terça-feira, 30 de junho de 2015

Arraiá do Jubileu vem aí !


Nos dias 10 e 11 de julho a Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma, em Bonsucesso, vai realizar o “Arraiá do Jubileu” dentro das comemorações dos 50 anos de fundação da Igreja. Tradicionalmente conhecido no bairro, o evento este ano vem de cara nova e não será realizado no salão paroquial como de costume, mas na rua, com o objetivo de mostrar aos moradores do bairro e adjacências o rosto jovem da Igreja.
Músicas, barraquinhas com comidas típicas e quadrilhas prometem animar o arraiá, que terá toda renda revertida para as obras que estão sendo realizadas na casa da Mãe do Bom Sucesso – que é Jesus Cristo – para a grande celebração o Jubileu de 50 anos em 2016.
A Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma fica na Rua Olga, 21, em Bonsucesso. Mais informações pelo telefone 3437-5111.   
Texto: Raphael Freire
Arte: Camila Tahan

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Missa marca a abertura do ano jubilar da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma


Quinta-feira, dia 25 de junho de 2015, muitas homenagens e recordações marcaram a Missa em Ação de Graças pelos 49 anos da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma (completados no dia 24). A matriz ficou repleta de pessoas que vieram dar Graças a Deus por nossa paróquia e também pelos 29 anos completados ontem pelo nosso pároco, Padre Thiago Azevedo.



Além da Matriz, estiveram fiéis das capelas São José (Comunidade do Amorim), São Jerônimo Emiliani (Comunidade da Varginha), São Miguel Arcanjo (Comunidade do Mandela), da Igreja São Tomé Apóstolo (Bonsucesso), e da Igreja Cristo Redentor (Irmãs Missionárias da Caridade) que vieram prestar sua homenagem a Matriz e ao nosso pastor.





A Missa foi presidida pelo Padre Thiago e concelebrada por Padre Frank Franciscatto, que veio representando Cônego Abílio Vasconcelos e a Igreja de São Tomé Apóstolo, e auxiliaram na Missa os Diáconos Vicente Ferreira e Rogério Pereira.


No início da Celebração Eucarística foi lido um resumo da história de nossa paróquia, desde a criação até os dias de hoje (essa história você encontra na integra na aba superior de nosso blog “Matriz-História”); no momento do ofertório foram apresentados ao altar do Senhor o Livro Tombo – livro que consta todas as decisões ao longo da história da paróquia –, e o projeto Jubileu, simbolizando o passado, presente e futuro de nossa comunidade.

Na ação de graças, um representante de cada capela, pastoral e movimento e os padres, trouxeram uma rosa para oferecer a Nossa Senhora do Bonsucesso. Padre Thiago aproveitou para anunciar a campanha intitulada: “500 amigos de Nossa Senhora” que consiste em um propósito que durará 12 meses e ajudará no Projeto Jubileu para que a casa da Mãe do Bonsucesso esteja totalmente finalizada até junho do ano que vem quando completa os 50 anos. O sacerdote também ressaltou que os nomes desses 500 amigos e benfeitores serão gravados embaixo do altar!

No final da Missa, Padre Thiago decretou oficialmente aberto o Ano Jubilar da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma e muitas bênçãos serão derramadas na vida de toda a comunidade!




Logo depois, os fiéis puderam se confraternizar no salão paroquial e cumprimentar o aniversariante do dia.

Texto: Michel Soares
Revisão: Raphael Freire
Fotos: Winicius Rocha

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Missa em Ação de Graças pelos 49 anos de nossa paróquia

Na próxima quinta-feira(25) iremos render graças a Deus pelos 49 anos de fundação da Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma e a abertura do Jubileu de Ouro! Também iremos celebrar os 29 anos do nosso pároco, Padre Thiago Azevedo.
Após a missa, teremos uma confraternização no esquema "junta-pratos" onde pedimos a colaboração de um prato salgado ou doce.
Esperamos por você!



