quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Por que nos ajoelhamos durante a missa?

Na hora da consagração, podemos ficar em pé? Depois da comunhão, podemos nos sentar? Estas e outras perguntas respondidas pelos especialistas



Pergunta
 
Percebi uma tendência na missa. Talvez eu esteja errado, mas me parece que a atitude de ajoelhar-se em alguns momentos da missa está se perdendo. É algo que estou vendo em várias igrejas: na hora da consagração, muitos permanecem de pé, outros se sentam, poucos se ajoelham. A mesma coisa acontece após a comunhão. É só impressão minha? É aceitável? Ou é um gesto litúrgico e deveria ser respeitado (a menos que a pessoa tenha impedimentos reais)?
 
Resposta – por Roberto Gulino, professor de liturgia
 
Infelizmente, não é só uma impressão do nosso amigo leitor: muitas vezes se vê, durante as liturgias eucarísticas, uma variedade de comportamentos que indicam a pouca consciência do que estamos fazendo.
 
Há pessoas que se calam durante os cânticos (mesmo conhecendo a letra e a melodia); quem prefere recitar o Glória, o Credo ou o Pai-Nosso sussurrando (“Para rezar melhor, interiormente”, dizem); e quem decide pessoalmente que postura seguir e qual evitar (“Sabe, padre, depois da comunhão eu fico sentada até o final da missa, acho que é melhor para estar em intimidade com Jesus...”).
 
Agindo assim, no entanto, esquecemos (muitos nem sabem disso) que a natureza profunda e mais íntima da liturgia é precisamente ser oração da Igreja, ou seja, do corpo místico de Cristo, que, no Espírito Santo, está sempre dirigido ao Pai.
 
Esta essência “eclesial” da liturgia nos pede que participemos da celebração com uma atenção comunitária, rezando juntos com as mesmas palavras e com os mesmos gestos, inserindo-nos completamente na oração de toda a comunidade que, com um só coração e uma só alma, celebra seu Senhor.
 
A atitude comum do corpo na liturgia é sinal da unidade dos membros da comunidade cristã.
 
Portanto, é necessário rezar juntos e realizar comunitariamente os mesmos gestos, como sinal de comunhão, e para viver a dimensão eclesial da oração litúrgica (que é diferente da oração pessoal).
 
O que foi dito até agora vale também e sobretudo para a postura de joelhos: a Igreja nos pede (OGMR, 43) que nos ajoelhemos na hora da consagração, pois é o momento em que o pão e o vinho se convertem em Corpo e Sangue de Jesus.
 
Nesse momento, nosso corpo é convidado a expressar, na oração, toda a adoração, respeito e reverência pela grandeza do amor de Deus que se renova no dom total de Cristo na cruz e no seu tornar-se alimento por nós em seu Corpo e Sangue.
 
Diante de tal grandeza, de joelhos, queremos expressar também nossa pequenez, nossa humildade, nossa necessidade de acolher seu dom para a nossa salvação.
 
Nem sempre é possível que todos fiquem de joelhos, devido à idade, problemas de saúde ou circunstâncias do lugar da celebração (pequeno demais, lotado etc.).
 
Neste caso, quem não pode se ajoelhar deve fazer uma profunda inclinação enquanto o sacerdote faz a genuflexão depois da consagração.
 
É importante compreender que nossos gestos e atitudes na missa demonstram o verdadeiro e pleno significado de cada uma das suas partes, favorecendo a participação de todos.
 
Portanto, como sempre no âmbito litúrgico, mais que uma observância cega e absoluta das normas, é preciso tentar compreender e sobretudo viver o sentido destas indicações, para viver uma liturgia autêntica e real, capaz de envolver o coração das pessoas que participam dela.


Fonte: www.aleteia.org

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Os 5 distintivos de uma família católica

Será que as famílias católicas são diferentes das outras? Em que se diferenciam? E sua família, se encaixa neste perfil?


É necessário que as famílias católicas sejam diferentes? Como poderia ser identificada essa “diferença”? A estas e outras perguntas responde um artigo do Dr. Greg Popcak, em colaboração com sua esposa Lisa – um casal autor de mais de 20 livros (www.CatholicCounselors.com) e futuros palestrantes no Encontro Mundial das Famílias de setembro, na Filadélfia.
 
