quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dom Eugenio de Araujo Sales: mais um intercessor no céu.

 Raphael Freire

 
O Rio de Janeiro amanheceu em luto e o Centro da cidade parou na manhã desta terça-feira, dia 10 de julho, para prestar suas últimas homenagens ao Arcebispo Emérito Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales. O corpo do Cardeal chegou às 12h, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro, em um cortejo conduzido pelo Corpo de Bombeiros, e foi recebido pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, pelos Bispos Auxiliares, pelo Clero, Diáconos, religiosos e religiosas, funcionários da Arquidiocese e uma grande quantidade de fiéis, além de autoridades, como o Governador Sérgio Cabral e o Prefeito Eduardo Paes.

Após o Hino Nacional, executado pela banda da Polícia Militar do Estado, o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta fez a leitura do Salmo 125:

“Cântico das peregrinações. Quando o Senhor reconduzia os cativos de Sião, estávamos como sonhando. Em nossa boca só havia expressões de alegria, e em nossos lábios canto de triunfo. Entre os pagãos se dizia: O Senhor fez por eles grandes coisas. Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas; ficamos exultantes de alegria! Mudai, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul. Os que semeiam entre lágrimas, recolherão com alegria. Na ida, caminham chorando, os que levam a semente a espargir. Na volta, virão com alegria, quando trouxerem os seus feixes”.

Entoado pelo Coral do Seminário Arquidiocesano de São José, o cântico “Marcha da Igreja” emocionou a todos os presentes, enquanto o corpo do mais antigo Cardeal da Santa Igreja, Dom Eugenio Sales, entrava na Catedral de São Sebastião com uma pomba branca – símbolo da Paz – sobre seu caixão.

— Nós nos reunimos hoje nessa Catedral, nesse local que Dom Eugenio tanto celebrou e que foi inaugurado e dedicado por ele, para agradecer a Deus por sua vida nesses quase 92 anos vividos para o Senhor e principalmente para o povo, com as suas preocupações sociais e pastorais. Queremos agradecer por sua missão e pedir a Deus que ele seja acolhido pelo Pai e que tenha a alegria de ser levado pelo Bom Pastor sobre os seus ombros, ressaltou o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.

Já durante a homilia, Dom Orani afirmou que por tudo o que Dom Eugenio de Araujo Sales foi, fez, falou e trabalhou, em suas mãos está grande parte da significativa história não só da Igreja, mas também da cidade do Rio de Janeiro. Para o Arcebispo torna-se difícil falar dos legados de Dom Eugenio, tendo em vista que o Cardeal realizou grandes obras no Brasil, no mundo e, em especial, no Rio de Janeiro, onde trabalhou por 30 anos.
— Dom Eugenio foi um sinal do Cristo Pastor, que levou e defendeu a vida do seu povo. É até significativo que a pomba, símbolo da paz, não queira sair do caixão. Vemos retratado na vida e na missão desse meu querido antecessor que ele, sim, pode dizer: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé e agora estou diante do justo juiz”. Eu creio que dará a ele a coroa da glória e da justiça, afirmou Dom Orani.


Centenas de padres foram ordenados e dezenas de bispos foram sagrados pelas mãos de Dom Eugenio de Araujo Sales. O Cardeal tinha autêntica devoção ao Sumo Pontífice e foi universalmente reconhecido por isso. Amigo pessoal de Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, sempre se ouvia de sua boca a convicção: “seguir o Papa em suas mínimas orientações, pois é o melhor para a Igreja, para a diocese, para cada católico”. E nessa defesa nunca temeu ser impopular. Em sua consciência, Dom Eugenio soube trabalhar os planos dessa Arquidiocese e do Brasil, e também ensinou a como evangelizar o povo na fé correta e ortodoxa, capaz de realizar grandes eventos.

— Sabemos que Dom Eugenio foi um grande entusiasta da Jornada Mundial da Juventude (JMJ RIO2013) aqui no Rio de Janeiro. A carta que ele enviou para o Santo Padre, o Papa Bento XVI, foi também fundamental para que o pontífice escolhesse nossa cidade para sediar esse grande evento. Lembramos que, dentre os vários intercessores da JMJ RIO2013, também teremos esse nosso grande amigo rezando pela Jornada, destacou o Arcebispo durante a celebração.

O Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Olaria, Padre João Jefferson Chagas, falou da importância de Dom Eugenio Sales para a sua vocação sacerdotal, além de citar sua convivência fraterna com o Cardeal.

— Dom Eugenio deixou, não só para mim mas para toda a Arquidiocese, um exemplo de fidelidade à Igreja, de modo particular à figura do Santo Padre. Era uma constante em seus discursos a fidelidade ao Romano Pontífice. Outra marca do Cardeal é que mesmo sendo príncipe da Igreja, ele sempre foi simples e se preocupava com os mais humildes. Lembro-me de visitá-lo e, mesmo já emérito, não tendo mais as obrigações de um Arcebispo Titular, infalivelmente ele celebrava todos os dias a sua Missa às 7h da manhã e ainda fazia uma preparação antes e após a Santa Missa, e isso me comovia, pois ele celebrava com muito zelo, muita calma, muita tranquilidade e, com certeza, esse amor à Santa Missa e essa fidelidade a


Igreja foi o que fez com que ele perseverasse até o fim, combatendo o bom combate. Sua devoção a Nossa Senhora também era algo inspirador. Ele jamais ficou sem rezar o Terço e, mesmo chegando tarde, fazia sua oração na Capela. Lembro-me também de almoçarmos juntos e que, logo após o almoço, ele passava na Capela do Santíssimo, na casa dele, e fazia 5 minutos de Adoração. Uma frase que me marcou profundamente, diante dos conselhos que eu pedia a ele foi: “Meu filho, seja sempre fiel! Mesmo que haja infiéis, seja fiel no meio dos infiéis”. Dom Eugenio consumiu sua vida pela Igreja e hoje o coração fica um pouco saudoso, mas o céu se rejubila. João Paulo II, a quem ele foi tão fiel, deve estar recebendo-o no céu, juntamente com aqueles que o precederam na glória eterna, disse Padre João Jefferson.

O velório de Dom Eugenio de Araujo Sales também pode ser acompanhado ao vivo pela Web TV Redentor (aovivo.redentor.tv.br), que fará a transmissão até às 20h desta terça-feira retornando amanhã, a partir das 9h.

O corpo do mais antigo Cardeal da Santa Igreja está sendo velado na Catedral de São Sebastião, com missas de duas em duas horas. Na quarta-feira, dia 11 de julho, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, presidirá a Missa Exequial seguida do sepultamento na cripta da mesma Catedral, que fica localizada na Avenida República do Chile, 245 – Centro.

* Fotos: Gustavo de Oliveira



"Autêntica testemunha do Evangelho"

Em atenção ao falecimento do Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro, Dom Eugenio de Araujo Sales, o Papa Bento XVI enviou um telegrama ao Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, expressando seus sentimentos de pesar.

Na mensagem, o Papa Bento XVI ressaltou Dom Eugenio como uma "autêntica testemunha do Evangelho no meio do seu povo”. Bento XVI disse ainda dar graças ao Senhor por ter dado à Igreja tão generoso pastor que, nos seus 70 anos de sacerdócio e 58 de episcopado, procurou apontar a todos a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade, em permanente atenção pelos mais desfavorecidos, na fidelidade ao seu lema episcopal: “Impendam et superimpendar”(gastarei e gastar-me-ei por inteiro por vós).

Confira o telegrama na íntegra:


"Exmo Revmo Dom Orani João Tempesta

Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro

Recebi a triste notícia do falecimento do Venerado Cardeal Eugenio de Araujo Sales, depois de uma longa vida de dedicação à Igreja no Brasil, venho exprimir meus pêsames a si e aos bispos auxiliares, ao clero e comunidades religiosas, aos fiéis da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que por três décadas teve nele um intrépido pastor, revelando-se autêntica testemunha do Evangelho no meio do seu povo.

Dou graças ao Senhor por ter dado à Igreja tão generoso pastor que, nos seus setenta anos de sacerdócio e cinquenta e oito de episcopado, procurou apontar a todos a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade, em permanente atenção pelos mais desfavorecidos, na fidelidade ao seu lema episcopal: “Impendam et superimpendar” (gastarei e gastar-me-ei por inteiro por vós).

Enquanto elevo fervorosas preces para que Deus acolha na sua felicidade eterna este seu servo bom e fiel, envio a essa comunidade arquidiocesana, que lamenta perda dessa admirada figura, à Igreja no Brasil, que nele sempre teve um seguro ponto de referência e de fidelidade à Sé Apostólica e a quantos tomam parte nos sufrágios animados pela esperança da ressurreição, uma confortadora bênção apostólica. "

Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro.



Clipe da Semana - A Cruz Sagrada.

Clipe da Semana- A cruz sagrada-Anjos de Resgate

A cruz sagrada seja minha luz
Não seja o dragão meu guia!
Retira-te Satanás;
Nunca me aconselhes coisas vãs;
É mau oque me ofereces
Bebe tu mesmo teu próprio veneno. Oração de São Bento espero que gostem.

