terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Novidade no Blog PNSBI: Kátia Tahan está de volta com o "FiKa a diKa"

Olá Amigos!  Dias abençoados e  a  Paz de Cristo a  todos! Que saudades!!!!! Depois de um tempo longe do blog estou de volta e agora com uma novidade para vocês!

VEJA A NOVIDADE !!!

Estou lançando uma nova coluna no nosso Blog é o “ FIKA A DIKA “  com Kátia Tahan ... São dicas que ajudam a resolver problemas de maneira simples no nosso dia a dia, a 1ª é como tirar cheiro ruim da geladeira tenho 3 opções .Vejam abaixo a 1ª dika !
Tenho certeza que vocês irão tirar muitas dúvidas com essa nova coluna.


FIKA A DIKA  (Como tirar cheio ruim da geladeira)

Por: Kátia Tahan

A limpeza da cozinha pode estar em dia, mas o mau cheiro da geladeira é capaz de contaminar todo o ambiente e mesmo depois que o alimento estragado é jogado fora o odor permanece. É possível eliminar o cheiro desagradável com receitas caseiras passadas de geração para geração. Além da tradicional dica da limpeza com água e detergente, truques com bicarbonato de sódio  também é infalível contra esse problema.


Bicarbonato de sódio

O bicarbonato de sódio é um aliado na limpeza da casa e é uma substância que não causa alergia. Além de ajudar a desengordurar, ele retira o odor de dentro da geladeira. Como? Basta passar um pouco de bicarbonato de sódio misturado com água no local que está com mau cheio.
Viu como é simples !!!

Ah!!  Quero ver o seu comentário no nosso blog hein.....

Nos próximos dias darei outras opções de como eliminar cheiros.

Fiquem ligados !   Até lá!  

  Bjkas Amores

 
Kátia Tahan
   


domingo, 23 de novembro de 2014

Evangelho: O amor é o critério do julgamento

Mt 25,31-46

“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, ele se assentará em seu trono glorioso. Todas as nações da terra serão reunidas diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos, à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa; estava nu e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na prisão, e fostes visitar-me’. Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede, e te demos de beber? Quando foi que te vimos como forasteiro, e te recebemos em casa, sem roupa, e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade, vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: `Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar'. E responderão também eles: `Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?' Então o Rei lhes responderá: `Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!' Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”

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O critério último da salvação é a caridade.

Neste último domingo do ano litúrgico, celebramos a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo. Enquanto Rei, e como tal, Jesus Cristo é o pastor que reúne, cuida e conduz às boas pastagens o rebanho de Deus. A sua vida e a sua presença gloriosa (Mt 28,20) iluminam o ser humano, fazendo com que cada um esteja diante da verdade de si mesmo.

O profeta Ezequiel, contemporâneo do profeta Jeremias, foi com os exilados para a Babilônia. Papel fundamental do profeta Ezequiel foi o de exortar o povo para que não caísse no desânimo e confiasse que Deus, que nunca os havia abandonado, iria reconduzi-los à terra de Israel. Diante da infidelidade dos pastores de Israel que apascentavam a si mesmos e abandonaram o rebanho (Ez 34,1-10), Deus mesmo promete apascentar, cuidar e curar das feridas o seu rebanho. Deus, o pastor de Israel, promete, Ele mesmo, reunir as ovelhas que foram dispersas por causa da maldade daqueles que tinham por missão cuidar do povo de Deus.

O evangelho de hoje é uma parábola no contexto do discurso escatológico (24–25). De certa forma, essa parábola resume todo o evangelho e, particularmente, é um resumo dos capítulos que integram o discurso escatológico. A manifestação definitiva do mistério do Reino de Deus se dará em gestos pequenos, simbólicos e significativos. Alguns desses gestos, como os elencados em nosso texto, fazem parte de nossa vida cotidiana: dar de comer aos que têm fome, de beber aos que têm sede, vestir os que estão nus etc. O que é dito no texto vale não somente para os cristãos, mas para todo ser humano que vive neste mundo. É bastante provável que Ez 34,17-22 tenha servido de inspiração para esse discurso escatológico. Lá também encontramos a separação de ovelhas, carneiros e bodes pelo pastor. A separação, ou juízo, é feita em razão da vida vivida na caridade ou pela indiferença diante do sofrimento e necessidade alheios. Somente o olhar penetrante do pastor, do Filho do Homem, que ultrapassa as aparências, pode com verdade conhecer a situação de cada um e o que se é de fato. Se o texto fala de condenação, é para fazer apelo a viver no amor que exige o serviço ao semelhante. O critério último da salvação, que é dom de Deus, não é a fé, mas a caridade.