MARCA DOS 50 ANOS - MARCA DO JUBILEU DE OURO

A partir de hoje adotamos uma nova identidade visual: "A marca dos 50 anos". Essa marca nos acompanhará até o jubileu de ouro em junho de 2016.


terça-feira, 23 de junho de 2015

Diácono Rogério Pereira: um homem marcado pela Eucaristia


Desde o último dia 4 de junho a Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma (PNSBI) conta com os serviços de mais um homem de Deus. Apresentado a toda comunidade pelo pároco, Padre Thiago Azevedo, na Solenidade de Corpus Christi, o diácono transitório Rogério Pereira da Silva contou para a Pastoral da Comunicação (Pascom) como foi seu chamado à vocação sacerdócio, por onde realizou seu serviço pastoral na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e falou sobre sua personalidade. Confira a entrevista!  

Pascom – Qual é o seu nome, idade e formação.

Diácono Rogério: Diácono Rogério Pereira da Silva, 32 anos, formado em Filosofia, concluindo Teologia. 

Pascom – Como foi o seu chamado à vocação sacerdotal?

Diácono Rogério: Eu não fui criado na Igreja católica, nasci em uma família protestante, mas a minha avó por parte de mãe era católica. Estava com mais ou menos 6 anos de idade e um dia minha avó me chamou para ir com ela na procissão de Corpus Christi, mas ela acabou indo na frente e meu pai depois me levou. Quando eu estava chegando à paróquia o Santíssimo Sacramento estava entrando na Igreja e eu não consegui participar da procissão, mas algo falou dentro de mim: “um dia você poderá levá-lo em suas mãos”. Pois bem, depois disso fiquei até os 19 anos na Igreja Batista. No colégio onde eu estudava tinha um amigo chamado Leonardo, que por sinal estava se preparando para ser crismado, e ele me convidou para ir à Missa e eu fui... Quando chegou o momento de consagrar a Eucaristia, Aquilo me tocou de forma especial. Depois disso, quanto mais eu ficava próximo da Igreja, mais o coração se voltava para a vida sacerdotal. Foi dessa forma que fui sentido o chamado de Deus e todas as vezes que eu via o Padre Zidslaw (Thiago) – pároco da minha paróquia –, celebrando as Missas e atendendo as confissões eu queria ser o que ele era. 

Pascom – Qual é a paróquia de origem do senhor e em quais Igrejas já realizou seu trabalho pastoral?
Diácono Rogério: Minha paróquia de origem e dedica ao Apóstolo São Judas Tadeu, em Bangu. Trabalhei como seminarista nas paroquias: Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz; Nossa Senhora Aparecida, na Kelsom; Nossa Senhora de Fatima, no Alto da Boa Vista; e Nossa Senhora de Guadalupe, no Complexo do Alemão.

Pascom – Como recebeu a notícia de que viria realizar seu serviço diaconal na Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma? Quais foram e são as expectativas?
Diácono Rogério: Tomei um susto! Mas disse sim ao Bispo mesmo sem saber onde ficava a paróquia e como era a realidade... Vim para servir a Deus e a Igreja. 
Pascom – O senhor será ordenado sacerdote em novembro... Como está o coração? 
Diácono Rogério: Sim, serei. Meu coração é de profunda gratidão a Deus. 

Pascom – Responda rápido:

Deus: Criador de todas as coisas, bom e misericordioso. Aquele que nós chamamos de Papaizinho, Abá.

Igreja: É o Sacramento de Cristo, Una, Santa e Católica. 

Sacerdócio: É aquele homem que foi tirado do meio do povo para servir o mesmo povo de Deus, com os Sacramentos. É ele que, participando do único sacerdócio de Cristo, atualiza em cada celebração a paixão, morte e ressurreição do mesmo Cristo.

Família: É a base da sociedade... É nela que nós aprendemos amar e ser amado.

Amigos: É algo precioso que Deus nos dá. 

Um livro: Não um livro, mas o conjunto de livros que nós chamamos de Bíblia. Depois o Catecismo da Igreja Católica e os Padres da Igreja (Patrística).

Um prato: Arroz, feijão e qualquer coisa... Menos fígado (risos).

Um esporte: Futebol e malhação.

Um lugar para o lazer: Praia.

Uma mensagem aos paroquianos da PNSBI: Peço que vocês rezem a Deus por mim para que eu possa ser um bom sacerdote.

Reportagem: Raphael Freire
Foto: Pascom PNSBI

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A propósito da tentativa de inserção da “ideologia de gênero” no Plano Municipal de Educação (PME)

Caríssimos irmãos e irmãs no santo Batismo e pessoas de boa vontade em geral a quem esta Nota Pastoral chegar: saudações de paz e bênçãos de Deus, extensivas a todos os que lhes são queridos.