Evangelho: Os doze apóstolos.



Os doze apóstolosMateus 10,1-7






Jesus chamou os seus doze discípulos e lhes deu autoridade para expulsar espíritos maus e curar todas as enfermidades e doenças graves. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e o seu irmão André; Tiago e o seu irmão João, filhos de Zebedeu; Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu e Simão, o nacionalista; e Judas Iscariotes, que traiu Jesus.


Jesus enviou esses doze homens, dando-lhes a seguinte ordem:


- Não vão aos lugares onde vivem os não-judeus, nem entrem nas cidades dos samaritanos.Pelo contrário, procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel. Vão e anunciem isto: "O Reino do Céu está perto."

São Bento de Nórcia - 11 de julho.


São Bento de Nórcia
480-547
Fundou a Ordem dos
Monges Beneditinos

As informações sobre a vida de Bento nos foram transmitidas pelo seu biógrafo e contemporâneo, papa são Gregório Magno. No livro que enaltece o seu exemplo de santidade de vida, ele não registrou as datas de nascimento e morte. Assim, apenas recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547.


Bento nasceu na cidade de Nórcia, província de Perugia, na Itália. Pertencia à influente e nobre família Anícia e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, também fundadora e santa da Igreja. Era ainda muito jovem quando foi enviado a Roma para aprender retórica e filosofia. No entanto, decepcionado com a vida mundana e superficial da cidade eterna, retirou-se para Enfide, hoje chamada de Affile. Levando uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.

Ainda não satisfeito, aos vinte anos isolou-se numa gruta do monte Subiaco, sob orientação espiritual de um velho monge da região chamado Romano. Assim viveu por três anos, na oração e na penitência, estudando muito. Depois, agregou-se aos monges de Vicovaro, que logo o elegeram seu prior. Mas a disciplina exigida por Bento era tão rígida, que esses monges indolentes tentaram envenená-lo. Segundo seu biógrafo, ele teria escapado porque, ao benzer o cálice que lhe fora oferecido, o mesmo se partiu em pedaços.

Bento abandonou, então, o convento e, na companhia de mais alguns jovens, entre eles Plácido e Mauro, emigrou para Nápoles. Lá, no sopé do monte Cassino, onde antes fora um templo pagão, construiu o seu primeiro mosteiro.

Era fechado dos quatro lados como uma fortaleza e aberto no alto como uma grande vasilha que recebia a luz do céu. O símbolo e emblema que escolheu foram a cruz e o arado, que passaram a ser o exemplo da vida católica dali em diante.

As regras rígidas não poderiam ser mais simples: "Ora e trabalha". Acrescentando-se a esse lema "leia", pois, para Bento, a leitura devia ter um espaço especial na vida do monge, principalmente a das Sagradas Escrituras. Desse modo, estabelecia-se o ritmo da vida monástica: o justo equilíbrio, do corpo, da alma e do espírito, para manter o ser humano em comunhão com Deus. Ainda, registrou que o monge deve ser "não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não detrator, não murmurador".

A oração e o trabalho seriam o caminho para edificar espiritual e materialmente a nova sociedade sobre as ruínas do Império Romano que acabara definitivamente. Nesse período, tão crítico para o continente europeu, este monge tão simples, e por isto tão inspirado, propôs um novo modelo de homem: aquele que vive em completa união com Deus, através do seu próprio trabalho, fabricando os próprios instrumentos para lavrar a terra. A partir de Bento, criou-se uma rede monástica, que possibilitou o renascimento da Europa.

Celebrado pela Igreja no dia 11 de julho, ele teria profetizado a morte de sua irmã e a própria. São Bento não foi o fundador do monaquismo cristão, que já existia havia três séculos no Oriente. Mas merece o título de "Pai do Monaquismo Ocidental", que ali só se estabeleceu graças às regras que ele elaborou para os seus monges, hoje chamados "beneditinos". Além disto, são Bento foi declarado patrono principal de toda a Europa pelo papa Paulo VI, em 1964, também com justa razão.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Igreja no Rio se despede de Dom Eugenio de Araujo Sales.

Raphael Freire


Foi com pesar que a Arquidiocese do Rio de Janeiro informou na noite da última segunda-feira, 9 de julho, o falecimento de seu Arcebispo Emérito Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales. Aos 91 anos, Dom Eugenio faleceu na Residência Episcopal de Nossa Senhora da Assunção, no Sumaré, de morte natural.

O corpo do mais antigo Cardeal da Santa Igreja chegará na Catedral de São Sebastião às 12h desta terça-feira, dia 10 de julho, onde acontecerá o velório com missas de duas em duas horas. Na quarta-feira, dia 11 de julho, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, presidirá a Missa Exequial seguida do sepultamento na cripta da mesma Catedral.

Em entrevista, o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, definiu o Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales como um homem do social, tendo em vista todo o trabalho realizado por ele com as Comunidades Eclesiais de Base, com a fundação da Campanha da Fraternidade, junto à Cáritas Metropolitana, entre outras ações, além de seu trabalho de evangelização não só na cidade do Rio de Janeiro, mas também em Natal e em Salvador, na Bahia.

— A Arquidiocese do Rio de Janeiro está anunciando este momento, que é triste para todos nós, mas, ao mesmo tempo, olha para a vida de Dom Eugenio Sales e o reconhece como um homem de Igreja, homem que seguiu a Jesus Cristo e que, por isso mesmo, trabalhou na evangelização, na preocupação com o próximo. Ele soube estar presente nos principais momentos do Brasil, principalmente na questão dos refugiados, em defesa dos perseguidos e, ao mesmo tempo, teve a sua presença como Igreja no Brasil junto ao Vaticano nas principais decisões, ressaltou.

Dom Orani afirmou ainda que Dom Eugenio Araujo Sales soube testemunhar sua fidelidade e seu amor a Jesus Cristo, à Santa Igreja e ao Santo Padre até o fim de sua missão.

— Creio que Dom Eugenio deixa um grande legado de vida, nos seus quase 92 anos, justamente pela sua presença significativa na Igreja e no Brasil, em especial, no Rio de Janeiro, lembrando sua atuação principalmente na comunidade do Vidigal, sendo sempre presença junto aos mais necessitados. Ao mesmo tempo, ele foi alguém que nunca deixou a fidelidade e o amor à Santa Igreja e ao Santo Padre, alguém que soube viver o Concílio Vaticano II dando continuidade àquilo que a Igreja sempre ensinou, porém, adaptando aos tempos, sabendo transformar sua ação de Cardeal, de Arcebispo, de homem de Deus para o bem do povo, levando até o fim sua missão, afirmou o Arcebispo do Rio.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, decretou luto de três dias no Estado. Ele e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, divulgaram notas em que lamentam a morte de Dom Eugenio Sales.

— Dom Eugenio Sales zelou por nossa cidade durante décadas. Grande homem de Deus, ele será sempre lembrado por sua sabedoria, a força de seus ensinamentos, a perspicácia com que comunicava e defendia sua fé e o exemplo de caridade nos anos mais difíceis da história brasileira. Que ele continue protegendo e abençoando o Rio e os cariocas, disse o prefeito, Eduardo Paes.

— Dom Eugenio Sales era amado pelo povo do Rio de Janeiro. Nas últimas décadas, a sua liderança religiosa foi a mais importante do nosso Estado. Vamos decretar três dias de luto, destacou o governador, Sergio Cabral.

* Foto: Arquivo

Dom Eugenio e a Pastoral das Favelas

Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales faleceu no fim da noite da última segunda-feira, 9 de julho, mas, sem dúvida, deixa um legado para a Arquidiocese do Rio de Janeiro e para a Igreja Católica, principalmente no que tange às questões sociais.


Arcebispo do Rio de Janeiro durante 30 anos, no período entre abril de 1971 e setembro de 2001, Dom Eugênio deixou o cargo devido ao limite de idade. Seu trabalho na Arquidiocese do Rio foi fundamentado nas experiências que teve como Arcebispo em Natal, a primeira diocese onde atuou e que governou entre 1962 e 1964, e Salvador, onde permaneceu como Arcebispo no período entre 1965 a 1971.

Um dos seus marcos foi a preocupação com a questão social. Criou algumas pastorais com este foco, como a Penal, a da Saúde, a do Trabalhador, a das Doméstiscas, a do Anônimo, a do Menor e a das Favelas. A Pastoral das Favelas surgiu em 1976, e ganhou maior visibilidade em 1978, com o caso Vidigal, comunidade localizada na Avenida Niemeyer.

Naquela época, o secretário de Obras do município alegou que o morro tinha risco de desabar, e, por isso, os moradores deveriam ser removidos e transferidos para o conjunto de Antares, em Santa Cruz. Os moradores, com o apoio da Pastoral das Favelas e de advogados, se mobilizaram e conseguiram impedir a remoção através de uma decisão judicial, afirmando que eles estavam no local há mais de duas décadas e que não havia risco iminente de desabamento.

