porque nós somos incompletos – feitos para amizade, amor e plenitude. Mesmo a nossa melhor forma humana seria solitária, pois há um buraco na forma de Deus em nossos corações que não pode ser preenchido nesta vida.

Estamos sós porque a nossa cultura está doente, ensina-nos a amar as coisas e usar as pessoas, nos tornando ídolos de criaturas e objetos na esperança de seduzir nossa solidão. Nossa cultura nos exorta a ser canibais sexuais, alimentando-se de carne humana, enquanto nega-se à alma humana que tem sido feita divinamente para o verdadeiro amor.

Estamos sós porque podemos ter afastado o amor ou bloqueado fora de nós o amor. E nós podemos ser solitários apenas por circunstâncias – vivendo em separação ou alienação, não por nossa escolha.

E dentro dessa vida solitária que todos nós enfrentamos, podemos encontrar o Jesus compassivo, o Homem das Dores, esperando por nós. A Quaresma é um tempo privilegiado para promover a liberdade e bondade necessárias para ir ao encontro de Jesus, que se partiu para atender às nossas necessidades. Vamos olhar para Ele e ter com Ele, começando com a dor da solidão dos nossos próprios corações. Vamos agradecer-Lhe por enfrentar sem reservas ou lamentar as nossas necessidades, dores e incompletudes. Através da nossa oração podemos lembrá-Lo que Ele não está sozinho em nós; ao fazer isso, podemos enxergar que nós também não estamos sozinhos. Tal graça surpreendente pode se tornar uma fonte de resistência e esperança, para que fiquemos com Jesus em seu sofrimento, para que possamos regozijar com Ele em sua vitória.

Padre Robert McTeigue, SJ, é um membro da “Maryland Province of the Society of Jesus”. Professor de filosofia e teologia, tem longa experiência na direção espiritual, retiros e formação religiosa. Ensina filosofia na Universidade Ave Maria, FL, e é conhecido por suas aulas de retórica e ética.

Fonte: Aleteia