Para o casal Popcak, não se trata de dar respostas definitivas sobre como são ou devem ser as famílias católicas, mas sim de iluminar tanto o Encontro Mundial das Famílias como o próximo Sínodo sobre a Família, que acontecerá em outubro, em Roma.
 
“Considerando o que a Igreja já escreveu sobre a família, estas são minhas sugestões, como as 5 mais importantes diferenças que distinguem uma família comprometida em viver o catolicismo”, escreveu Popcak.
 
1. A família católica está unida na missa
Para o autor, a Eucaristia é a fonte do amor e da intimidade que as famílias católicas devem viver e celebrar. Ir à missa juntos aos domingos e festas de preceito, bem como confessar-se regularmente, é viver uma vida familiar eucarística.
 
2. A família católica reza em comum
A família católica está chamada a amar-se com o amor que vem do coração de Deus. E isso só pode ser conseguido como graça quando ela é pedida ao Senhor em oração, por todos os membros da família, que suplicam ao Pai que ensine o caminho para chegar a esse amor.
 
3. A família católica está chamada a proteger a intimidade
A família cristã está chamada à comunidade íntima, à comunhão do serviço, o que é a verdadeira escola de amor, na qual se aprende como Deus nos ama com todo o seu coração, e como fazer isso com o próximo mais próximo.
 
4. A família católica coloca a família em primeiro lugar
Depois de Deus, a família está em primeiro lugar, porque nossa família é a comunidade à qual Deus nos doou primeiramente para nos relacionarmos com o mundo; criamos e protegemos os rituais familiares e nossas atividades em comum como as mais importantes que realizamos durante a semana.
 
5. A família católica é testemunha e sinal
Reconhecemos que Deus quer transformar o mundo, transformá-lo no amor, a partir da família. Por isso, a família católica participa desse plano de duas maneiras: sendo testemunha do amor e da alegria, e levando isso à comunidade, por meio da prática das obras de caridade que Jesus nos ensinou.

Fonte: www.aleteia.org

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Oração a Nossa Senhora para conhecer a própria vocação

Sua melhor companhia neste mês das vocações



Eis-me a vossos pés, ó piedosa Virgem
para implorar de Vós a importantíssima graça
da escolha da minha vocação.

Outra coisa não quero
senão cumprir perfeitamente
a vontade de vosso Divino Filho,
em todo o tempo da minha vida.

Desejo ardentemente
escolher a vocação
que me há de deixar mais satisfeito
no momento da minha morte.

Ó Mãe do Bom Conselho,
fazei que soe aos meus ouvidos
uma voz que afaste toda a dúvida
da minha mente.

A Vós, que sois a Mãe do meu Salvador,
também cabe ser a Mãe da minha salvação.
Porque se Vós, Ó Maria,
não me comunicais um raio do Sol divino,
que luz me há de esclarecer?

Se Vós não me instruís,
ó Mãe da Sabedoria Encarnada,
quem poderá ensinar-me?

Ouvi pois, ó Maria,
as minhas humildes súplicas.
Perplexo e vacilante, dirigi-me Vós,
guiai-me pelo reto caminho
que conduz à vida eterna,
pois que sois Vós a Mãe do belo amor,
do temor, do conhecimento e da santa esperança,
cujas flores produzem frutos de honestidade e honra.
Amém.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

Fonte: www.aleteia.org

domingo, 19 de julho de 2015

II CERCO DE JERICÓ

Venha participar e clamar pela queda das muralhas em sua vida!

Acontecerá essa semana em nossa paróquia o II Cerco de Jericó, com o tema:"É só no Senhor que se encontra a vitória e a força" (Is 45, 24).

Uma semana fortemente marcada pela oração, adoração, louvor e pela celebração da Eucaristia.

Acompanhe a programação e venha participar!


quinta-feira, 16 de julho de 2015

O Escapulário do Carmo


Quem não o trará consigo como penhor de salvação eterna e proteção nos perigos, se Deus o concedeu ao mundo para honrar Sua Mãe e ajudar a salvar e proteger os seus filhos justos e pecadores?

Foi em 16 de julho de 1251 que Nossa Senhora, aparecendo a São Simão Stock, superior geral dos Carmelitas, lho entregou dizendo: "Recebe meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas".