O acontecido mudou a política fundiária. Com o respaldo legal, nenhuma comunidade poderia ser removida. A favela do Vidigal tornou-se um emblema da conquista e do direito de morar. Neste mesmo ano, o então Papa João Paulo II visitou o Rio de Janeiro e fez um discurso aos moradores da comunidade, que ficou conhecido como o “Sermão da Montanha”.

Como forma de solidariedade, o pontífice ofereceu à comunidade o seu anel papal como um presente simbolizando a solidariedade com os mais desprovidos. Para homenageá-lo, os moradores criaram um samba para o Papa.

Na década de 80, a Pastoral das Favelas criou associações de moradores e se empenhou em conscientizar as pessoas sobre o seu direito à cidadania e participação delas como forma de transformar a sociedade. A década de 90 foi marcada pelos diálogos com as ONGs e os poderes públicos. Além disso, cada comunidade ganhou uma capela. A pastoral continua, até hoje, atuante, apoiando os moradores carentes, visando à solução dos problemas de moradia.

— A importância do trabalho de Dom Eugenio com relação à Pastoral das Favelas é que ele soube unir as pessoas dos diversos segmentos da nossa sociedade para colocar os seus serviços, as suas atuações a serviço dos mais pobres e necessitados, afirmou Monsenhor Luiz Antônio Lopes, responsável pela Pastoral das Favelas.

De acordo com o Monsenhor, é justo que a Igreja dê uma atenção e esteja presente na vida dos mais pobres. A pastoral quer ser uma presença da Igreja que evangeliza, mas que também busca a transformação na qualidade de vida destas pessoas que moram nas áreas mais pobres da nossa Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Nossa Saúde: Vitamina C pode ajudar a prevenir gota.

Estudo mostra que vitamina C vinda tanto de alimentos quanto de suplementos pode prevenir gota.
 
Pesquisadores descobriram que os homens que apresentaram alto nível de consumo de vitamina C vinda de alimentos e de suplementos tinham até 45% menos probabilidades de desenvolver a doença do que aqueles que apresentaram níveis mais baixos.

A vitamina C é encontrada naturalmente em vários alimentos, como por exemplo, alguns tipos de frutas, principalmente as cítricas, ou no brócolis e, muitas vezes, é ingerida em forma de suplemento alimentar.

O pesquisador Hyon K. Choi e seus colegas afirmaram que outros estudos já haviam sugerido que a vitamina C poderia prevenir gota pela redução dos níveis do ácido úrico (substância que deve ser jogada fora pela urina) no sangue. O aumento do ácido úrico pode levar a formação de cristais, que ficam depositados no organismo, levando à dor, inflamação e inchaço.

Os pesquisadores analisaram 46.994 homens saudáveis, num período entre 1986 a 2006. Foram respondidos questionários detalhados sobre a vitamina C ingerida através de dieta e/ou suplementos a cada quatro anos. Durante o período do estudo, 1.317 novos casos de gota foram diagnosticados entre os participantes.

Os resultados mostraram que quem possuía maior nível de ingestão de vitamina C apresentava menores riscos de desenvolver gota do que outros. Por exemplo, homens com uma ingestão de vitamina C equivalente a 1500 miligramas ou mais por dia tiveram um risco 45% menor de adquirir a doença em comparação com os que tinham um consumo de vitamina C inferior a 250 miligramas por dia.

Quase todos os homens consumiam mais de 500 miligramas de vitamina C por dia tomavam suplementos. Os pesquisadores descobriram que para cada 500 miligramas de vitamina C o risco de gota foi reduzida em 15%, logo, eles sugerem que ingerir vitamina C em quantidades semelhantes as do estudo (menos de 2000 miligramas por dia) pode ser uma maneira segura e eficaz de prevenir a gota.
 
Fonte: Archives of Internal Medicine

Comunicado ao Povo de Deus

Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano



O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, cumpre o dever de informar do falecimento de seu antecessor: o Emmo. e Revmo. Senhor Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales, Arcebispo Emérito desta Arquidiocese. O mais antigo cardeal da Santa Igreja morreu serenamente no final da noite de ontem, 9 de julho, celebração de Santa Paulina do Coração Agonizante, na Residência Episcopal de Nossa Senhora da Assunção, no Sumaré. Deixa-nos com os belos números de 91 anos de vida, 69 de sacerdócio, 58 de episcopado e 43 de cardinalato.

Filho do Desembargador Celso Dantas Sales e de Josefa de Araujo Sales, nasceu em Acarí, Rio Grande do Norte, em 8 de outubro de1920, estado onde viveu e cursou os hoje chamados ensinos fundamental e médio. Sentindo-se chamado ao sacerdócio, em 1936 pede ingresso no Seminário Menor de São Pedro, sendo, no ano seguinte enviado para o Seminário Maior da Prainha em Fortaleza, Ceará, onde estudará filosofia e teologia, aí passando 7 anos. Dom Eugenio sempre falou com carinho do Seminário da Prainha; além disso, nunca esqueceu de ter sido “seminarista hóspede”, já que pertencia à Diocese de Natal, como Arcebispo do Rio de Janeiro favoreceu a formação de um grande número de sacerdotes de todo o Brasil.

Ordenado sacerdote em 21 de novembro de 1943, desenvolveu várias atividades pastorais, destacando-se pelo pioneirismo na ação social, valorizando a participação dos leigos que viam nele uma liderança natural. O jovem que queria ser engenheiro agrônomo, nunca se esqueceu o campo e seus problemas, fundou em 1949 o Serviço de Assistência Rural, formando equipes que trabalhavam tanto na área social quanto formação religiosa, buscando a melhoria de integral do homem do campo, cujo progresso incluirá uma melhor compreensão de sua dignidade e dos direitos que daí derivarão. Desse trabalho pastoral surgirão ascomunidades eclesiais de base, fruto também das Escolas Radiofônicas.

Em 1954, Pio XII o nomeia bispo-auxiliar de Natal, sendo ordenado aos 15 de agosto deste ano, solenidade da Assunção de Nossa Senhora, por Dom José de Medeiros Delgado. Feito bispo, sua atividade se multiplica naquilo se costuma denominar Movimento de Natal, um formidável conjunto de iniciativas, em grande parte bem sucedidas, de promoção humana em todas as suas dimensões.

Em 1964 é nomeado Administrador Apostólico da Arquidiocese de Salvador, deixando seu querido Rio Grande do Norte – a vida inteira se reconhecerá nordestino –, 4 anos depois (1968) se tornará Arcebispo-Primaz do Brasil, posição que deixará, caso raro, para assumir esta Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1971, já como Cardeal do Título Presbiteral de São Gregório VII, para o qual fora nomeado por Paulo VI em 1969. A Dom Eugenio custava deixar Salvador, como foi difícil deixar Natal, mas, como dizia, estava sempre pronto para obedecer, e “obedecer com alegria” a voz do Sucessor de Pedro. Aliás, este foi um dos aspectos mais belos de sua personalidade: a fidelidade irrestrita ao Papa. O Cardeal tinha autêntica devoção ao Sumo Pontífice e foi universalmente reconhecido por isso. Amigo pessoal de Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, sempre ouvimos de sua boca a convicção: seguir o Papa em suas mínimas orientações, pois é o melhor para a Igreja, para a diocese, para cada católico. Nesta defesa nunca temeu ser impopular.

Seu destemor mostrou-se também por ocasião da defesa dos perseguidos políticos. O Cardeal Sales, silenciosamente, como ele mesmo gostava de dizer, protegeu os presos políticos, ajudou-os materialmente e foi a sua voz junto às autoridades de então, e sempre foi ouvido pelo respeito de suas posições claras, não se comprometendo nem com os detentores do poder e nem com a luta armada. Muitos conhecemos histórias, vimos fotos da proteção e asilo dadas a perseguidos não só a nacionais, mas também dos países vizinhos. Socorreu, protegeu pessoas cujas posições ideológicas estavam, por vezes, em nítido contraste com a fé católica; mas, para Dom Eugenio, sua ação não poderia ser diferente, impulsionado pelo cumprimento simples e objetivo da moral católica que diferencia o pecado do pecador.

Muitas ações de Dom Eugenio foram consideradas fundamentais na vida da cidade do Rio de Janeiro, como foi o caso da Favela do Vidigal, cujos moradores não foram removidos graças à sua intervenção através da Pastoral das Favelas; a Pastoral do Menor, ambulatórios e abrigos para carentes, aidéticos… segundo a necessidade se apresentava. Enfim, uma ampla e silenciosa rede de assistência aos mais pobres que foi idealizada, levada a efeito e protegida por Dom Eugenio em seu longo governo de 30 anos em nossa Arquidiocese. Sem hostilizar os ricos, na ação social priorizava os mais pobres, tanto na assistência imediata, quanto na promoção social; não esquecendo de, serenamente, refletir sobre as causas da pobreza, denunciando-as, despidas de ideologias, em programas de rádio e televisão, em artigos em vários jornais que manteve enquanto a saúde lhe permitiu.