A Igreja tem acolhido em seus trabalhos sociais todas as situações conflitivas da humanidade e procurado ajudar as pessoas em suas realidades. O arco de atuação é muito grande. Por isso mesmo ela procura contribuir com reflexões em certos momentos da história para que os caminhos da humanidade não levem a situações mais difíceis no futuro.

É de conhecimento de muitos que há em curso uma nova tentativa de se colocar para as nossas crianças e adolescentes, nas escolas, o perigoso ensino – verdadeira doutrinação – da ideologia de gênero. Faz-se, portanto, oportuno lembrar que esta ideologia foi banida do Plano Nacional de Educação (PNE) no ano passado, graças a ingentes esforços das mais variadas forças vivas de nosso país, que interpretaram e respeitaram o pensamento do povo brasileiro. Também houve posicionamento de diversos Bispos e outras lideranças civis e religiosas.

Eis, porém, que agora tal tentativa de implementar esta ideologia volta a assombrar as famílias na votação do Plano Municipal de Educação (PME), ou seja: os vereadores de nossos municípios terão – em suas mãos e consciência, diante de Deus e dos que os elegeram – a difícil missão de rechaçar (caso já esteja presente no texto a ser votado) o que não corresponder à verdade, ou seja, a ideologia de gênero, em seus respectivos municípios. Os legisladores deverão estar atentos, pois se no plano federal não existe essa consideração, será incoerência colocá-la no Plano Municipal. Esta ideologia é de matriz marxista, e, portanto, ateia e materialista. A história, enfim, irá julgar esse passo.

Qual é, no entanto, em suma, o conteúdo desta ideologia, já denunciada mais de uma vez pelo Papa Bento XVI e agora pelo Papa Francisco, que nos leva, como Bispo, a nos pronunciarmos? – Irmãos e irmãs, a ideologia de gênero é malévola em si mesma e tem objetivos bem definidos para a destruição da humanidade.

Deseja ela que se ensine – na teoria e na prática – aos alunos que o sexo biológico dado pela natureza não tem valor algum. Portanto, ninguém nasceria homem ou mulher, mas, sim, um indivíduo indefinido que, obviamente, definiria com o tempo, se deseja ser homem, mulher ou neutro (nem um nem outro), independentemente de suas características fisiológicas.

Deste modo, fica patente que os professores ou demais funcionários de um estabelecimento de ensino não deveriam, caso a ideologia de gênero entrasse em vigor legalmente – se nada for feito – chamar os alunos pequenos de menino ou menina. Isso seria opressão, uma vez que eles ainda não teriam decidido o que serão. O mesmo vale para os pais.  E mais: ambos, pais e professores, poderiam com o tempo, ser punidos pelo Estado se, de acordo com a lei natural e o bom-senso, insistissem em chamar e tratar seus filhos e filhas como tais, ou seja, como menino e menina, e, por conseguinte, homem e mulher.

Depois de derrubar artificialmente as barreiras da diferença sexual natural entre homem e mulher, de modo especial a partir das escolas e de alguns meios de comunicação social com programações específicas, chegar-se-ia à destruição da família. Esta já não deveria ser mais um núcleo natural formado por um homem e uma mulher (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 2201-2203), mas, sim, “qualquer aglomerado de pessoas”.

Estaria aberta, em diversos níveis, a porta para as afrontas ao matrimônio, união natural e, para nós que cremos, também querida por Deus e elevada a Sacramento. Isso inclui, por exemplo, a equiparação de uniões de pessoas do mesmo sexo com o casamento; da bestialidade, uma vez que já há quem defenda (lembremo-nos do especialista em bioética Peter Singer) a não discriminação do consórcio carnal do ser humano com animais irracionais, desde que o animal não sofra maus tratos[1], bem como o edadismo ou o etarismo, muito presentes nos Estados Unidos, a proclamar abertamente um tipo de “amor” hoje condenado como pedofilia: o ato sexual entre adultos e crianças de qualquer faixa etária (cf. cf. J. Scala. Ideologia de gênero. S. Paulo: Katechesis/Artpress, 2011, p. 65-67).