Setenta anos mais tarde, aparece a Vírgem ao Papa João XXII, confirma esta promessa e acrescenta outra, chamada a do privilégio sabatino, em que, mediante determinadas condições, a alma do confrade Carmelita será livre do Purgatório se lá estiver, no sábado a seguir à sua morte. Os Soberanos Pontífices consideram como pertencentes à Ordem do Carmo, todos os que recebem o seu escapulário. Para que todos possam usufruir das graças inerentes ao Escapulário, Sua Santidade, o Papa PIO X, em 16 de Dezembro de 1910, concedeu que o Escapulário, ema vez imposto, pudesse ser substituído por uma medalha que tenha dum lado Nossa Senhora sob qualquer invocação (Carmo, Dores, Conceição, Fátima, etc.) e do outro lado, o Coração de Jesus, e benzida com o simples sinal da cruz, na intenção de substituir este Escapulário.

Em 28 de Janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu ainda que todos os Sacerdotes pudessem impor o Escapulário e substitui-lo pela respectiva medalha, pois até aí era um privilégio dos Padres Carmelitas e de outros Sacerdotes que o pedissem à Santa Sé, e nisto se mostra o desejo da Santa Igreja de que todos o tragam. 

CONDIÇÕES· Para a 1 graça (ser livre do fogo do Inferno, a mais importante de todas):
Ter recebido este Escapulário imposto pelo Sacerdote e trazê-lo, ou a medalha que o substitui. Morrer com ele ou com a medalha, o que significa que se saiu deste mundo em estado de graça santificante.

· Para a 2* graça (isto é, o privilégio sabatino: ser liberto do Purgatório no primeiro sábado, depois da morte, se para lá se foi):

Além das condições para a primeira graça, que é a mais importante, guardar ainda a castidade própria de cada estado, que aliás, já obrigatória para todos por mandamento divino; rezar, sabendo ler, todos os dias, o pequeno Ofício de Nossa Senhora, ou, não sabendo, abster-se de comida de carne nas quartas-feiras e sábados.

Estas obrigações podem ser comutadas (a reza do Ofício e da abstinência de comida de carne) por um Sacerdote, o que impôs o Escapulário ou o Confessor, por outra obra pia, por exemplo: a reza de 7 (sete) Pai-Nossos, 7 Ave Marias e 7 (sete) Glórias, ou pela reza do Terço ou por outra mais fácil.

Quem reza o Terço todos os dias, esse vale sem ser preciso mais nada, podendo aplicá-lo por todas as intenções de costume. O Sacerdote, que reza o Ofício divino, também já cumpre sem ser preciso outra comutação. Aos homens e às crianças, que normalmente rezam menos que as mulheres, pode-se comutar por 3 Aves Marias, rezadas diariamente. Assim aconselha o Santo Padre Cruz, que foi um grande Apóstolo do Escapulário. 


QUEM O PODE RECEBER?

Todos os Católicos que o peçam, o podem receber, imposto por um Sacerdote. Podem-no receber ainda as crianças batizadas, mesmo inconscientes e os doentes destituídos dos sentidos, pois, parte-se do princípio que, se conhecessem o seu valor, o quereriam receber.
É ótimo o costume de o por logo no dia do Batismo.

O Escapulário é de tecido de lã de cor castanha ou preta, mas o mais comum é o de cor castanha. O Escapulário, uma vez benzido, não precisa de nova bênção quando se substitui por outro; a medalha sim, precisa de nova bênção.

O valor do Escapulário está no tecido de lã com a bênção própria e não nas imagens que costuma ter. Pode ser lavado, podem-se mudar os cordões, pode ser revestido de plástico para não sujar, etc. Devemos andar sempre com ele ou com a medalha, e sobretudo, tê-lo à hora da morte. Nunca o deixemos, mesmo ao tomar o banho. Quem o recebeu e deixou de traze-lo consigo, basta que comece de novo a usá-lo, ou à medalha, sem precisar de nova imposição.

Sua Santidade Pio X concedeu que os militares em campanha possam impor a si próprios o Escapulário ou a medalha, uma vez benzidos pelo Sacerdote, e que tendo acabado a sua missão, continuem a usufruir de todas as graças e privilégios a ele inerentes, sem o terem de receber de novo.