A vida do Sacerdote, Bispo e Cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales bem pode ser sintetizada pelo lema episcopal que escolheu: Impendam et superimpendar. O texto é tirado de 2Cor 12,15: "Quanto a mim, de bom grado despenderei, e me despenderei todo inteiro, em vosso favor. Será que, dedicando-vos mais amor, serei, por isto, menos amado?" Talvez não tenha sido por todos compreendido, sobretudo por quem dele tem um olhar superficial, mas não será esquecido nesta Arquidiocese e por tantos que sempre o chamarão de pai.

Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro.





Evangelho: Poucos trabalhadores.



Poucos trabalhadores



Mateus 9,32-38




Quando eles foram embora, algumas pessoas levaram a Jesus um homem que não podia falar porque estava dominado por um demônio. Logo que o demônio foi expulso, o homem começou a falar. Todos ficaram admirados e afirmavam:


- Nunca vimos em Israel uma coisa assim!


Mas os fariseus diziam:


- O chefe dos demônios é quem dá a esse homem poder para expulsar demônios.


Jesus andava visitando todas as cidades e povoados. Ele ensinava nas sinagogas, anunciava a boa notícia sobre o Reino e curava todo tipo de enfermidades e doenças graves das pessoas. Quando Jesus viu a multidão, ficou com muita pena daquela gente porque eles estavam aflitos e abandonados, como ovelhas sem pastor. Então disse aos discípulos:


- A colheita é grande mesmo, mas os trabalhadores são poucos. Peçam ao dono da plantação que mande mais trabalhadores para fazerem a colheita.

Santo Antônio Percierskij - 10 de julho


Santo Antônio Percierskij
983-1073



Antônio, que antes se chamava Antipas, nasceu na Ucrânia no ano de 983. Percierskij, na realidade, não é o seu sobrenome, mas sim um apelido e tem um significado: "da gruta". Trata-se de uma referência à cela, escavada por ele mesmo, no vale de Dnjepr, próximo a Kiev, que deu origem à vida monástica russa.

Antônio "da gruta", desde a adolescência, sempre buscou a solidão das cavernas, típicas de sua região, para suas orações contemplativas. Depois viveu, até os quarenta e cinco anos de idade, peregrinando solitário pelos inúmeros mosteiros do monte Athos, na Grécia. Os registros indicam que ele permaneceu alguns anos no mosteiro de Esphigmenon, quando decidiu continuar a vida de penitência e oração na sua pátria. Foi assim que escavou a primeira gruta em Kiev.

Logo surgiram muitos seguidores, e curiosos, que se sentiam atraídos pelos ensinamentos e pela fama de santidade daquele homem de oração e penitência. Todos queriam aprender com o monge sábio e justo, que nunca se mostrava irritado. Era um homem manso e silencioso, pleno de misericórdia com todos. Essa sua personalidade foi muito bem retratada pelo fiel discípulo Nestor, ao escrever "Histórias dos tempos passados".

Contudo Antônio insistia em viver solitário, enquanto os seus seguidores formavam uma comunidade. Com sua permissão, foram construindo várias celas pela região e, depois, uma primeira igreja. Assim, em 1051, surgiu o "Mosteiro das Grutas", cuja arquitetura foi projetada integrando as grutas escavadas por esses monges primitivos.

Esse mosteiro se tornou um dos centros religiosos mais importantes de toda a Rússia. A sua comunidade se tornou famosa pela caridade, instrução, prestígio cultural e pelo esplendor da liturgia ortodoxa cristã. Além das belas igrejas que iam surgindo, consideradas verdadeiras obras de arte da arquitetura eslava. Antônio não desejava dirigir todo esse movimento, mas tinha noção exata do que ocorria. Por isso manteve-se como o exemplo da comunidade e a direção ele confiou ao seu discípulo Teodósio, que sedimentou e estabeleceu as regras da vida monástica.

Por perseguição política, Antônio foi obrigado a abandonar Kiev em 1055. Foi refugiar-se próximo a Cernigov, onde criou um outro mosteiro, conservando a regras de vida do anterior, imprimindo a sua marca pelo exemplo na oração, penitência e caridade. Mas no mosteiro de Kiev, haviam permanecido alguns religiosos, guiados pelo discípulo Teodósio, que é considerado co-fundador do mosteiro. Por isso Antônio conseguiu retornar clandestinamente e lá permaneceu recluso até a sua morte, no dia 10 de julho de 1073.

Do Mosteiro da Gruta de Kiev original restou uma parte não muito grande, pois nos anos de 1299 e 1316 foi quase destruído pelas invasões dos tártaros. Em1926, foi fechado pelo regime comunista. Só em 1988 ele foi reaberto definitivamente. Hoje, ele faz parte do patrimônio da humanidade, como um monumento tombado e conservado pela Unesco.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Nosso Bolso: Aprenda a renovar o guarda-roupas sem dívidas.

Sem dúvida, a meta mais difícil para a maioria das mulheres, é entrar e sair de um shopping Center sem comprar uma peça de roupa ou um calçado. Deixar o cartão de crédito em casa então, nem se fala.

Nesse caso existem duas importantes questões que devem ser feitas:

  • Eu preciso mesmo desse produto?
  • Eu estou preparada para bancar mais esse valor na fatura do meu cartão?

Uma coisa é certa.  A conta vai chegar. Mesmo que a fatura seja desviada, e não chegue em sua caixa de correspondência, a conta vai continuar existindo. Não adianta se lamentar depois. Não se esqueça de que para manter o orçamento em dia, as prioridades são controlar os gastos e pagar sempre o valor total da fatura, para não cair nos juros.

Se você viu o produto ofertado na vitrine e quer de qualquer maneira consumi-lo, não tem problema. Desde que você mantenha um controle, ou seja, somente tome esta decisão se você realmente estiver com o seu orçamento em dia.

Outra dica importante, para as mulheres que compram pelo menos um par de sapatos para combinar com a cor da nova roupa. Procure comprar um calçado que combine com diversas cores de roupas, os chamados coringas. Você vai fazer um bem enorme para o seu orçamento.

Se você tem poucas roupas, e se incomoda com fato de ter que repeti-las, evite comprar peças de cores marcantes, compre peças curinga em cores neutras e transforme o look com acessórios.

                                                                                        
Trocas e brechós

Uma boa pedida para quem quer renovar o guarda-roupa gastando pouco são os brechós e bazares, em que podem ser encontradas peças em bom estado, muitas com pouco ou nenhum uso, e preços bem mais acessíveis.

Outra forma de adquirir peças novas sem gastar é tornar-se adepta dos bazares de troca. Você pode organizar uma reunião com as amigas para realizarem as trocas ou procurar eventos deste tipo que já existem, inclusive os que são organizados virtualmente. A prática dos encontros de trocas de roupas já é bastante conhecida entre as inglesas e norte-americanas. Chamados de clothing swap, esses bazares às vezes são organizados até por empresas especializadas. Por aqui, a moda vem chegando aos poucos.

A prática dos encontros de trocas de roupas já é bastante conhecida entre as inglesas e norte-americanas. Chamados de clothing swap, esses bazares às vezes são organizados até por empresas especializadas. Por aqui, a moda vem aos poucos sendo aderida por muitas brasileiras.

O site Moda que Muda é uma das opções para quem ainda não sabe como começar.  Na página existe o item E-bazar, em que um grupo de amigas se inscreve e a equipe do site filma tudo que acontece. Primeiro é sorteada a ordem de quem tem direito a escolha da peça, que está exposta em uma arara junto com as outras.  Cada uma escolhe uma roupa por vez. O restante pode ser doado ou então fica de presente para quem quiser. Mas nada impede de vocês combinarem outras formas.
* Com informações do Finanças na Balança.



Evangelho: Jesus cura uma mulher e uma menina.



Jesus cura uma mulher e uma menina



Mateus 9,18-26




Enquanto Jesus estava falando ao povo, um chefe religioso chegou perto dele, ajoelhou-se e disse:


- A minha filha morreu agora mesmo! Venha e ponha as mãos sobre ela para que viva de novo.


Então Jesus foi com ele, e os seus discípulos também foram.


Certa mulher, que fazia doze anos que estava com uma hemorragia, veio por trás de Jesus e tocou na barra da capa dele. Pois ela pensava assim: "Se eu apenas tocar na capa dele, ficarei curada."


Jesus virou, viu a mulher e disse: - Coragem, minha filha! Você sarou porque teve fé.


E naquele momento a mulher ficou curada. Depois Jesus foi para a casa do chefe religioso. Quando viu os que tocavam música fúnebre e viu a multidão numa confusão geral, disse:


- Saiam todos daqui! A menina não morreu; ela está dormindo!


Então começaram a caçoar dele. Logo que a multidão saiu, Jesus entrou no quarto em que a menina estava, pegou-a pela mão, e ela se levantou. E a notícia a respeito disso se espalhou por toda aquela região.

Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus - 09 de julho


Santa Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus

1865-1942

Fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição

Amábile Lúcia Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, província de Trento, no norte da Itália. Foi a segunda filha do casal Napoleão e Anna, que eram ótimos cristãos, mas muito pobres.


Nessa época, começava a emigração dos italianos, movida pela doença e carestia que assolava a região. Foi o caso da família de Amábile, que em setembro de 1875 escolheu o Brasil e o local onde muitos outros trentinos já haviam se estabelecido no estado de Santa Catarina, em Nova Trento, na pequena localidade de Vigolo.