É diante desse quadro sombrio que a Igreja, perita em humanidade, ergue a sua voz para, mais uma vez, apesar de incompreendida por alguns, defender a dignidade humana, ameaçada por ideologias contrárias à natureza e, consequentemente, aos planos de Deus. Tão opostas que o Papa Francisco tem rotulado-as como “diabólica”[2], dado que visa a subverter os planos divinos, colocando a criatura no lugar do Criador.

Apelamos, pois, muito cordialmente, a todos os irmãos no santo Batismo e demais homens e mulheres de boa vontade para que fiscalizem as votações do PME em seu município, e tudo façam, ordeira e pacificamente, para impedir que a absurda e antinatural ideologia de gênero penetre em nossas escolas. Eis um dever de consciência decorrente da fé que professamos e que não pode ser traído em momentos como este, no qual somos, especialmente, convocados a ser sal da terra e luz do mundo (cf.Mt 5,13-14).

Que a Virgem Maria, invocada sob o título de Senhora Aparecida, guarde a todos nós, as nossas crianças, seus pais e educadores profissionais, agora e sempre. Amém!


Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O que é O Tempo comum?


“Tempo comum”, “Tempo ordinário” ou “Tempo durante o ano” são três designações para o período de cerca de dois terços de todo o ano litúrgico (33 ou 34 semanas) e que tem como característica própria celebrar o mistério de Cristo na sua globalidade, em vez de se centrar numa dimensão desse mesmo mistério de Cristo.

As Normas apresentam este tempo litúrgico do seguinte modo (NGALC, n. 43-44):

Além dos tempos referidos, que têm características próprias, há ainda trinta e três ou trinta e quatro semanas no ciclo do ano, que são destinadas não a celebrar um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o próprio mistério de Cristo na sua globalidade, especialmente nos domingos. Este período é denominado Tempo Comum.

O Tempo Comum começa na segunda-feira a seguir ao domingo que ocorre depois do dia 6 de Janeiro e prolonga-se até à terça-feira antes da Quaresma inclusive; retoma-se na segunda-feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e termina antes das Vésperas I do Domingo I do Advento. Para os domingos e os dias feriais deste tempo há uma série de formulários próprios, que se encontram no Missal e na Liturgia das Horas.

A grande dificuldade em perceber o que é específico do tempo comum está na oposição que estabelecemos com os restantes “tempos” do ano litúrgico. Como chamamos “tempos fortes” ao ciclo do Natal (Advento e Tempo do Natal) e da Páscoa (Quaresma, Tríduo Pascal e Tempo Pascal), tendemos a considerar o Tempo comum como um “tempo fraco”, por oposição aos outros ciclos. O ciclo do Natal e da Páscoa concentram-se numa dimensão do mistério de Cristo, o que lhes dá uma fisionomia própria e facilmente identificável. Mas isso não significa que o Tempo comum não tenha também identidade própria ou se defina apenas pela negativa: o período que não pertence aos dois ciclos celebrativos ditos “fortes”. Num certo sentido, também o Tempo comum é um “tempo forte”, destinado a aprofundar a presença de Cristo na existência cristã. Sem este Tempo comum, as nossas celebrações do ano litúrgico perderiam unidade, pois se limitariam a considerar momentos episódicos da vida de Cristo e do seu mistério, sem, contudo os integrar no conjunto da sua existência e, por isso, sem impregnar toda a nossa existência cristã. Além disso, importa ter presente que a semana “comum” ou “ordinária” nasceu, na Igreja, antes de qualquer um dos “tempos fortes”.

O novo Calendário enumera estes domingos de I a XXXIV, designando-os “per annum”. Já quanto aos dias feriais, não têm formulários próprios: usam-se os do Domingo correspondente. Contudo, o Leccionário apresenta leituras específicas para todos os dias feriais.

O que caracteriza este longo tempo litúrgico é a celebração do mistério de Cristo “na sua globalidade, especialmente nos Domingos” (Normas Gerais do Ano Litúrgico e do Calendário, n. 43). Esta globalidade significa que a manifestação do Senhor não se celebra exclusivamente no ciclo natalício, mas continua no Tempo comum; significa que a Páscoa não se celebra apenas no ciclo próprio, mas que ilumina toda a existência cristã ao longo do ano; significa que toda a vida de Cristo, com a salvação que traz e torna presente, acompanha a vivência cristã de todo o ano litúrgico.