Carlos Alberto Contieri, sj

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

PNSBI ganha novos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão


A Igreja do Rio de Janeiro acolheu 829 novos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão (Mesc’s) durante uma celebração eucarística presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, na manhã do dia 1º de novembro, na Catedral de São Sebastião, no Centro.
A Santa Missa, que reuniu ministros de diversas paróquias da cidade, marcou também o 20º encontro dos Mesc’s com seu pastor, que acontece anualmente, e a investidura de quatro novas ministras para a Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma, são elas: Cleonice Ferreira de Lima; Davina Alves dos Santos; Maria das Graças Vargas; e Rosa do Céu Aguiar de Oliveira.
   
Também concelebram o rito os bispos auxiliares Dom Roque Costa Souza e Dom Pedro Cunha Cruz, o assistente eclesiástico arquidiocesano dos ministros, padre Marcelo Batista de Araújo, além de padres e diáconos de inúmeras comunidades. Os ministros investidos são de seis vicariatos territoriais. Sendo 425 do Oeste, 192 da Leopoldina, 101 do Jacarepaguá, 98 do Urbano, nove do Suburbano e quatro do Sul.


Chamados à santidade
Refletindo o sentido da Igreja de celebrar a Solenidade de Todos os Santos, Dom Orani, em sua homilia, ressaltou que todo cristão batizado é chamado por Deus para viver uma vida de santidade.
“O ministro deve ter essa vocação e a vontade de dar exemplo aos seus irmãos. Receber de Deus o chamado para ser um ministro extraordinário da Sagrada Comunhão é ter ainda mais a confirmação de que o Senhor o convoca para uma vida santa. É o próprio Cristo que leva em suas mãos. É uma missão que faz o ministro configurar sua vida a Jesus”, frisou.
Ao término do sermão, o cardeal deu sequência ao ritual de investidura, entrevistando aos candidatos sobre a responsabilidade do ministério, e dando-lhes a bênção. Os materiais dos Mesc’s, (teca, manual e bolsa do viático) foram abençoados.
Testemunhos dados com a vida
Os candidatos a receberem o ministério são escolhidos pelo pároco da comunidade de origem e depois direcionados a participarem de um curso de formação, que acontece em cada um dos vicariatos.
A organização do curso é realizada pela Comissão Arquidiocesana, que conta com a liderança leiga da ministra Maria Carolina Cancella de Amorim, em parceria com as coordenações vicariais e clérigos que acompanham o trabalho.
O assessor eclesiástico, padre Marcelo Batista, afirmou que a mesma formação é ministrada em todos os vicariatos, sendo realizados no mesmo período de duração e contando com as mesmas temáticas explanadas nos encontros.
“O ministro extraordinário da Sagrada Comunhão é, na Igreja Católica, um leigo a quem é dada a permissão, de forma temporária, de distribuir a Eucaristia aos fiéis, na missa ou noutras circunstâncias, quando não há um ministro ordenado (bispo, presbítero ou diácono) que o possa fazer. Os ministros realizam também a Celebração da Palavra com distribuição da Comunhão nas comunidades e na casa dos enfermos”, explicou.
E ainda frisou: “É necessário que tão íntima participação no serviço eucarístico seja realizada com o pleno conhecimento de causa e com toda dignidade”.
Da redação, com ArqRio.
Fotos: Gustavo Oliveira / Pe.Thiago Azevedo

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Padre Márcio Queiroz presenteia Capela São Miguel Arcanjo

Raphael Freire
Outubro foi um período de muitas bênçãos e graças para toda a comunidade de Bonsucesso e adjacências, que celebrou o mês de sua Padroeira, Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma. Com uma intensa programação, os fiéis tiveram a oportunidade de conhecer melhor a história da “Mãe do Bonsucesso”, que é exemplo de caridade, e através de seu testemunho, vivenciar uma bela experiência com Cristo.


Cumprindo com o desejo do seu coração, como já havia informado anteriormente a toda a comunidade local, o ex-pároco, Padre Márcio Queiroz, que participou da “Novena de Nossa Senhora do Bonsucesso”, aproveitou o momento festivo para presentear à Capela São Miguel Arcanjo – que brevemente se tornará paróquia –, com o Cálice que ganhou pessoalmente de presente do Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013).

O símbolo e objeto litúrgico – que vale ressaltar foi dado de presente ao sacerdote, e não à comunidade –, foi entregue pelo Padre Márcio Queiroz, com muito carinho, ao administrador paroquial, Padre Thiago Azevedo, durante as celebrações de Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma.