Assim que chegou, Amábile conheceu Virgínia Rosa Nicolodi e tornaram-se grandes amigas. As duas se confessam apaixonadas pelo Senhor Jesus e não era raro encontrá-las, juntas, rezando fervorosamente. Fizeram a primeira comunhão no mesmo dia, quando Amábile já tinha completado doze anos de idade.

Logo em seguida, o padre Servanzi a iniciou no apostolado paroquial, encarregando-a da catequese das crianças, da assistência aos doentes e da limpeza da capela de seu vilarejo, Vigolo, dedicada a são Jorge. Mas mal sabia o padre que estaria confirmando a vocação da jovem Amábile para o serviço do Senhor.

Amábile incluía, sempre, Virgínia nas atividades para ampliar o campo de ação. Dedicava-se de corpo e alma à caridade, servia consolando e ajudando os necessitados, os idosos, os abandonados, os doentes e as crianças. As obras já eram reconhecidas e notadas por todos, embora não soubesse que já se consagrava a Deus.

Com a permissão de seu pai, Amábile construiu um pequeno casebre, num terreno doado por um barão, próximo à capela, para lá rezar, cuidar dos doentes, instruir as crianças. A primeira paciente foi uma mulher portadora de câncer terminal, a qual não tinha quem lhe cuidasse. Era o dia 12 de julho de 1890, data considerada como o dia da fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que iniciou com Amábile e Virgínia atuando como enfermeiras.

Essa também foi a primeira congregação religiosa feminina fundada em solo brasileiro, tendo sido aprovada pelo bispo de Curitiba, em agosto 1895. Quatro meses depois, Amábile, Virgínia e Teresa Anna Maule, outra jovem que se juntou a elas, fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Também foi nomeada superiora, passando a ser chamada de madre Paulina.

A santidade e a vida apostólica de madre Paulina e de suas irmãzinhas atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Além do cuidado dos doentes, das crianças órfãs, dos trabalhos da paróquia, trabalhavam também na pequena indústria da seda para poderem sobreviver.

Em 1903, com o reconhecimento de sua obra, madre Paulina foi convidada a transferir-se para São Paulo. Fixando-se junto a uma capela no bairro do Ipiranga, iniciou a obra da "Sagrada Família" para abrigar os ex-escravos e seus filhos depois da abolição da escravatura, ocorrida em 1888. Em 1918, madre Paulina foi chamada à Casa-geral, em São Paulo, com o reconhecimento de suas virtudes, para servir de exemplo às jovens vocações da sua congregação. Nesse período, destacou-se pela oração constante e pela caridosa e contínua assistência às irmãzinhas doentes.

Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um período de grande sofrimento, iniciando com a amputação do braço direito, até a cegueira total. Madre Paulina morreu serenamente no dia 9 de julho de 1942, na Casa-geral de sua congregação, em São Paulo.

Ela foi beatificada pelo papa João Paulo II em 1991, quando o papa visitou, oficialmente, o Brasil. Depois, o mesmo pontífice canonizou-a em 2002, tornando-se, assim, a primeira santa do Brasil.

domingo, 8 de julho de 2012

Evangelho: Jesus em Nazaré.



Jesus em Nazaré



Mc 6,1-6


Jesus voltou com os seus discípulos para a cidade de Nazaré, onde ele tinha morado. No sábado começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o estavam escutando ficaram admirados e perguntaram:


- De onde é que este homem consegue tudo isso? De onde vem a sabedoria dele? Como é que faz esses milagres? Por acaso ele não é o carpinteiro, filho de Maria? Não é irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não moram aqui?


Por isso ficaram desiludidos com ele. Mas Jesus disse:


- Um profeta é respeitado em toda parte, menos na sua terra, entre os seus parentes e na sua própria casa.


Ele não pôde fazer milagres em Nazaré, a não ser curar alguns doentes, pondo as mãos sobre eles. 6E ficou admirado com a falta de fé que havia ali.

Eugênio III, Bem-Aventurado - 08 de julho


Eugênio III

Bem-aventurado

Papa

+1153
 
O papa Eugênio III nasceu em Montemagno, numa família cristã, rica e da nobreza italiana. Foi batizado com o nome de Píer Bernardo Paganelli, estudou e recebeu a ordenação sacerdotal na diocese de Pisa, centro cultural próximo da sua cidade natal.


Possuía um temperamento reservado, era inteligente, muito ponderado e calmo. Segundo os registros da época, em 1130 ele teve um encontro com o religioso Bernardo de Claraval, fundador da Ordem dos Monges Cistercienses e hoje um santo da Igreja. A afinidade entre ambos foi tão grande que, cinco anos depois, Píer Bernardo ingressou no mosteiro dirigido pelo amigo e vestiu o hábito cisterciense.

Através da convivência com Bernardo de Claraval, ele se tornou conhecido, pois foi escolhido para abrir um outro mosteiro da Ordem em Farfa, diocese de Viterbo, sendo consagrado o abade pelo papa Inocêncio II. Quando esse papa morreu, o abade Píer Bernardo foi eleito sucessor.

Isto ocorreu não por acaso, ele era o homem adequado para enfrentar a difícil e delicada situação que persistia na época. Roma estava agitada e às voltas com graves transtornos provocados, especialmente, pelo líder político Arnaldo de Bréscia e outros republicanos que exigiam que fosse eleito um papa que forçasse a entrega do poder político ao seu partido. Muitas casas de bispos e cardeais já tinham sido saqueadas. Por isso os cardeais resolveram escolher o abade Píer Bernardo, justamente porque ele estava fora do colégio cardinalício, portanto isento das pressões dos republicanos.

Ele assumiu o pontificado com o nome de papa Eugênio III. Mas teve de fugir de Roma à noite, horas após sua eleição, para ser coroado no mosteiro de Farfa, em Viterbo. Era o dia 18 de fevereiro de 1145. Como a situação da cidade não era segura, o novo papa e seus cardeais decidiram mudar para Viterbo. Quando a população romana foi informada, correu para pedir sua volta. Foi assim, apoiado pelo povo, que o papa Eugênio III retornou para Roma e assumiu o controle da cidade, impondo a paz. Infelizmente, durou pouco.

Em 1146, Arnaldo passou a exigir a destruição total de Trívoli. Novamente o papa Eugênio III teve de fugir. Como se recusou a comandar o massacre, ele corria risco de morte. Teve de atravessar os Alpes para ingressar na França, onde permaneceu exilado por três anos.

Os conflitos não paravam, o povo estava sempre nas ruas, liderado por Arnaldo, e o papa teve de ser duro com os insubordinados da Igreja que se aproveitavam da situação. Nesse período, convocou quatro concílios para impor disciplina. Também depôs os arcebispos de York e Mainz; promoveu uma séria reforma na Igreja e na Cúria Romana em defesa da ortodoxia nos estudos eclesiásticos. Enviou o cardeal Breakspear, o futuro papa Adriano IV, para divulgá-la na Escandinávia, enquanto ele próprio ainda o fazia percorrendo o norte da Itália.

Só retornou a Roma depois de receber ajuda do imperador alemão Frederico Barba-Roxa, contra os republicanos de Arnaldo. Ainda pôde defender a Igreja contra os invasores turcos e iniciar a construção do palácio pontifício. Morreu no dia 8 de julho de 1153, depois de governar a Igreja por oito anos e cinco meses, num período tão complicado e violento da história. O papa Eugênio III foi beatificado em 1872.

sábado, 7 de julho de 2012

Evangelho: Jesus e o jejum.



Jesus e o jejum



Mateus 9,14-17


Então os discípulos de João Batista chegaram perto de Jesus e perguntaram:


- Por que é que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os discípulos do senhor não jejuam?


Jesus respondeu:


- Vocês acham que os convidados de um casamento podem estar tristes enquanto o noivo está com eles? Claro que não! Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!


- Ninguém usa um retalho de pano novo para remendar uma roupa velha; pois o remendo novo encolhe e rasga a roupa velha, aumentando o buraco. Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Pelo contrário, o vinho novo é posto em odres novos, e assim não se perdem nem os odres nem o vinho.

São Vilibaldo - 07 de julho


São Vilibaldo



700-787
 
Vilibaldo nasceu em 22 de outubro de 700, na cidade de Wessel, na Inglaterra. Pertencia à casa real dos Kents, seu pai era o rei Ricardo I e os irmãos eram Vunibaldo e Valburga. Todos eles, mais tarde, inscritos no livro dos santos da Igreja.


Ainda criança, ele foi confiado aos monges beneditinos da Abadia de Waltham, que cuidaram se sua formação intelectual e religiosa. Foi ali, entre eles, que decidiu ser também um monge. Mas, em 720, saiu do mosteiro e da Inglaterra, antes de fazer os votos definitivos, e nunca mais voltou para sua pátria. Na companhia de seu pai e seu irmão, seguiu para uma longa peregrinação, cuja meta final era Jerusalém. A viagem foi interrompida em 722, quando seu pai, o rei, morreu na Itália. Assim, ele e o irmão resolveram ficar em Roma.