É na celebração do Domingo, Dia do Senhor e “Páscoa semanal”, que o Tempo comum encontra o seu centro significativo. Ora, os Domingos do Tempo comum são aqueles que se podem considerar os Domingos no seu estado mais puro: Páscoa semanal e primeiro dia da semana, que dá sentido à vivência de toda a semana. Por isso, as orações da celebração eucarística, ao longo da semana, são as do Domingo.

Ao nível das leituras bíblicas, o Tempo comum tem também características próprias. O Evangelho, a mais importante das leituras bíblicas, é lido de forma semi-contínua. Deste modo, apresenta-nos a vida de Jesus e as suas palavras, não apenas nos grandes momentos, mas também na normalidade quotidiana dos seus gestos e dos seus ensinamentos. Os textos evangélicos aparecem-nos, assim, como a grande escola dos discípulos de Cristo, dos cristãos, que acompanham o Mestre e O escutam no dia a dia; que procuram configurar as suas vidas com a do próprio Cristo. O Tempo comum é tempo de amadurecimento da vivência da fé, até ao momento culminante da solenidade de Cristo Rei.

Solenidades e festas do Senhor no Tempo Comum

Paramento na cor verde do sacerdote
A Liturgia celebra o mistério de Cristo na sua totalidade, ao longo do ano litúrgico. Celebra os momentos da história da salvação, a partir do mistério de Cristo. Os acontecimentos da vida de Jesus não aparecem como momentos isolados: é sempre a totalidade da obra da redenção que é celebrada. Contudo, desde o período medieval que entraram na Liturgia as chamadas festas devocionais ou de “ideias”. O Missal atual, no final do Próprio do Tempo, apresentam uma série de solenidades do Senhor no Tempo per annum: Santíssima Trindade, Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Sagrado Coração de Jesus, Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Nenhuma destas celebrações se centra em algum aspecto do mistério de Cristo que não esteja já presente em outras celebrações do ano litúrgico. A nível teológico, são “duplicados”, que sublinham sempre aspectos do único mistério de Cristo já presentes noutros momentos do ano. Todas estas solenidades nasceram no segundo milênio cristão.


Fonte:  www.curiosidadescatolicas.blogspot.com.br

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Jovens receberão a Crisma no domingo de Pentecostes

Jovens da Capela São Miguel Arcanjo
No próximo domingo, 24 de maio, dia em que a Igreja celebra Pentecostes, nossa comunidade paroquial estará em festa! Mais de 30 jovens e adultos da Matriz e da Capela de São Miguel Arcanjo, na Comunidade do Mandela, receberão o Sacramento da Crisma.

Jovens e adultos da Matriz



Dom Roque irá presidir a Crisma no próximo domingo
A Missa será presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Roque Costa Souza, e concelebrada por nosso Pároco, Padre Thiago Azevedo. Este ano, uma novidade: os jovens sairão do retiro, em Campo Grande, e seguirão direto para a Celebração Eucarística, às 18h, na Igreja Matriz.




Para celebrar estes momentos tão importantes para a Igreja e para os fiéis da comunidade foi que a Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma preparou uma programação especial para o próximo final de semana. Confira e participe!

Sábado, dia 23 de maio

Missa na Capela São Jerônimo Emiliani, na Varginha, às 18h

Vigília de Pentecostes, na Matriz, das 22h às 6h (Lanche partilhado)

Domingo, dia 24 de maio

Missas na Matriz, às 8h e 10h30min

Celebração da Crisma, na Matriz, às 18h

Missa na Capela São José, no Amorim, às 19h

*Não haverá Missa às 17h na Capela de São Miguel Arcanjo, no Mandela


Texto: Michel Soares
Revisão: Raphael Freire
Fotos: Arquivo

sábado, 9 de maio de 2015

O servo não é maior do que o seu senhor.

 Jo 15,18-21


Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como ama o que é seu; mas, porque não sois do mundo, e porque eu vos escolhi do meio do mundo, por isso o mundo vos odeia. Recordai-vos daquilo que eu vos disse: “O servo não é maior do que o seu senhor”. Se me perseguiram, perseguirão a vós também. E se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa. Eles farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.