No último dia 31 de outubro, atendendo ao pedido do Padre Márcio Queiroz, que agora é pároco da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, em Botafogo, Padre Thiago Azevedo entregou o Cálice ao Padre Jorge Luis – que está à frente no trabalho da comunidade –, e a representantes da Capela São Miguel Arcanjo, que fica localizada na comunidade do Mandela, no Complexo de Manguinhos.
Fotos: Neli Ferreira

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A aparição de Nossa Senhora do Bom Sucesso



Nossa Senhora do Bom Sucesso apareceu a uma religiosa, a serva de Deus Mariana de Jesus Torres, pela primeira vez no dia 02 de fevereiro de 1594, em Quito, no Equador. A Virgem Maria apareceu a irmã Mariana para profetizar muitas fatos que a Igreja viveu na segunda metade do século XX. Não somos obrigados a crer nas revelações privadas, mas, por prudência, devemos crer em vista dos sinais eloquentes que nos são dados. Nossa Senhora previu que um Papa prisioneiro, o Bem-aventurado Pio IX, proclamaria o dogma da Assunção. Ela previu que o Equador teria um presidente segundo o seu coração e que este morreria mártir e a história atesta isso. A Irmã Mariana consagrou o Equador ao Sagrado Coração de Jesus e hoje ela tem o seu coração incorrupto, exposto na cidade de Quito. A Virgem Maria previu também o surgimento do grande Santo Cura d’Ars, ou São João Maria Vianney. Todas as previsões da Virgem Santíssima sobre os males que recairiam sobre a Igreja e a sociedade, reveladas a Madre Mariana, estão relacionadas ao século XX e também ao nosso tempo.
A Irmã Mariana soube, através das palavras de Nossa Senhora, dos sofrimentos e necessidades que passaríamos. Ela teve o coração transpassado pelas grandes desgraças que aconteceriam à Igreja na segunda metade do século XX: a heresia, a impiedade e a impureza, e que estão presente ainda hoje, no início do século XXI. A heresia é a corrupção do dogma, ou seja, dos ensinamentos da Igreja, que está presente até os nossos dias. A impiedade está presente ainda hoje, principalmente no culto a Deus, que está dessacralizado em muitos lugares. A impureza, ou imoralidade, é uma realidade ainda muito presente em nossa sociedade. Por causa dessas três realidades que assolam ainda hoje a Igreja e a sociedade, Madre Mariana, que tem seu corpo milagrosamente incorrupto até nossos dias, se propôs livremente a sofrer por nós.

Quase tudo que Nossa Senhora do Bom Sucesso previu já aconteceu, mas ela prometeu a sua proteção a quem propagar a sua devoção. A Mãe do Senhor previu também que a devoção a ela com o título de Nossa Senhora do Bom Sucesso só seria conhecida do grande público no século XX. A Virgem Maria, no final do século XVI, previu que haveria no século XX um espírito de impureza, que saturaria a atmosfera desse tempo. Como não enxergar aqui a televisão, o celular, a internet, os out-doors e todo tipo de realidades que nos levam à impureza. Nossa Senhora diz que “quase não haverá mais nenhuma alma virgem no mundo”. Aqui não falamos somente da virgindade física, mas também da virgindade da alma, pois um jovem pode ser virgem fisicamente, mas a sua alma talvez já não seja. Apesar dessa realidade, a Virgem Maria promete que sempre haverá pessoas boas, que se dedicam a ela, principalmente nas clausuras e na vida religiosa.
Assista, na íntegra, vídeo do Padre Paulo Ricardo sobre Nossa Senhora do Bom Sucesso: 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Evangelho: De que vale a ganância.


Lc 12,13-21


Alguém do meio da multidão disse a Jesus: "Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo". Ele respondeu: "Homem, quem me encarregou de ser juiz ou árbitro entre vós?" E disse-lhes: "Atenção! Guardai-vos de todo tipo de ganância, pois mesmo que se tenha muitas coisas, a vida não consiste na abundância de bens”. E contou-lhes uma parábola: "A terra de um homem rico deu uma grande colheita. Ele pensava consigo mesmo: "O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita". Então resolveu: "Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores;
neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: - Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!" Mas Deus lhe disse: "Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?" Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus."


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Renúncia do diálogo.

A missão de Jesus é confundida com a função de um juiz humano. No evangelho de hoje, recorre-se a ele para fugir do desafio do diálogo com o irmão. O verbo “dizer” é repetido várias vezes ao longo da perícope. Na parábola que Jesus conta, a imagem do homem em relação aos seus bens é a de um solitário, de alguém enclausurado no monólogo consigo mesmo, e sem nenhuma menção ao próximo. Trata-se, aqui, da total ausência ou esquecimento do diálogo; esquecimento do diálogo com Deus e do diálogo entre os irmãos sobre a partilha dos bens. A palavra que em vernáculo traduzimos por ganância, em grego exprime o desejo de poder. Mas a riqueza não previne nem impede a morte inesperada. O que se adverte é que a riqueza, a abundância de bens, pode pretender substituir a Deus. Pura ilusão! Ao invés de se colocar à disposição de Deus, a riqueza passa a ser seu objeto de confiança e garantia da vida. Crê-se possuir, mas, de fato, se é dominado por aquilo que se possui. A pergunta de Deus: “para quem ficará o que tu acumulaste?”, pode ser parafraseada da seguinte forma: “Você é por Deus ou contra Deus?”. A resposta a esta pergunta é de cada um. Ninguém pode se dar a vida nem garanti-la pela abundância de bens. Assim como ninguém pode ser verdadeiramente humano no isolamento, na renúncia do diálogo com Deus e com os seus semelhantes.
Carlos Alberto Contieri, sj