Dois anos depois, sem Vunibaldo, continuou a peregrinação percorrendo toda a Palestina, que estava sob o domínio árabe. Os peregrinos, em geral, eram bem acolhidos, entretanto, por causa das tensões políticas com o Império do Oriente, Vilibaldo e outros peregrinos quase foram presos, mas puderam prosseguir o caminho em paz. Cinco anos depois, em 729, retornou para Roma.

Nesse mesmo ano, o papa Gregório II o enviou para o Mosteiro de Montecassino, que havia sido reerguido das ruínas e carecia de um novo quadro de monges. Vilibaldo deu, então, novo fôlego a esse celeiro de homens dedicados à santificação, restabelecendo as regras beneditinas, de acordo com o Livro do fundador, que permanecera a salvo em Roma. Assim, este "quase-monge" inglês, que ainda continuava sem os votos definitivos, recebeu a relíquia do papa e com ela organizou e formou uma nova geração de monges, dentro da verdadeira tradição e do estilo de vida espiritual instituído pelo fundador. A essa obra dedicou outros dez anos de sua vida.

Novamente foi a Roma, para encontrar-se com o papa sucessor, Gregório III, que lhe pediu ajuda para a evangelização da Germânia. Assim, Vilibaldo tornou a partir, viajando por todos os recantos da Europa. Até ser requisitado por seu tio, o arcebispo da Alemanha, que alicerçava uma estrutura diocesana na região e precisava do seu auxilio. Só em 740 Vilibaldo recebeu a ordem sacerdotal definitiva, para ser consagrado bispo de Eichestat, pelo próprio tio, Bonifácio, hoje santo e chamado "apóstolo da Alemanha".

O bispo Vilibaldo construiu sua catedral, fundou um mosteiro e, sobretudo, controlou rigorosamente todos os outros que ali existiam, por determinação de Bonifácio. A partir de então, iniciou uma experiência nova: a de evangelizador itinerante, colocando-se frente a frente com os fiéis que aos poucos iam se convertendo ao cristianismo.

À obra dedicou-se até morrer, no dia 7 de julho de 787, no seu mosteiro de Eichestat, na Alemanha. Com fama de santidade ainda em vida, logo passou a ser venerado num culto espontâneo e vigoroso, muito antes do seu reconhecimento canônico, em 1256.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Nosso Arraiá ta chegando!!!

Teleférico: 1 ano de mudanças para o bairro de Bonsucesso e seus moradores.

Michel Sores 


No próximo domingo, dia 8 de julho, o primeiro transporte de massa por cabos do Brasil, o Teleférico do Alemão, estará completando 1 ano, cuja primeira estação fica em Bonsucesso. Não foi só a paisagem que mudou com a construção do novo meio de transporte, mas a vida dos moradores das comunidades do Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Palmeiras, onde ficam as estações.


— Para chegar lá em baixo antes do teleférico era muito complicado. Nós tínhamos que pegar uma Kombi e isso demorava mais de 30 minutos. Agora só levo uns 10 minutos pra descer a comunidade, disse Maria de Lourdes, moradora do Alemão.

Os moradores das comunidades, ainda têm o direito a duas passagens gratuitas diárias (uma de ida e outra de volta), onde bastam se dirigir a primeira estação que fica em Bonsucesso, onde tem um posto do Rio Card e fazer o cadastro.

- Consigo fazer uma bela economia no final do mês se levar em consideração o valor que não gasto para ter que descer e depois subir, afirmou Sr. Antônio dos Santos, morador da Comunidade do Itararé.

Segundo o último levantamento do Governo do Rio, até abril de 2012 o teleférico já atendeu mais de 2 milhões de passageiros. Em média 10 mil pessoas usam esse meio de transporte diariamente, por meio de 52 gôndolas ou bondinhos (como os moradores chamam), com capacidade para 10 pessoas cada.

Atualmente o teleférico funciona de segunda a sexta-feira, das 06h às 21h, sábados, das 08h às 20h, e domingos e feriados, das 09h às 15h. A tarifa unitária é de R$1,00.

Fotos: Internet.

Evangelho: Jesus e Mateus.



Jesus e Mateus



Mateus 9,9-13


Jesus saiu dali e, no caminho, viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus lhe disse:


- Venha comigo.


Mateus se levantou e foi com ele. Mais tarde, enquanto Jesus estava jantando na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama chegaram e sentaram-se à mesa com Jesus e os seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos:


- Por que é que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama?


Jesus ouviu a pergunta e respondeu:


- Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Vão e procurem entender o que quer dizer este trecho das Escrituras Sagradas: "Eu quero que as pessoas sejam bondosas e não que me ofereçam sacrifícios de animais." Porque eu vim para chamar os pecadores e não os bons.

Santa Maria Goretti - 06 de julho.


Santa Maria Goretti



1890-1902
 
Maria Goretti, humilde camponesa, nasceu em 16 de outubro de 1890 na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criavam os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo.


A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. Uma de suas irmãs, mais tarde, tornou-se freira franciscana. As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado até fixar-se num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nessa localidade, a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli, ancião de sessenta anos de idade que tinha dois filhos, Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade. Assim, todos trabalhavam na lavoura enquanto a jovem Maria cuidava da casa e dos irmãos pequenos.

Desse modo, Maria nunca pôde estudar, mas ao lado da família sempre freqüentou a igreja. Ela só estudou o catecismo para fazer a primeira comunhão, aos doze anos de idade, um ano após a morte de seu pai. Quando isto ocorreu, o senhor João, compadecido, manteve tudo como estava, contando apenas com a viúva para o trabalho na lavoura. Porém o problema era seu filho Alexandre, que passara a assediar Maria. Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo. Até que, no dia 5 de julho de 1902, ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu.

Naquele dia, Alexandre trabalhava ao lado de Assunta quando inventou um pretexto, deixou a lavoura. Foi para o lar dos Goretti portando uma barra de ferro com ponta afiada, sabia que Maria estaria sozinha e indefesa. Primeiro insinuou, depois exigiu, por fim ameaçou a jovem de morte se não satisfizesse seus desejos. Mesmo temendo o pior, Maria resistiu dizendo que aquilo era um pecado mortal. Alexandre, transtornado por não alcançar seu intento, passou a golpear violentamente o corpo da menina.

Ela ainda foi levada com vida a um hospital, após ser vitimada com quatorze perfurações. E teve tempo de perdoar seu agressor, pedindo a sua mãe e seus irmãos que fizessem o mesmo, por amor a Jesus. Maria Goretti morreu no dia seguinte ao ataque, no dia 6 de julho de 1902. Quanto a Alexandre, foi preso, quase linchado e condenado a trabalhos forçados. Porém, depois de vinte e sete anos de prisão, foi solto por bom comportamento. Depois de ir a Corinaldo pedir perdão à mãe de Maria Goretti, ingressou num convento capuchinho, onde viveu sua sincera conversão até morrer.

Muitos milagres passaram a acontecer por intercessão da pequena menina virgem. A fé na sua santidade cresceu e espalhou-se de tal forma no mundo cristão que, em 1950, ela foi canonizada. Na solenidade, estava presente a sua mãe Assunta, então com oitenta e quatro anos, ao lado de quatro de seus filhos e Alexandre Sereneli, o agressor sinceramente convertido. O papa Pio XII declarou santa Maria Goretti padroeira das virgens cristãs. Até hoje continuam as romarias ao Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Nettuno, onde se encontra a sepultura da santa, há dez quilômetros do povoado onde tudo aconteceu.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Evangelho: Fé que faz milagres



Fé que faz milagres


Mateus 9,1-8






Jesus entrou num barco, voltou para o lado oeste do lago e chegou à sua cidade. Então algumas pessoas trouxeram um paralítico deitado numa cama. Jesus viu que eles tinham fé e disse ao paralítico:


- Coragem, meu filho! Os seus pecados estão perdoados.


Aí alguns mestres da Lei começaram a pensar:


- Este homem está blasfemando contra Deus.


Porém Jesus sabia o que eles estavam pensando e disse:


- Por que é que vocês estão pensando essas coisas más? O que é mais fácil dizer ao paralítico: "Os seus pecados estão perdoados" ou "Levante-se e ande"? Pois vou mostrar a vocês que eu, o Filho do Homem, tenho poder na terra para perdoar pecados.


Então disse ao paralítico:


- Levante-se, pegue a sua cama e vá para casa.


O homem se levantou e foi para casa. Quando o povo viu isso, ficou com medo e louvou a Deus por dar esse poder a seres humanos.

Santo Antônio Maria Zacarias - 05 de julho


Santo Antônio Maria Zacarias



1502-1539

Fundou a congregação dos

Clérigos Regulares de São Paulo "barnabitas",

e a congregação das

Angélicas de São Paulo


Antônio Maria nasceu na rica família Zacarias, da tradicional nobreza italiana, na cidade de Cremona, em 1502. Era o filho único de Lázaro e Antonieta, e seu pai morreu quando ele tinha apenas dois anos de idade. Nessa ocasião não faltaram os pretendentes à mão da jovem viúva, que contava com dezoito anos de idade. Mas Antonieta preferiu afastar-se de todos. Tornou-se exemplo de vida austera, séria e voltada para a fé, dedicando-se exclusivamente à educação e formação do filho. E seu empenho ilustra a alma do homem que preparou para o mundo e para a Igreja.