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No Senhor encontrar o apoio nas dificuldades
No tempo da perseguição por causa da fé, é preciso olhar para o Senhor que foi perseguido e rejeitado para aprender dele: não obstante toda perseguição, rejeição e traição por parte do seu próprio povo e discípulos, ele sempre se manteve fiel ao Deus que nunca o abandonou. É bastante provável que, em nosso texto de hoje, “mundo” represente a sinagoga que persegue os cristãos até a morte (cf. At 7; 9,1-2). No envio dos discípulos, Jesus os prevenia da possibilidade de resistência violenta contra a missão cristã (Lc 10,3; Mt 10,16). Já no prólogo do evangelho, João anuncia a rejeição do Verbo de Deus (1,5.10). No diálogo catequético-batismal de Jesus com Nicodemos, Jesus apresenta o motivo da rejeição da luz por parte dos homens: “porque suas obras eram más” (3,19). É em razão da configuração da vida à Cristo que o discípulo é perseguido. Mas é nessa comunhão com o Senhor que o discípulo deve encontrar o apoio para enfrentar a rejeição, a perseguição e até a ameaça da própria vida, e não sucumbir diante das adversidades próprias da missão. A razão da perseguição ou do ódio do mundo por aquilo que é de Deus é dupla: ignorância e falta de fé. Os perseguidores desconhecem o Pai e, por isso, não reconhecem que Ele enviou Jesus.
Pe. Carlos Alberto Contieri


Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=evangelho&action=busca_result&data=09%2F05%2F2015#ixzz3YASfOpK8 
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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Amai-vos uns aos outros.

Jo 15,12-17


Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei, para dardes fruto e para que o vosso fruto permaneça. Assim, tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vos dará. O que eu vos mando é que vos ameis uns aos outros.

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O amor é exigência de uma vida cristã autêntica
Esta segunda parte do discurso parabólico da videira é uma meditação sobre o amor tipicamente cristão. O amor fraterno é exigência primordial da vida em Cristo. O texto do evangelho de hoje é enquadrado pelo tema principal dessa parte do discurso: o amor fraterno. Na origem do amor do Filho pelos discípulos está o amor de Deus pelo Filho. O Filho é portador do amor do Pai e, pela sua vida, inclusive a sua vida entregue, ele o manifesta a todo o mundo. O amor é exigência e condição de uma vida cristã autêntica, sem hipocrisias. A medida do amor fraterno é a medida do amor de Jesus pelos seus discípulos. No seu amor pelos seus, ele deu a sua própria vida (cf. Jo 13,1). Os “amigos” de Jesus são, além dos discípulos, os leitores do evangelho, nós todos, por quem o Senhor entregou a sua vida e revelou a verdadeira face do Pai. Os relatos de vocação do Doze, nos quatro evangelhos, mostram que a iniciativa do chamado é Jesus (v. 16; cf. Mc 1,16-20; 3,13-19; Jo 6,70). Para poder produzir fruto do amor fraterno, os que são escolhidos devem partir, aceitar serem enviados pelo Senhor para testemunhar seu amor. Nesse sentido, toda a comunidade cristã é missionária.
Pe. Carlos Alberto Contieri


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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Permanecei no meu amor

Jo 15,9-11


Como meu Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu observei o que mandou meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.


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A fonte do amor é o Pai

Temos repetido algumas vezes: o amor do Filho por toda a humanidade é um amor “até o fim” (cf. Jo 13,1), um amor capaz de oferecer a própria vida em sacrifício (cf. Jo 10,17-18). O amor é o fruto esperado de quem permanece unido à videira verdadeira. A fonte do amor é o Pai. Com o mesmo amor com que o Pai ama o Filho, Jesus ama os seus discípulos (cf. Jo 13,1). O Pai ama criando o universo, gerando o Filho desde toda a eternidade, entregando-o à morte para que o mundo fosse salvo por ele (cf. Jo 3,16). A fonte da alegria dos discípulos está em se deixar in-habitar por esse dinamismo do amor divino. “Mandamento”, aqui, deve ser entendido como o conjunto dos ensinamentos de Jesus, expressos nas suas palavras e nos seus gestos. O amor a Jesus tem uma exigência prática: é imitando o Senhor e vivendo os seus ensinamentos que o discípulo é habitado por seu amor. O amor engaja a pessoa num compromisso de comunhão profunda com quem é amado. O amor assim vivido é o caminho da verdadeira felicidade. Aliás, não há forma de viver o amor que não suponha a entrega de si mesmo. É o amor que dá sentido à existência humana e a todas as coisas.
Pe. Carlos Alberto Contieri



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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Sem mim, nada podeis fazer!