Certamente que o Escapulário não dispensa dos Sacramentos, que são os meios instituídos por Nosso Senhor como via normal para nos santificar, nem dispensa das práticas das virtudes. Não coloca no Céu as almas em pecado mortal, mas ajuda a bem receber os Sacramentos e à conversão da alma e a perseverar no bem. Ajuda a sair do estado de pecado mortal, onde houver um mínimo de boa vontade.

O Escapulário do Carmo é um dom misericordioso do Céu, obtido por intercessão da Mãe da Misericórdia, já que os justos e os pecadores custaram o Sangue de Jesus e as Lágrimas e Dores de Maria Santíssima.


IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO POR UM SACERDOTE

- Senhor Jesus Cristo, Salvador dos homens, † abençoai este hábito de Nossa Senhora de Carmo, que, como sinal de Consagração a Maria, vai ser imposto ao vosso servo, para que pela intercessão de Maria Santíssima, possa alcançar maior plenitude de graça.

(Asperge o Escapulário com água benta)

[IMPOSIÇÃO:] - Recebe este santo hábito para que, trazendo-o com devoção, te defenda do mal, e te conduza à vida eterna. - Amém.

(Coloca-o ao pescoço de cada pessoa)

- Participas desde este momento de todos os bens espirituais, de que gozam os religiosos do Carmo, em Nome do Pai † e do Filho e do Espírito Santo.

- Amém. 
- O Senhor que se dignou admitir-te entre os confrades do Carmo, † te abençoe; e mediante este sinal de Consagração, te faça forte na luta desta vida, e te conduza à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

- Amém.

(Asperge o Confrade com água benta)

[Com Aprovação Eclesiástica]


terça-feira, 30 de junho de 2015

Arraiá do Jubileu vem aí !


Nos dias 10 e 11 de julho a Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma, em Bonsucesso, vai realizar o “Arraiá do Jubileu” dentro das comemorações dos 50 anos de fundação da Igreja. Tradicionalmente conhecido no bairro, o evento este ano vem de cara nova e não será realizado no salão paroquial como de costume, mas na rua, com o objetivo de mostrar aos moradores do bairro e adjacências o rosto jovem da Igreja.
Músicas, barraquinhas com comidas típicas e quadrilhas prometem animar o arraiá, que terá toda renda revertida para as obras que estão sendo realizadas na casa da Mãe do Bom Sucesso – que é Jesus Cristo – para a grande celebração o Jubileu de 50 anos em 2016.
A Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma fica na Rua Olga, 21, em Bonsucesso. Mais informações pelo telefone 3437-5111.   
Texto: Raphael Freire
Arte: Camila Tahan

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Missa marca a abertura do ano jubilar da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma


Quinta-feira, dia 25 de junho de 2015, muitas homenagens e recordações marcaram a Missa em Ação de Graças pelos 49 anos da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma (completados no dia 24). A matriz ficou repleta de pessoas que vieram dar Graças a Deus por nossa paróquia e também pelos 29 anos completados ontem pelo nosso pároco, Padre Thiago Azevedo.



Além da Matriz, estiveram fiéis das capelas São José (Comunidade do Amorim), São Jerônimo Emiliani (Comunidade da Varginha), São Miguel Arcanjo (Comunidade do Mandela), da Igreja São Tomé Apóstolo (Bonsucesso), e da Igreja Cristo Redentor (Irmãs Missionárias da Caridade) que vieram prestar sua homenagem a Matriz e ao nosso pastor.





A Missa foi presidida pelo Padre Thiago e concelebrada por Padre Frank Franciscatto, que veio representando Cônego Abílio Vasconcelos e a Igreja de São Tomé Apóstolo, e auxiliaram na Missa os Diáconos Vicente Ferreira e Rogério Pereira.


No início da Celebração Eucarística foi lido um resumo da história de nossa paróquia, desde a criação até os dias de hoje (essa história você encontra na integra na aba superior de nosso blog “Matriz-História”); no momento do ofertório foram apresentados ao altar do Senhor o Livro Tombo – livro que consta todas as decisões ao longo da história da paróquia –, e o projeto Jubileu, simbolizando o passado, presente e futuro de nossa comunidade.