Santa Madalena de Nagasaki - 20 de Outubro



Madalena, filha de nobres e fervorosos cristãos, nasceu em 1611, num povoado muito próximo da cidade de Nagasaki, no Japão. Dizem os antigos manuscritos que era uma jovem bela, graciosa e delicada. Sua família era de fervorosos cristãos e pertencia à nobreza. Ela era muito pequena quando os seus pais e irmãos foram condenados à morte pela fé em Cristo, sendo, antes, brutalmente torturados.

Cresceu educada no seguimento de Cristo, até que, em 1624, conheceu dois agostinianos recoletos, Francisco de Jesus e Vicente de Santo Antônio. Atraída pela profunda espiritualidade dos dois missionários, que se tornaram seus orientadores, Madalena acabou sendo consagrada a Deus como terciária agostiniana recoleta. Desde então, sua roupa de nobre foi substituída pelo hábito e as únicas ocupações foram a oração, a leitura da Bíblia e o apostolado.

Eram tempos muito difíceis. A perseguição enfurecida contra os cristãos crescia a cada dia em sistemática e crueldade. Os padres Francisco e Vicente também foram martirizados. Madalena, porém, não se intimidou. Continuou firme, transmitindo coragem aos cristãos, ensinando o catecismo às crianças e pedindo esmolas e donativos aos comerciantes portugueses, para os pobres e doentes.

Em 1629, procurou refúgio nas montanhas de Nagasaki, partilhando dos sofrimentos e das agonias dessa comunidade. Encorajava para que se mantivessem fortes na fé, e recolocava no caminho do Evangelho aqueles que tinham renegado Cristo sob tortura. Levava consolo para os doentes e ainda batizava as crianças.

Diante da grande renúncia da fé pelos cristãos, aterrorizados com as torturas a que eram submetidos se não a fizessem, e ansiando por unir-se para sempre a Cristo, Madalena decidiu enfrentar os perseguidores. Vestida com o hábito, em setembro de 1634 apresentou-se aos juízes. Levava consigo apenas a Bíblia, para pregar a palavra de Jesus e meditar no cárcere. Os magistrados, admirados com sua beleza e juventude e informados que ela possuía sangue nobre, fizeram-lhe promessas de vida confortável com um vantajoso casamento. Madalena não cedeu, mesmo sabendo das horríveis torturas que sofreria.

Nos primeiros dias de outubro de 1634, foi torturada. Ficou suspensa pelos pés, com a cabeça e o peito submersos em uma fossa. Cada vez que a tiravam do suplício, era solicitada a negar a fé. Em vez disso, Madalena pronunciava os nomes de Jesus e Maria e cantava hinos de glória ao Senhor.

Resistiu a tudo durante treze dias e meio, quando as águas inundaram a fossa e Madalena morreu afogada. Depois, teve o corpo queimado e as cinzas jogadas no mar, para evitar que suas relíquias fossem guardadas pelos cristãos.

Beatificada em 1981, foi canonizada pelo papa João Paulo II em 1987. A celebração de sua memória foi marcada para o dia 20 de outubro. A Ordem Dominicana venera-a no dia 19 de novembro. Em 1989, foi proclamada padroeira da Fraternidade Secular Agostiniana Recoleta.


Fonte: Paulinas

domingo, 19 de outubro de 2014

Evangelho: A pergunta sobre os impostos.

Mt 22,15-21


Os fariseus saíram e fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. Mandaram os seus discípulos, junto com alguns partidários de Herodes, para perguntar: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. Não te deixas influenciar por ninguém, pois não olhas a aparência das pessoas. Dize-nos o que pensas: é permitido, ou não, pagar imposto a César?” Jesus percebeu-lhes a maldade e disse: “Hipócritas! Por que me armais uma cilada? Mostrai-me a moeda do imposto!” Apresentaram-lhe a moeda. “De quem é esta figura e a inscrição?”, perguntou ele. “De César”, responderam. Ele então lhes disse: “Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus”.

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Deus é único e fora Ele não há outro deus.