Jo 15,1-8


Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que vos falei. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim será lançado fora, como um ramo, e secará. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se permanecerdes em mim, e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será dado.

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A comunhão com o Senhor

A encarnação do Verbo é iniciativa do Pai, por isso é que se diz que o Pai é o agricultor. Os ramos, por sua vez, dão fruto na medida em que estão unidos à videira. O nosso texto de hoje é uma alegoria. Jesus é o tronco ao qual os ramos, símbolo dos discípulos, estão ligados. Ligados à videira é que os ramos recebem a seiva que possibilita produzir bom fruto. Somente a videira pode dar vida aos ramos; somente Jesus pode dar verdadeira vida aos discípulos que nele produzem os frutos da caridade, do amor fraterno. Daí o apelo de Jesus de que os discípulos “permaneçam” nele. Nesses poucos versículos, o verbo “permanecer” aparece oito vezes. Com isso é apresentado o tema importante do trecho que estamos considerando: trata-se de aceitar se deixar in-habitar por Jesus e por sua palavra e viver
a vida nele. Característica do discípulo é a comunhão com o Senhor.
Pe. Carlos Alberto Contieri


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terça-feira, 5 de maio de 2015

Dou-vos a minha paz!

Jo 14,27-31a


Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou. Não se perturbe, nem se atemorize o vosso coração. Ouvistes o que eu vos disse: “Eu vou, mas voltarei a vós”. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais. Já não falarei mais convosco, pois vem o chefe deste mundo. Ele não pode nada contra mim. Mas é preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e faço como o Pai mandou.

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Na paz e no amor não há temor
A paz é dom do Cristo ressuscitado (Jo 20,19.26). Ela é fruto da presença do Senhor e, como tal, é imprescindível para a unidade na comunidade dos discípulos, uma vez que é a boa relação da pessoa com Deus e a boa relação entre as pessoas; relação caracterizada e construída no amor fraterno. Na paz e no amor não há temor. Jesus, o “Príncipe da paz”, engajou toda a sua vida na reconciliação do gênero humano, tarefa que os discípulos devem continuar (cf. Mt 5,9). A partida de Jesus é para o Pai, mas a sua ausência não será sentida como abandono, já que, pelo Espírito Santo, estará sempre presente (cf. Mt 28,20; At 1,1-2). O retorno de Jesus ao Pai deveria ser motivo de alegria para o discípulo, uma vez que faz parte do desígnio de Deus. A paixão e a morte de Jesus, que são obras de Satanás, “chefe deste mundo” (v. 30), não devem afligir os discípulos, pois a vitória de Jesus é certa. Depois da ressurreição, a vitória de Jesus Cristo sobre o mal e a morte será o conteúdo específico da pregação cristã. A entrega de Jesus será para o mundo o testemunho de seu amor e da sua comunhão com o Pai.
Pe. Carlos Alberto Contieri


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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Se alguém me ama, guardará a minha palavra.

Jo 14,21-26


Jesus disse: “Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. Judas (não o Iscariotes) perguntou-lhe: “Senhor, como se explica que tu te manifestarás a nós e não ao mundo?”. Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama, não guarda as minhas palavras. E a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou. Eu vos tenho dito estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”.

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O amor é um modo de viver.
O amor de Deus precede e está na origem de todas as coisas; está na origem da encarnação do Filho único de Deus; é por amor que Deus entregou o seu Filho, e é por amor “até o fim” (cf. Jo 13,1) que o Filho aceitou viver a paixão e a morte numa cruz. Essa força do amor de Deus deve repercutir na vida do cristão: o primeiro na vida cristã não é fazer algo por alguém, mas sim aceitar que se é amado e escolhido por Deus. O agir em favor de alguém é fruto do reconhecimento desse amor primeiro de Deus (1Jo 4,19). Daí que, para o cristianismo, o amor não é uma ideia, nem boas intenções. O amor é um modo de viver. Amar Jesus, como diz o evangelho de hoje, é acolher e viver sua palavra. O mundo a que Judas se refere é tudo o que se opõe ao desígnio salvífico de Deus; é símbolo do fechamento do ser humano ao Deus
revelado em Jesus Cristo. É em razão desse fechamento e da recusa em ouvir a palavra de Jesus que o mundo não é capaz de reconhecer a manifestação de Deus em Jesus. É o Espírito Santo, enviado pelo Pai, quem fará os discípulos compreenderem o sentido de toda a
existência de Jesus.
Pe. Carlos Alberto Contieri


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domingo, 3 de maio de 2015

Eu sou a videira e vós, os ramos.