Na ação de graças, um representante de cada capela, pastoral e movimento e os padres, trouxeram uma rosa para oferecer a Nossa Senhora do Bonsucesso. Padre Thiago aproveitou para anunciar a campanha intitulada: “500 amigos de Nossa Senhora” que consiste em um propósito que durará 12 meses e ajudará no Projeto Jubileu para que a casa da Mãe do Bonsucesso esteja totalmente finalizada até junho do ano que vem quando completa os 50 anos. O sacerdote também ressaltou que os nomes desses 500 amigos e benfeitores serão gravados embaixo do altar!

No final da Missa, Padre Thiago decretou oficialmente aberto o Ano Jubilar da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma e muitas bênçãos serão derramadas na vida de toda a comunidade!




Logo depois, os fiéis puderam se confraternizar no salão paroquial e cumprimentar o aniversariante do dia.

Texto: Michel Soares
Revisão: Raphael Freire
Fotos: Winicius Rocha

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Missa em Ação de Graças pelos 49 anos de nossa paróquia

Na próxima quinta-feira(25) iremos render graças a Deus pelos 49 anos de fundação da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma e a abertura do Jubileu de Ouro! Também iremos celebrar os 29 anos do nosso pároco, Padre Thiago Azevedo.
Após a missa, teremos uma confraternização no esquema "junta-pratos" onde pedimos a colaboração de um prato salgado ou doce.
Esperamos por você!



MARCA DOS 50 ANOS - MARCA DO JUBILEU DE OURO

A partir de hoje adotamos uma nova identidade visual: "A marca dos 50 anos". Essa marca nos acompanhará até o jubileu de ouro em junho de 2016.


terça-feira, 23 de junho de 2015

Diácono Rogério Pereira: um homem marcado pela Eucaristia


Desde o último dia 4 de junho a Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma (PNSBI) conta com os serviços de mais um homem de Deus. Apresentado a toda comunidade pelo pároco, Padre Thiago Azevedo, na Solenidade de Corpus Christi, o diácono transitório Rogério Pereira da Silva contou para a Pastoral da Comunicação (Pascom) como foi seu chamado à vocação sacerdócio, por onde realizou seu serviço pastoral na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e falou sobre sua personalidade. Confira a entrevista!  

Pascom – Qual é o seu nome, idade e formação.

Diácono Rogério: Diácono Rogério Pereira da Silva, 32 anos, formado em Filosofia, concluindo Teologia. 

Pascom – Como foi o seu chamado à vocação sacerdotal?

Diácono Rogério: Eu não fui criado na Igreja católica, nasci em uma família protestante, mas a minha avó por parte de mãe era católica. Estava com mais ou menos 6 anos de idade e um dia minha avó me chamou para ir com ela na procissão de Corpus Christi, mas ela acabou indo na frente e meu pai depois me levou. Quando eu estava chegando à paróquia o Santíssimo Sacramento estava entrando na Igreja e eu não consegui participar da procissão, mas algo falou dentro de mim: “um dia você poderá levá-lo em suas mãos”. Pois bem, depois disso fiquei até os 19 anos na Igreja Batista. No colégio onde eu estudava tinha um amigo chamado Leonardo, que por sinal estava se preparando para ser crismado, e ele me convidou para ir à Missa e eu fui... Quando chegou o momento de consagrar a Eucaristia, Aquilo me tocou de forma especial. Depois disso, quanto mais eu ficava próximo da Igreja, mais o coração se voltava para a vida sacerdotal. Foi dessa forma que fui sentido o chamado de Deus e todas as vezes que eu via o Padre Zidslaw (Thiago) – pároco da minha paróquia –, celebrando as Missas e atendendo as confissões eu queria ser o que ele era. 

Pascom – Qual é a paróquia de origem do senhor e em quais Igrejas já realizou seu trabalho pastoral?
Diácono Rogério: Minha paróquia de origem e dedica ao Apóstolo São Judas Tadeu, em Bangu. Trabalhei como seminarista nas paroquias: Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz; Nossa Senhora Aparecida, na Kelsom; Nossa Senhora de Fatima, no Alto da Boa Vista; e Nossa Senhora de Guadalupe, no Complexo do Alemão.