A liturgia da palavra deste vigésimo nono domingo do Tempo Comum apresenta dois aspectos, a meu ver, essenciais para a vida cristã. O primeiro deles, a contar da leitura do profeta Isaías, é a necessidade de fazer uma leitura teológica da história, isto é, ver na história da humanidade a ação salvífica de Deus, pois ele age em meio às vicissitudes da vida e das pessoas. O segundo aspecto é o convite e a necessidade ao discernimento permanente, pois não há para Deus substituto e, por isso, ninguém que se compare a Ele. Deus é único e fora Ele não há outro deus (cf. Is 45,5).
O trecho do profeta Isaías nos remete ao final do século VI a.C. Período do retorno à Judá dos exilados na Babilônia, retorno patrocinado por Ciro, rei da Pérsia, em 538 a.C. A insistência em afirmar que Deus era o único Deus (vv. 5-6) remete o nosso texto a um risco que remonta aos tempos da escravidão no Egito e acompanha o povo de Deus ao longo de toda a sua existência; a saber, a dificuldade em compreender e aceitar que Deus era infinitamente diferente dos ídolos feitos por mãos humanas; que Ele era um Deus pessoal com quem podiam falar e ser ouvidos. Não era um Deus estático, mas sim profundamente comprometido com a vida do povo que Ele escolheu. Não era de bronze nem de madeira, mas tinha sentimentos e olhos misericordiosos. O perigo era venerar Ciro como deus. Ora, Ciro era ungido de Deus (v. 1), através de quem Deus agiu para fazer o seu povo voltar à terra dada aos ancestrais de Israel (vv. 2-4). Onde o ser humano é libertado de sua escravidão, é Deus quem está na origem dessa libertação.
Os opositores de Jesus querem armar uma armadilha para pegá-lo em alguma palavra. Mas eles mesmos foram pegos pela cilada que prepararam contra Jesus. O leitor do evangelho sabe que o elogio que fazem a Jesus é verdadeiro, mas na boca deles é pura hipocrisia, pois não é, efetivamente, o que pensam de Jesus. Trata-se simplesmente de artimanha maléfica para enredá-lo. Mas Jesus não entra no jogo deles. A alternativa apresentada para a resposta de Jesus é falsa. A imagem de César na moeda é que trazia problema. A moeda continha uma inscrição em que se afirmava que César Augusto era deus. César reivindicava ser adorado como deus. Se a moeda tinha a imagem de César, que os impostos fossem pagos a ele, no parecer de Jesus. Mas o ser humano é a imagem do Deus que o criou. O ser humano pertence a Deus e não pode ser escravo do que ou de quem quer que seja. Daí que somente a Deus a vida do ser humano pode ser oferecida, qual um sacrifício vivo. A vida do ser humano pertence a Deus. Deus não está nem pode ser posto em concorrência com as coisas deste mundo.
Carlos Alberto Contieri, sj

São Paulo da Cruz - 19 de Outubro



Aos 19 anos, Francisco Danei, nascido em Ovada, no Piemonte, depois de escutar um sermão sobre a Paixão de Cristo, afervorado como os antigos cruzados, quis arrolar-se como voluntário no exército veneziano que se apressava para mover guerra contra os turcos a fim de libertar o Santo Sepulcro.
Bem depressa, porém, compreendeu que aquela cruzada tinha objetivos mais materiais e concretos; então escolheu a via da mortificação e das duras penitências para imitar a Cristo sofredor.

Passava longas horas em oração e meditação. Depois, o bispo de Alexandria do Egito concedeu-lhe vestir o hábito de penitente com os sinais da Paixão de Cristo: um coração encimado pela cruz e três cravos com o monograma de Cristo. Junto com o irmão foi viver como eremita no monte Argentário. Nos domingos ambos desciam e se dirigiam aos lugares vizinhos para pregar sobre a Paixão de Jesus. 

Para tornar mais eficazes suas palavras, não hesitavam em flagelar-se em público, induzindo também os corações mais endurecidos à reflexão e com frequência à conversão.

Suas missões eram assinaladas por uma cruz de madeira erigida no lugar onde os dois irmãos tinham pregado, habitualmente em uma praça desse local.

Depois de o papa Bento XIII haver ordenado sacerdotes os dois irmãos na basílica de São Pedro, concedeu-lhes permissão para constituir sua congregação. Esta tinha um nome bastante extenso: Congregação dos Clérigos Descalços da Santa Cruz e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, logo simplificado pelo povo com o nome de passionistas, como ainda hoje são chamados. 

A rígida regra primitiva teve de ser mitigada para obter a definitiva aprovação pontifícia. O primeiro capítulo geral reuniu-se em 1747. A nova congregação teve uma rápida difusão em todas as regiões da Itália. Paulo morreu no convento romano anexo à igreja dos santos João e Paulo, sobre o monte Célio; foi canonizado em 1867.