Em pouco tempo, Antônio Maria era conhecido por sua inteligência precoce e, ao mesmo tempo, pela disposição à caridade e humildade. Contam os escritos que era comum chegar do colégio sem seu caro manto de lã, pois o deixava sobre os ombros de algum mendigo que estava exposto ao rigor do frio.

Ao completar dezoito anos de idade, doou toda sua herança para sua mãe, e foi estudar filosofia em Pávia e medicina em Pádua. Ao contrário dos demais estudantes, que pouco aprendiam e mais se dedicavam à vida de diversões das metrópoles, como em todas as épocas, Antônio Maria usava todo o seu tempo para estudar e meditar. Em vez de vestir-se como fidalgo, preferia as roupas simples e comportava-se com humildade.

Depois de formado, exerceu a medicina junto ao povo, cuidando principalmente dos que não tinham recursos. Conta a tradição que, além de curar os males do corpo, ele confortava as tristezas da alma de seus pobres pacientes.

Distribuía os remédios científicos juntamente com o conforto, a esperança e a paz de espírito. Finalmente, sua espiritualidade venceu a ciência e, em 1528, Antônio Maria ordenou-se sacerdote.

Com as bênçãos da mãe, que ficou feliz, mas sozinha, ele foi exercer seu apostolado em Milão. Ali, na companhia de Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, cujos membros ficaram conhecidos como "barnabitas", pois a primeira Casa da Ordem foi erguida ao lado da igreja de São Barnabé, em Milão. Depois, com apoio da condessa de Guastalla, Ludovica Torelli, fundou também a Congregação feminina das Angélicas de São Paulo e criou o Grupo de Casais, para os leigos. Toda a sua Obra se voltou à reforma do clero e dos leigos, reaproximando-os dos legítimos preceitos cristãos.

Tendo como modelo são Paulo, era também um devoto extremado da santa eucaristia. Foi o padre Antônio Maria que instituiu as "quarenta horas de adoração ao Santíssimo Sacramento", e também o soar dos sinos às quinze horas para indicar a Paixão de Jesus na cruz.

Durante uma de suas numerosas missões de oração e pregação que efetuava na Itália meridional, foi acometido pela epidemia que se alastrava na região. Não tinha ainda completado os trinta e sete anos de idade quando isto aconteceu. Como médico que era, sabia que a morte se aproximava, voltou então para os braços da dedicada mãe Antonieta.

Ele morreu, sob o teto da mesma casa onde nasceu, em 5 de julho de 1539, e foi canonizado em 1897. Tendo em vista a criação do Grupo de Casais, santo Antônio Maria Zacarias é considerado o pioneiro da Pastoral Familiar na história da Igreja.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Evangelho: Jesus liberta do mal.



Jesus liberta do mal


Mateus 8,28-34


Quando Jesus chegou à região de Gadara, no lado leste do lago da Galiléia, foram se encontrar com ele dois homens que estavam dominados por demônios. Eles vinham do cemitério, onde estavam morando. Eram tão violentos e perigosos, que ninguém se arriscava a passar por aquele caminho. Eles começaram a gritar:

- Filho de Deus, o que o senhor quer de nós? O senhor veio aqui para nos castigar antes do tempo?

Acontece que perto dali estavam muitos porcos comendo. E os demônios pediram a Jesus com insistência:

- Se o senhor vai nos expulsar, nos mande entrar naqueles porcos!

- Pois vão! - disse Jesus.

Os demônios foram e entraram nos porcos, e estes se atiraram morro abaixo, para dentro do lago, e se afogaram.

Os homens que tomavam conta dos porcos fugiram e chegaram até a cidade. Lá contaram tudo isso e também o que havia acontecido com os dois homens que estavam dominados por demônios. Então todos os moradores daquela cidade saíram para se encontrar com Jesus; e, quando o encontraram, pediram com insistência que fosse embora da terra deles.

Santa Isabel de Portugal - 04 de julho


Santa Isabel de Portugal



                                                                       1271-1336

Isabel nasceu na Espanha, em 1271. Entre seus antepassados estão muitos santos, reis e imperadores. Era filha de Pedro II, rei de Aragão, que, no entanto, era um jovem príncipe quando ela nasceu. Sem querer ocupar-se com a educação da filha, o monarca determinou que fosse cuidada pelo avô, Tiago I, que se convertera ao cristianismo e levava uma vida voltada para a fé. Sorte da pequena futura rainha, que recebeu, então, uma formação perfeita e digna no seguimento de Cristo.


Tinha apenas doze anos quando foi pedida em casamento por três príncipes, como nos contos de fadas. Seu pai escolheu o herdeiro do trono de Portugal, dom Dinis. Esse casamento significou para Isabel uma coroa de rainha e uma cruz de martírio, que carregou com humildade e galhardia nos anos seguintes de sua vida.

Isabel é tida como uma das rainhas mais belas das cortes espanhola e portuguesa; além disso, possuía uma forte e doce personalidade, era também muito inteligente, culta e diplomata. Ela deu dois filhos ao rei: Constância, que seria no futuro rainha de Castela, e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. Mas eram incontáveis as aventuras extraconjugais do rei, tão conhecidas e comentadas que humilhavam profundamente a bondosa rainha perante o mundo inteiro.

Ela nunca se manifestava sobre a situação, de nada reclamava e a tudo perdoava, mantendo-se fiel ao casamento em Deus, que fizera. Criou os filhos, inclusive os do rei fora do casamento, dentro dos sinceros preceitos cristãos.

Perdeu cedo a filha e o genro, criando ela mesma o neto, também um futuro monarca. Não bastassem essas amarguras familiares, foi vítima das desavenças políticas do marido com parentes, e sobretudo do comportamento de seu filho Afonso, que tinha uma personalidade combativa. Depois, ainda foi caluniada por um cortesão que dela não conseguiu se aproximar. A rainha muito sofreu e muito lutou até provar inocência de forma incontestável.

Sua atuação nas disputas internas das cortes de Portugal e Espanha, nos idos dos séculos XIII e XIV, está contida na história dessas cortes como a única voz a pregar a concórdia e conseguir a pacificação entre tantos egos desejosos de poder. Ao mesmo tempo que ocupava o seu tempo ajudando a amenizar as desgraças do povo pobre e as dores dos enfermos abandonados, com a caridade da sua esmola e sua piedade cristã.

Ergueu o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra para as jovens piedosas da corte, O mosteiro cisterciense de Almoste e o santuário do Espírito Santo em Alenquer. Também fundou, em Santarém, o Hospital dos Inocentes, para crianças cujas mães, por algum motivo, desejavam abandonar. Com suas posses sustentava asilos e creches, hospitais para velhos e doentes, tratando pessoalmente dos leprosos. Sem dúvida foi um perfeito símbolo de paz, do seu tempo.

Quando o marido morreu, em 1335, Isabel recolheu-se no mosteiro das clarissas de Coimbra, onde ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Antes, porém, abdicou de seu título de nobreza, indo depositar a coroa real no altar de São Tiago de Compostela. Doou toda a sua imensa fortuna pessoal para as suas obras de caridade. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, na oração, piedade e mortificação, atendendo os pobres e doentes, marginalizados.

A rainha Isabel de Portugal morreu, em Estremoz, no dia 4 de julho de 1336. Venerada como santa, foi sepultada no Mosteiro de Coimbra e canonizada pelo papa Urbano VIII em 1665. Santa Isabel de Portugal foi declarada padroeira deste país, sendo invocada pelos portugueses como "a rainha santa da concórdia e da paz".

terça-feira, 3 de julho de 2012

Nossa Saúde: Faça das refeições em família um hábito

Segundo pesquisa, jovens que se alimentam em família adquirem melhores hábitos alimentares.

Um novo estudo afirma que apesar de se sentar para comer em família possa parecer chato para as crianças, isso traz muitos benefícios futuros.

Pré-adolescentes em transição para a adolescência que tem o costume de realizar refeições em família possuem uma dieta com mais qualidade, e uma boa dieta pode se tornar um hábito que será levado para a idade adulta.

O estudo foi realizado com 303 meninos e 374 meninas, estudantes do subúrbio e de escolas públicas de St. Paul/Minneapolis (no estado de Minnesota, EUA). Eles preencheram questionários entre 1998 e 1999, quando tinham entre 12 ou 13 anos. Após 5 anos, eles completaram outro questionário.

Os pesquisadores analisaram dados sobre o peso dos adolescentes e o que eles consumiam, fatores que podem afetar a saúde.
As refeições em família aconteciam 5 ou mais vezes por semana, mas com o passar do tempo, esse número foi diminuindo. Enquanto na pré-adolescência essas refeições eram comuns entre 60% dos jovens, quando adolescentes o número caiu para 30%.