Pascom – Como recebeu a notícia de que viria realizar seu serviço diaconal na Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma? Quais foram e são as expectativas?
Diácono Rogério: Tomei um susto! Mas disse sim ao Bispo mesmo sem saber onde ficava a paróquia e como era a realidade... Vim para servir a Deus e a Igreja. 
Pascom – O senhor será ordenado sacerdote em novembro... Como está o coração? 
Diácono Rogério: Sim, serei. Meu coração é de profunda gratidão a Deus. 

Pascom – Responda rápido:

Deus: Criador de todas as coisas, bom e misericordioso. Aquele que nós chamamos de Papaizinho, Abá.

Igreja: É o Sacramento de Cristo, Una, Santa e Católica. 

Sacerdócio: É aquele homem que foi tirado do meio do povo para servir o mesmo povo de Deus, com os Sacramentos. É ele que, participando do único sacerdócio de Cristo, atualiza em cada celebração a paixão, morte e ressurreição do mesmo Cristo.

Família: É a base da sociedade... É nela que nós aprendemos amar e ser amado.

Amigos: É algo precioso que Deus nos dá. 

Um livro: Não um livro, mas o conjunto de livros que nós chamamos de Bíblia. Depois o Catecismo da Igreja Católica e os Padres da Igreja (Patrística).

Um prato: Arroz, feijão e qualquer coisa... Menos fígado (risos).

Um esporte: Futebol e malhação.

Um lugar para o lazer: Praia.

Uma mensagem aos paroquianos da PNSBI: Peço que vocês rezem a Deus por mim para que eu possa ser um bom sacerdote.

Reportagem: Raphael Freire
Foto: Pascom PNSBI

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A propósito da tentativa de inserção da “ideologia de gênero” no Plano Municipal de Educação (PME)

Caríssimos irmãos e irmãs no santo Batismo e pessoas de boa vontade em geral a quem esta Nota Pastoral chegar: saudações de paz e bênçãos de Deus, extensivas a todos os que lhes são queridos.

A Igreja tem acolhido em seus trabalhos sociais todas as situações conflitivas da humanidade e procurado ajudar as pessoas em suas realidades. O arco de atuação é muito grande. Por isso mesmo ela procura contribuir com reflexões em certos momentos da história para que os caminhos da humanidade não levem a situações mais difíceis no futuro.

É de conhecimento de muitos que há em curso uma nova tentativa de se colocar para as nossas crianças e adolescentes, nas escolas, o perigoso ensino – verdadeira doutrinação – da ideologia de gênero. Faz-se, portanto, oportuno lembrar que esta ideologia foi banida do Plano Nacional de Educação (PNE) no ano passado, graças a ingentes esforços das mais variadas forças vivas de nosso país, que interpretaram e respeitaram o pensamento do povo brasileiro. Também houve posicionamento de diversos Bispos e outras lideranças civis e religiosas.

Eis, porém, que agora tal tentativa de implementar esta ideologia volta a assombrar as famílias na votação do Plano Municipal de Educação (PME), ou seja: os vereadores de nossos municípios terão – em suas mãos e consciência, diante de Deus e dos que os elegeram – a difícil missão de rechaçar (caso já esteja presente no texto a ser votado) o que não corresponder à verdade, ou seja, a ideologia de gênero, em seus respectivos municípios. Os legisladores deverão estar atentos, pois se no plano federal não existe essa consideração, será incoerência colocá-la no Plano Municipal. Esta ideologia é de matriz marxista, e, portanto, ateia e materialista. A história, enfim, irá julgar esse passo.

Qual é, no entanto, em suma, o conteúdo desta ideologia, já denunciada mais de uma vez pelo Papa Bento XVI e agora pelo Papa Francisco, que nos leva, como Bispo, a nos pronunciarmos? – Irmãos e irmãs, a ideologia de gênero é malévola em si mesma e tem objetivos bem definidos para a destruição da humanidade.

Deseja ela que se ensine – na teoria e na prática – aos alunos que o sexo biológico dado pela natureza não tem valor algum. Portanto, ninguém nasceria homem ou mulher, mas, sim, um indivíduo indefinido que, obviamente, definiria com o tempo, se deseja ser homem, mulher ou neutro (nem um nem outro), independentemente de suas características fisiológicas.