Fonte: Paulinas

sábado, 18 de outubro de 2014

Evangelho: A Missão dos setenta e dois.

Lc 10,1-9


O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois, à sua frente, a toda cidade e lugar para onde ele mesmo devia ir. E dizia-lhes: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: `A paz esteja nesta casa!' Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”.

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Jesus previne os discípulos contra a ideia de uma missão fácil.

O número setenta ou setenta e dois evoca a missão entre os pagãos. Segundo o livro do Gênesis, o número das nações que compõem o mundo habitado é de setenta (Gn 10). O envio dos setenta e dois discípulos funda a universalidade da missão da Igreja num mandato do Senhor. Os setenta e dois são enviados para a colheita (v. 2). Há de se supor que o agricultor que plantou a boa semente que frutificou é Deus (cf. Mc 4,26-29; Jo 15,1). É para essa missão universal da colheita que Jesus dá orientações aos que ele envia. Sendo acolhidos ou não os discípulos, devem permanecer firmes no anúncio de que o Reino de Deus está próximo, pois o Senhor está no meio deles e com eles. Jesus previne os discípulos contra a ideia de uma missão fácil; eles devem ter presente a possibilidade da hostilidade, da resistência e da rejeição da missão cristã (v. 3). A vida do missionário deve ser marcada pelo despojamento em vista da disponibilidade. É preciso que os destinatários da missão vejam realizadas neles a mensagem que anunciam. Ademais, a vida dos discípulos está nas mãos de Deus. O discípulo, mesmo em meio às adversidades, é portador da paz, que é dom do Cristo ressuscitado. Por fim, é necessário que o discípulo saiba viver o fracasso sem se deixar abater ou desanimar (cf. 11).
Carlos Alberto Contieri, sj

São Lucas - 18 de Outubro



Um escrito do século II, que estudos recentes consideram historicamente verídico, sintetiza do seguinte modo o perfil deste santo evangelista: “Lucas, um sírio de Antioquia, médico de profissão, discípulo dos apóstolos, mais tarde seguiu são Paulo até a confissão (martírio) deste. Serviu irrepreensivelmente ao Senhor, jamais tomou mulher, nem teve filhos. Morreu aos 84 anos, na Boécia, cheio do Espírito Santo”.

Das notas de viagem, isto é, dos Atos dos Apóstolos, no qual Lucas fala na primeira pessoa, apreendemos todas as notícias que a ele dizem respeito, além de breves acenos nas cartas de são Paulo — o apóstolo ao qual, mais do que a qualquer outro, estava ligado por fraterna amizade. 

“Saúda-vos Lucas, médico amado”, lê-se na Carta aos Colossenses. A profissão de médico pressupõe uma boa cultura. Realmente, em seus escritos se revela um homem culto, com inclinações artísticas e bons dotes literários. Com são Paulo realizou a segunda viagem missionária de Trôade a Filipos, por volta do ano 50. Em Filipos deteve-se um par de anos para consolidar o trabalho do Apóstolo, após o qual voltou a Jerusalém. 

Foi de novo companheiro de viagem de são Paulo e compartilhou com ele a prisão em Roma.
Os cristãos orientais atribuem ao “médico pintor”, Lucas, numerosos quadros representando a Virgem. Em seu evangelho, escrito em um grego fluente e límpido, Lucas traça a biografia da Virgem e fala da infância de Jesus. Revela-nos os íntimos segredos da Anunciação, da Visitação e do Natal, fazendo-nos entender que conheceu pessoalmente a Virgem, a ponto de alguns exegetas considerarem que tenha sido Maria quem lhe transcreveu o Magnificat. É Lucas mesmo quem afirma ter feito pesquisas e pedido informações sobre fatos relativos à vida de Jesus junto àqueles que deles foram testemunhas. Só Maria podia ser testemunha da Anunciação e dos fatos que se seguiram.

Lucas conhecia os evangelhos de Mateus e Marcos quando começou a escrever o seu, antes do ano 70. Julgava que ao primeiro faltava uma certa ordem no desenvolvimento dos fatos e considerava o segundo por demais conciso.

Como diligente estudioso, Lucas, depois de ter documentado escrupulosamente as notícias da vida de Jesus “desde o início”, quis narrá-la novamente de forma ordenada, de modo que os fatos e ensinamentos progredissem pari passu como a realidade. 

Deu prova da mesma agradável fluência narrativa também na redação dos Atos dos Apóstolos.
Três cidades se ufanam de conservar suas relíquias: Constantinopla, Pádua e Veneza.


Fonte: Paulinas

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Festa da Padroeira 2014 - Veja as atrações!