Segundo os pesquisadores, quem realiza refeições em família geralmente come nas horas certas, não pula o café da manhã ou o jantar e ingere mais alimentos ricos em cálcio, fibras e nutrientes variados. Eles também afirmam que dos 12 anos até a adolescência é um dos períodos mais dinâmicos de desenvolvimento na vida de uma pessoa, e bons hábitos adquiridos nessa fase poderão durar para sempre. 
Fonte: 
Journal of Nutrition Education and Behavior

Evangelho: Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!"



Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!"


Jo 20,2-29

Então foi correndo até o lugar onde estavam Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus amava, e disse:

- Tiraram o Senhor Jesus do túmulo, e não sabemos onde o puseram!

Então Pedro e o outro discípulo foram até o túmulo. Os dois saíram correndo juntos, mas o outro correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro. Ele se abaixou para olhar lá dentro e viu os lençóis de linho; porém não entrou no túmulo. Mas Pedro, que chegou logo depois, entrou. Ele também viu os lençóis colocados ali e a faixa que tinham posto em volta da cabeça de Jesus. A faixa não estava junto com os lençóis, mas(Eles ainda não tinham entendido as Escrituras Sagradas, que dizem que era preciso que Jesus ressuscitasse.) E os dois voltaram para casa. Maria Madalena tinha ficado perto da entrada do túmulo, chorando. Enquanto chorava, ela se abaixou, olhou para dentro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus. Um estava na cabeceira, e o outro, nos pés. Os anjos perguntaram:

- Mulher, por que você está chorando? Ela respondeu:

- Levaram embora o meu Senhor, e eu não sei onde o puseram! Depois de dizer isso, ela virou para trás e viu Jesus ali de pé, mas não o reconheceu. Então Jesus perguntou:

- Mulher, por que você está chorando? Quem é que você está procurando? Ela pensou que ele era o jardineiro e por isso respondeu:

- Se o senhor o tirou daqui, diga onde o colocou, e eu irei buscá-lo.

- Maria! - disse Jesus. Ela virou e respondeu em hebraico:

- "Rabôni!" (Esta palavra quer dizer "Mestre".)

Jesus disse: - Não me segure, pois ainda não subi para o meu Pai. Vá se encontrar com os meus irmãos e diga a eles que eu vou subir para aquele que é o meu Pai e o Pai deles, o meu Deus e o Deus deles.

Então Maria Madalena foi e disse aos discípulos de Jesus: - Eu vi o Senhor!

E contou o que Jesus lhe tinha dito.

Naquele mesmo domingo, à tarde, os discípulos de Jesus estavam reunidos de portas trancadas, com medo dos líderes judeus. Então Jesus chegou, ficou no meio deles e disse: - Que a paz esteja com vocês!

Em seguida lhes mostrou as suas mãos e o seu lado. E eles ficaram muito alegres ao verem o Senhor. Então Jesus disse de novo:

- Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês. Depois soprou sobre eles e disse:

- Recebam o Espírito Santo. Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não são perdoados. Acontece que Tomé, um dos discípulos, que era chamado de "o Gêmeo", não estava com eles quando Jesus chegou. Então os outros discípulos disseram a Tomé:

- Nós vimos o Senhor! Ele respondeu:

- Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, e não tocar ali com o meu dedo, e também se não puser a minha mão no lado dele, não vou crer!

Uma semana depois, os discípulos de Jesus estavam outra vez reunidos ali com as portas trancadas, e Tomé estava com eles. Jesus chegou, ficou no meio deles e disse: - Que a paz esteja com vocês! Em seguida disse a Tomé:

- Veja as minhas mãos e ponha o seu dedo nelas. Estenda a mão e ponha no meu lado. Pare de duvidar e creia!

Então Tomé exclamou: - Meu Senhor e meu Deus!

- Você creu porque me viu? - disse Jesus. - Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram!



São Tomé Apóstolo - 03 de julho


São Tomé
Apóstolo
Século I
 
Embora na nossa memória a presença de são Tomé faça sempre pensar em incredulidade e nos lembre daqueles que "precisam ver para crer", sua importância não se resume a permitir a inclusão na Bíblia da dúvida humana. Ela nos remete, também, a outras fraquezas naturais do ser humano, como a aflição e a necessidade de clareza e pé no chão. Mas, e principalmente, mostra a aceitação dessas fraquezas por Deus e seu Filho no projeto de sua vinda para nossa salvação.


São três as grandes passagens do apóstolo Tomé no livro sagrado. A primeira é quando Jesus é chamado para voltar à Judéia e acudir Lázaro. Seu grupo tenta impedir que se arrisque, pois havia ameaças dos inimigos e Jesus poderia ser apedrejado. Mas ele disse que iria assim mesmo e, aflito, Tomé intima os demais: "Então vamos também e morramos com ele!"

Na segunda passagem, demonstra melancolia e incerteza. Jesus reuniu os discípulos no cenáculo e os avisou de que era chegada a hora do cumprimento das determinações de seu Pai. Falou com eles em tom de despedida, conclamando-os a segui-lo: "Para onde eu vou vocês sabem. E também sabem o caminho". Tomé queria mais detalhes, talvez até tentando convencer Jesus a evitar o sacrifício: "Se não sabemos para onde vais, como poderemos conhecer o caminho?". A resposta de Jesus passou para a história: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim".

E a terceira e definitiva passagem foi a que mais marcou a trajetória do apóstolo. Foi justamente quando todos lhe contaram que o Cristo havia ressuscitado, pois ele era o único que não estava presente ao evento. Tomé disse que só acreditaria se visse nas mãos do Cristo o lugar dos cravos e tocasse-lhe o peito dilacerado. A dúvida em pessoa, como se vê. Mas ele pôde comprovar tanto quanto quis, pois Jesus lhe apareceu e disse: "Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos!... Não sejas incrédulo, acredita!" Dessa forma, sua incredulidade tornou-se apenas mais uma prova dos fatos que mudaram a história da humanidade.

O apóstolo Tomé ou Tomás, como também é chamado, tinha o apelido de Dídimo, que quer dizer "gêmeo e natural da Galiléia". Era pescador quando Jesus o encontrou e o admitiu entre seus discípulos.

Após a crucificação e a ressurreição, pregou entre os medos e os partas, povos que habitavam a Pérsia. Há também indícios de que tenha levado o Evangelho à Índia, segundo as pistas encontradas por são Francisco Xavier no século XVI. Morreu martirizado com uma lança, segundo a antiga tradição cristã. Sua festa é comemorada em 3 de julho.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Estreia de Nova Coluna: Nosso Bolso. Desconto falso: você sabe o que é isso?

Os grandes centros comerciais são redutos de consumidores a garimpar produtos, roupas e presentes para suas casas, familiares e amigos.

Vitrines ilustradas com letras garrafais e cores fortes escondem uma velha armadilha de consumo. Iludidos com descontos falsos, os compradores acabam levando para casa itens que não necessitam e com o preço original, inflado e com um desconto ilusório embutido.

Em compras realizadas pela internet também podem ocorrer estes problemas. Algumas lojas inflam os valores dos seus produtos para que os descontos pareçam mais vantajosos.

Para não cair neste golpe, faça uma pesquisa dos preços originais na internet. As maiores redes de lojas varejistas costumam catalogar o preço dos seus produtos em seus sites. Pesquise o produto desejado em pelo menos três lojas.

Quando possível, escolha sempre como opção o pagamento à vista. O pagamento em dinheiro traz sempre a possibilidade de se pagar menos. Essa é a melhor maneira de evitar o endividamento excessivo e deixar de correr o risco de sujar o nome na praça.

Não se esqueça que quanto maior o número de parcelas, maiores são os juros embutidos, mesmo que se peça pelo parcelamento sem juros, eles estão lá, embutidos nas prestações sem que o consumidor perceba à primeira vista.

Quando entrar em uma loja, leve apenas o que se dispôs a comprar. Não caia na armadilha do consumismo. Pesquise e não se empolgue.

Evangelho: Como "seguir" Jesus?



Como "seguir" Jesus?

Mateu 8,18-22

Jesus viu a multidão em volta dele e mandou os discípulos irem para o lado leste do lago. Um mestre da Lei chegou perto dele e disse:
- Mestre, estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde o senhor for!
Jesus respondeu:
- As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar.
E outro, que era seguidor de Jesus, disse:
- Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai.
Jesus respondeu:
- Venha comigo e deixe que os mortos sepultem os seus mortos.


A nós, a paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando com todos os internautas:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles",
ficai conosco,
aqui reunidos (pela grande rede da internet),
para melhor meditar
e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade:
iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho:
fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida:
transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

domingo, 1 de julho de 2012

São Pedro e São Paulo - Solenidade


Duas "colunas da Igreja": São Paulo e São Pedro

A solenidade de São Pedro e São Paulo (29 de junho), quando cai em dia de semana, é comemorada no Brasil, no domingo seguinte, como foi determinado na VII Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Portanto, na Liturgia, a celebração deste ano, acontece hoje, dia 1o. de julho.

A solenidade de são Pedro e de são Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis.

E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo.

Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, na chamada Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios.

A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero.

Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os "Pais de Roma". Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue "fundaram" a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre.

São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.

São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios".

São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.