Deste modo, fica patente que os professores ou demais funcionários de um estabelecimento de ensino não deveriam, caso a ideologia de gênero entrasse em vigor legalmente – se nada for feito – chamar os alunos pequenos de menino ou menina. Isso seria opressão, uma vez que eles ainda não teriam decidido o que serão. O mesmo vale para os pais.  E mais: ambos, pais e professores, poderiam com o tempo, ser punidos pelo Estado se, de acordo com a lei natural e o bom-senso, insistissem em chamar e tratar seus filhos e filhas como tais, ou seja, como menino e menina, e, por conseguinte, homem e mulher.

Depois de derrubar artificialmente as barreiras da diferença sexual natural entre homem e mulher, de modo especial a partir das escolas e de alguns meios de comunicação social com programações específicas, chegar-se-ia à destruição da família. Esta já não deveria ser mais um núcleo natural formado por um homem e uma mulher (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 2201-2203), mas, sim, “qualquer aglomerado de pessoas”.

Estaria aberta, em diversos níveis, a porta para as afrontas ao matrimônio, união natural e, para nós que cremos, também querida por Deus e elevada a Sacramento. Isso inclui, por exemplo, a equiparação de uniões de pessoas do mesmo sexo com o casamento; da bestialidade, uma vez que já há quem defenda (lembremo-nos do especialista em bioética Peter Singer) a não discriminação do consórcio carnal do ser humano com animais irracionais, desde que o animal não sofra maus tratos[1], bem como o edadismo ou o etarismo, muito presentes nos Estados Unidos, a proclamar abertamente um tipo de “amor” hoje condenado como pedofilia: o ato sexual entre adultos e crianças de qualquer faixa etária (cf. cf. J. Scala. Ideologia de gênero. S. Paulo: Katechesis/Artpress, 2011, p. 65-67).

É diante desse quadro sombrio que a Igreja, perita em humanidade, ergue a sua voz para, mais uma vez, apesar de incompreendida por alguns, defender a dignidade humana, ameaçada por ideologias contrárias à natureza e, consequentemente, aos planos de Deus. Tão opostas que o Papa Francisco tem rotulado-as como “diabólica”[2], dado que visa a subverter os planos divinos, colocando a criatura no lugar do Criador.

Apelamos, pois, muito cordialmente, a todos os irmãos no santo Batismo e demais homens e mulheres de boa vontade para que fiscalizem as votações do PME em seu município, e tudo façam, ordeira e pacificamente, para impedir que a absurda e antinatural ideologia de gênero penetre em nossas escolas. Eis um dever de consciência decorrente da fé que professamos e que não pode ser traído em momentos como este, no qual somos, especialmente, convocados a ser sal da terra e luz do mundo (cf.Mt 5,13-14).

Que a Virgem Maria, invocada sob o título de Senhora Aparecida, guarde a todos nós, as nossas crianças, seus pais e educadores profissionais, agora e sempre. Amém!


Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O que é O Tempo comum?


“Tempo comum”, “Tempo ordinário” ou “Tempo durante o ano” são três designações para o período de cerca de dois terços de todo o ano litúrgico (33 ou 34 semanas) e que tem como característica própria celebrar o mistério de Cristo na sua globalidade, em vez de se centrar numa dimensão desse mesmo mistério de Cristo.

As Normas apresentam este tempo litúrgico do seguinte modo (NGALC, n. 43-44):

Além dos tempos referidos, que têm características próprias, há ainda trinta e três ou trinta e quatro semanas no ciclo do ano, que são destinadas não a celebrar um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o próprio mistério de Cristo na sua globalidade, especialmente nos domingos. Este período é denominado Tempo Comum.

O Tempo Comum começa na segunda-feira a seguir ao domingo que ocorre depois do dia 6 de Janeiro e prolonga-se até à terça-feira antes da Quaresma inclusive; retoma-se na segunda-feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e termina antes das Vésperas I do Domingo I do Advento. Para os domingos e os dias feriais deste tempo há uma série de formulários próprios, que se encontram no Missal e na Liturgia das Horas.