Fotos do dia de Nossa Senhora Aparecida






























Fotos: Tays Paulino


De quem devemos ter medo.

Lc 12,1-7


Entretanto, milhares de pessoas se ajuntaram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada de oculto que não venha a ser revelado, e não há nada de escondido que não venha a ser conhecido. Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, nos quartos, será proclamado sobre os telhados. Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”.

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A hipocrisia um mal que corrompe por dentro.

Depois de sair da casa do fariseu onde deixou os fariseus e os escribas furiosos, Jesus é cercado pela multidão a quem ele ensina, assim como aos seus discípulos. Em primeiro lugar, Jesus previne contra a hipocrisia todos os que o cercam para ouvi-lo. Na parábola do Reino o fermento é utilizado em sentido positivo, para dizer que o Reino de Deus começa a agir na história da humanidade de maneira modesta: um pouco de fermento é capaz de fazer crescer uma grande quantidade de massa. Aqui, ele é usado em sentido negativo para se referir à hipocrisia dos fariseus: a hipocrisia é o “fermento dos fariseus”, isto é, um mal que corrompe por dentro. Nessa série de orientações e exortações, no caminho de Jerusalém, Jesus interpela os seus discípulos à coerência e ao anúncio destemido do que eles, em particular, receberam do Senhor. Para isso, diante das perseguições próprias à realização da missão, é preciso confiança em Jesus. Ele não promete aos discípulos que não sofrerão perseguição e violência, mas que estará sempre presente para encorajá-los e fortalecê-los na fé. Para isso, é necessária liberdade diante da vida e da morte. Enquanto o discípulo não superar o medo da morte, ele não será livre para seguir Jesus.

Carlos Alberto Contieri, sj

Santo Inácio de Antioquia - 17 de Outubro



Inácio, “o teóforo” (aquele que conduz a Deus, como ele mesmo gostava de ser chamado), bispo do coração ardente (Inácio — Ignatius — quer dizer precisamente “fogo”) —, ficou na memória dos cristãos de todos os tempos por causa das inusitadas expressões de amor dirigidas a Cristo e à Igreja, as quais se lêem nas cartas escritas durante a viagem que, de Antioquia, devia levá-lo a Roma, para ser dado como pasto às feras — vítima ilustre da perseguição de Trajano.

Inácio ocupava desde o ano 79 a sede episcopal de Antioquia — a metrópole síria, terceira em ordem de grandeza no vasto Império Romano —, e o historiador Eusébio de Cesaréia o tem na conta de sucessor imediato de são Pedro.

Informa-nos de que “Inácio foi mandado da Síria a Roma para ser lançado como alimento às feras, por causa do testemunho dado por ele de Cristo. Realizando sua viagem pela Ásia, sob a custódia rígida de uma guarda numerosa, nas cidades onde parava, ia consolidando as igrejas com pregações e admoestações...”

De Esmirna, onde era bispo seu jovem amigo Policarpo, escreveu às igrejas de Éfeso, Magnésia e Tralli, confiando as cartas aos respectivos bispos — Onésimo, Dama e Políbio —, que haviam acorrido a fim de o encontrar para uma última saudação. 

Chegado a Trôade, Inácio escreveu outras cartas, entre as quais uma a Policarpo, para confiar-lhe seus fiéis de Antioquia, a fim de que a grei não ficasse muito tempo sem pastor: “Onde está o bispo, aí esteja a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja católica”.
Esta última expressão, destinada a passar para a história, parece ter sido cunhada por ele, juntamente com a palavra “cristianismo”.

A viagem, depois da travessia de Durazo a Bríndisi, prosseguiu pela via Ápia até Roma, onde terminou seus dias no anfiteatro, devorado pelas feras, apesar de a comunidade cristã ter-se empenhado em poupar-lhe a pena capital. Mas ele desejava ardentemente o martírio: “Deixai-me ser alimento das feras, pelas quais me será dado desfrutar Deus. Eu sou o trigo de Deus: é preciso que ele seja triturado pelos dentes das feras a fim de ser considerado puro pão de Cristo”.

Para não ser incômodo a ninguém, almejava encontrar sepultura no ventre de alguma fera esfaimada. É provável que os fiéis tenham conseguido subtrair os restos de seu corpo martirizado até o extremo ultraje, pois desde a Antiguidade os cristãos de Antioquia veneram seu sepulcro, situado às portas da cidade, e celebram sua memória em 17 de outubro (dia adotado no novo calendário em lugar de 1º de fevereiro).


Fonte: Paulinas

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Amanhã começa a Festa de Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma!!!!

Nessa sexta-feira(17/10) começa a Festa de Nossa Senhora do Bonsucesso e você é o principal convidado! Confira a programação, ajude a divulgar e traga seus amigos e família!



Evangelho: Jesus e os Mestres da Lei.