Jo 15,1-8


Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que vos falei. Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós, os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim, nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim será lançado fora, como um ramo, e secará. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados. Se permanecerdes em mim, e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

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Somente a videira pode dar vida aos ramos
A liturgia da palavra deste domingo do tempo pascal nos convida a uma união profunda com o Senhor, a fim de produzirmos frutos. Os capítulos 13 e 14 e os capítulos 15 e 16 possuem de tal forma temas recorrentes, que os capítulos 15 e 16 parecem ser quase uma duplicata dos dois capítulos precedentes. Seja como for, para o leitor habitual do evangelho essas repetições servem para aprofundar temas importantes do quarto evangelho. O nosso texto de hoje é uma alegoria. A afirmação do v. 1 parece apresentar a possibilidade de haver uma “videira falsa”. No entanto, o evangelho não informa explicitamente ao leitor do que, propriamente, se trata e o que seria essa videira falsa. Jesus é o tronco ao qual os ramos, símbolo dos discípulos, estão ligados. Ligados à videira é que os ramos recebem a seiva que possibilita produzir bom fruto. Somente a videira pode dar vida aos ramos; somente Jesus pode dar verdadeira vida aos discípulos que nele produzem os frutos. Daí o apelo de Jesus para que os discípulos “permaneçam” nele. Nesses poucos versículos, o verbo “permanecer” aparece oito vezes. Com isso é apresentado o tema importante do trecho que estamos considerando: trata-se de aceitar se deixar in-habitar por Jesus e por sua palavra e viver a vida nele. A fecundidade de nossa vida depende de nossa união com o Senhor através da oração. É através desse encontro pessoal que o Senhor nos “poda”, nos purifica para que possamos produzir ainda mais frutos. Mas qual é o fruto esperado do discípulo que permanece unido a Cristo? Embora o trecho de hoje não nos diga explicitamente, podemos concluir a partir de outros textos que é o amor que deve ir além das palavras para se concretizar em obras e em verdade (cf. 1Jo 3,18). Santo Inácio de Loyola diz que “o amor se põe mais em gestos que em palavras”. O Filho está profundamente unido ao Pai, por isso ele faz o que ele vê o Pai fazer (cf. Jo 5,19-20). Nossa participação na ação de Jesus é a realização do amor: “permanecei no meu amor”, diz Jesus (Jo 15,9). Se o amor humano é portador de fecundidade, o amor divino o é muito mais. Ele produz obras boas, que iluminam e dão sentido a toda a existência humana.


Pe. Carlos Alberto Contieri


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sábado, 2 de maio de 2015

Se pedirdes algo em meu nome, eu o farei.

Jo 14,7-14


“Se me conhecestes, conhecereis também o meu Pai. Desde já o conheceis e o tendes visto”. Filipe disse: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta”. Jesus respondeu: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheces? Quem me viu, tem visto o Pai. [...] Crede-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Crede, ao menos, por causa destas obras. Em verdade, em verdade, vos digo: quem crê em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai. E o que pedirdes em meu nome, eu o farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes algo em meu nome, eu o farei”.

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Conhecendo Jesus é possível conhecer o Pai
A intervenção de Tomé permitiu a Jesus declarar: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Jesus é o caminho pelo qual se chega à vida verdadeira; é nele que se revela a verdade de Deus. Chegar a Deus, conhecer a Deus somente por ele. Outra “provocação” de Jesus suscita uma nova intervenção: agora, Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta”. Somente conhecendo Jesus, entrando em comunhão com ele, é possível conhecer o Pai. Ante o desejo manifestado por Filipe de ver o Pai, Jesus expressa o seu desapontamento: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me conheceis?”. Moisés também fez esse pedido audacioso: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Ex 33,18). Falta fé: “Não acreditas...?” (v. 10). A fé permite reconhecer que, diante de Jesus, estamos na presença de Deus. Em Jesus descortina-se o rosto de Deus invisível. As palavras de Jesus são palavras que revelam o Pai, que mostram o Pai. Suas obras, o que ele faz, dão testemunho de que ele está no Pai e o Pai, nele.


Pe. Carlos Alberto Contieri


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