A grande dificuldade em perceber o que é específico do tempo comum está na oposição que estabelecemos com os restantes “tempos” do ano litúrgico. Como chamamos “tempos fortes” ao ciclo do Natal (Advento e Tempo do Natal) e da Páscoa (Quaresma, Tríduo Pascal e Tempo Pascal), tendemos a considerar o Tempo comum como um “tempo fraco”, por oposição aos outros ciclos. O ciclo do Natal e da Páscoa concentram-se numa dimensão do mistério de Cristo, o que lhes dá uma fisionomia própria e facilmente identificável. Mas isso não significa que o Tempo comum não tenha também identidade própria ou se defina apenas pela negativa: o período que não pertence aos dois ciclos celebrativos ditos “fortes”. Num certo sentido, também o Tempo comum é um “tempo forte”, destinado a aprofundar a presença de Cristo na existência cristã. Sem este Tempo comum, as nossas celebrações do ano litúrgico perderiam unidade, pois se limitariam a considerar momentos episódicos da vida de Cristo e do seu mistério, sem, contudo os integrar no conjunto da sua existência e, por isso, sem impregnar toda a nossa existência cristã. Além disso, importa ter presente que a semana “comum” ou “ordinária” nasceu, na Igreja, antes de qualquer um dos “tempos fortes”.

O novo Calendário enumera estes domingos de I a XXXIV, designando-os “per annum”. Já quanto aos dias feriais, não têm formulários próprios: usam-se os do Domingo correspondente. Contudo, o Leccionário apresenta leituras específicas para todos os dias feriais.

O que caracteriza este longo tempo litúrgico é a celebração do mistério de Cristo “na sua globalidade, especialmente nos Domingos” (Normas Gerais do Ano Litúrgico e do Calendário, n. 43). Esta globalidade significa que a manifestação do Senhor não se celebra exclusivamente no ciclo natalício, mas continua no Tempo comum; significa que a Páscoa não se celebra apenas no ciclo próprio, mas que ilumina toda a existência cristã ao longo do ano; significa que toda a vida de Cristo, com a salvação que traz e torna presente, acompanha a vivência cristã de todo o ano litúrgico.

É na celebração do Domingo, Dia do Senhor e “Páscoa semanal”, que o Tempo comum encontra o seu centro significativo. Ora, os Domingos do Tempo comum são aqueles que se podem considerar os Domingos no seu estado mais puro: Páscoa semanal e primeiro dia da semana, que dá sentido à vivência de toda a semana. Por isso, as orações da celebração eucarística, ao longo da semana, são as do Domingo.

Ao nível das leituras bíblicas, o Tempo comum tem também características próprias. O Evangelho, a mais importante das leituras bíblicas, é lido de forma semi-contínua. Deste modo, apresenta-nos a vida de Jesus e as suas palavras, não apenas nos grandes momentos, mas também na normalidade quotidiana dos seus gestos e dos seus ensinamentos. Os textos evangélicos aparecem-nos, assim, como a grande escola dos discípulos de Cristo, dos cristãos, que acompanham o Mestre e O escutam no dia a dia; que procuram configurar as suas vidas com a do próprio Cristo. O Tempo comum é tempo de amadurecimento da vivência da fé, até ao momento culminante da solenidade de Cristo Rei.

Solenidades e festas do Senhor no Tempo Comum

Paramento na cor verde do sacerdote
A Liturgia celebra o mistério de Cristo na sua totalidade, ao longo do ano litúrgico. Celebra os momentos da história da salvação, a partir do mistério de Cristo. Os acontecimentos da vida de Jesus não aparecem como momentos isolados: é sempre a totalidade da obra da redenção que é celebrada. Contudo, desde o período medieval que entraram na Liturgia as chamadas festas devocionais ou de “ideias”. O Missal atual, no final do Próprio do Tempo, apresentam uma série de solenidades do Senhor no Tempo per annum: Santíssima Trindade, Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Sagrado Coração de Jesus, Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Nenhuma destas celebrações se centra em algum aspecto do mistério de Cristo que não esteja já presente em outras celebrações do ano litúrgico. A nível teológico, são “duplicados”, que sublinham sempre aspectos do único mistério de Cristo já presentes noutros momentos do ano. Todas estas solenidades nasceram no segundo milênio cristão.


Fonte:  www.curiosidadescatolicas.blogspot.com.br