Lc 11,47-54


“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 
Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: 'Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, a fim de que se peçam contas a esta geração 
do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. Ai de vós, doutores da Lei, porque ficastes com a chave da ciência: vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar.” Quando Jesus saiu de lá, os escribas e os fariseus começaram a importuná-lo e a provocá-lo em muitos pontos, armando ciladas para apanhá-lo em suas próprias palavras.


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A pretensão nos impede de escutar Deus.

Os profetas eram tidos como “homens de Deus”. A dificuldade e a resistência, no interior do próprio povo de Deus, de aceitar e acolher sua mensagem e reconhecer nela a Palavra de Deus têm uma longa e dramática história em Israel. Os profetas, homens portadores da Palavra de Deus, que falavam inspirados por Deus, suscitavam a esperança, quando o povo desanimava, denunciavam os crimes e infidelidades do povo e de seus governantes, quando esses se esqueciam da Aliança, denunciavam os pecados das “nações”, quando essas ameaçavam a existência do povo eleito de Deus. Eles, como é o caso do profeta Jeremias, foram perseguidos por seu próprio povo. Há uma postura diante das Escrituras que faz dos doutores da Lei intérpretes autorizados da Palavra de Deus, coniventes com a morte dos profetas. A pretensão de possuir todo o conhecimento da Escritura, sem precisar aprender mais, os impede de escutar Deus e, na sua autossuficiência, eles fecham, por seu ensinamento, aos outros a possibilidade de acesso à verdade de Deus (v. 52). Mas, se Jesus fala dos profetas do passado, ele aponta, ao mesmo tempo, para o seu próprio destino, pois, como profeta, ele terá a sorte dos profetas.
Carlos Alberto Contieri, sj

Santa Edwiges - 16 de Outubro



Nobre, Edwiges nasceu em 1174, na Bavária, Alemanha. Ainda criança, já mostrava mais apego às coisas espirituais do que às materiais, apesar de dispor de tudo o que quisesse comprar ou possuir. Em vez de divertir-se em festas da Corte, preferia manter-se recolhida para rezar.

Aos doze anos, como era convencionado nas casas reais, foi dada em casamento a Henrique I, duque da Silésia e da Polônia. Ela obedeceu aos pais e teve com o marido sete filhos. Quando completou vinte anos, e ele trinta e quatro, sentiu o chamado definitivo ao seguimento de Jesus. Então, conversou com o marido e decidiram manter dentro do casamento o voto de abstinência sexual.

Edwiges entregou-se, então, à piedade e caridade. Guardava uma pequena parte de seus ganhos para si e o resto empregava em auxílio ao próximo. Quando descobriu que muitas pessoas eram presas porque não tinham como saldar suas dívidas, passou a ir pessoalmente aos presídios para libertar tais encarcerados, pagando-lhes as dívidas com seu próprio dinheiro. Depois, ela também lhes conseguia um emprego, de modo que pudessem manter-se com dignidade.

Construiu o Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, ajudou a restaurar os outros e mandou erguer inúmeras igrejas. Desse modo, organizou uma grande rede de obras de caridade e assistência aos pobres. Além disso, visitava os hospitais constantemente, para, pessoalmente, cuidar e limpar as feridas dos mais contaminados e leprosos. Mas Edwiges tinha um especial carinho pelas viúvas e órfãos.

Veio, então, um período de sucessivas desventuras familiares. Num curto espaço de tempo, assistiu à morte, um a um, dos seus seis filhos, ficando viva apenas a filha Gertrudes. Em seguida, foi a vez do marido. Henrique I fora preso pelos inimigos num combate de guerra e, mesmo depois de libertado, acabou morrendo, vitimado por uma doença contraída na prisão.

Viúva, apesar da dura provação, Edwiges continuou a viver na virtude. Retirou-se e ingressou no convento que ela própria construíra, do qual a filha Gertrudes se tornara abadessa. Fez os votos de castidade e pobreza, a ponto de andar descalça sobre a neve quando atendia suas obras de caridade. Foi nessa época que recebeu o dom da cura, e operou muitos milagres, em cegos e outros enfermos, com o toque da mão e o sinal da cruz.

Com fama de santidade, Edwiges morreu no dia 15 de outubro de 1243, no Mosteiro de Trebnitz, Polônia. Logo passou a ser cultuada como santa e o local de sua sepultura tornou-se centro de peregrinação para os fiéis cristãos. Em 1266, o papa Clemente IV canonizou-a oficialmente. A Igreja designou o dia 16 de outubro para a celebração da sua festa litúrgica. O culto a santa Edwiges, padroeira dos pobres e endividados, é muito expressivo ainda hoje em todo o mundo católico e um dos mais difundidos do Brasil.


Fonte: Paulinas