Paroquianos Empreendedores
sexta-feira, 11 de março de 2011
MENSAGEM DA QUARESMA DE DOM ORANI JOÃO TEMPESTA
Iniciamos, com a Quarta-feira de Cinzas, o tempo favorável de conversão e de penitência, no qual somos chamados a reviver a nossa vida batismal, consequentemente renovando a nossa vida cristã. Como o Batismo é a porta de entrada para essa vida, acreditamos que todos os demais atos de nossas vidas, com os sacramentos que os acompanham, também serão renovados à medida que a nossa vida se transforme e seja mais coerente.
Com a queima dos ramos bentos do ano passado, transformados em cinzas que recebemos nesta quarta-feira, a Igreja retira também da liturgia muitos sinais, cânticos, aclamações para que, no final deste tempo, nós os recebamos de volta com uma vida que seja um pouco mais de acordo com aquilo que celebramos. A mensagem papal para este tempo recorda-nos a vida batismal: “Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes” (Cf. Cl 2, 12).
Que o período quaresmal, em que a Liturgia da Igreja apresenta à nossa reflexão os grandes mistérios da salvação, seja vivido por nós todos em atitude de penitência e de sacrifício para nos prepararmos dignamente para o encontro pascal com Cristo. Vivei sempre animados pelo ideal altíssimo proclamado por Jesus: O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos (cf. Jo 15, 12-13).
Nestes quarenta dias nos acompanham o jejum, a abstinência, a penitência, a oração, a esmola, as reuniões de grupo nas casas, as vias sacras pelas ruas, a celebração penitencial, a lectio divina, o silêncio de quem entrou no deserto com Cristo para fazer uma intensa experiência de Deus.
A Sagrada Escritura apresenta, com frequência, o período de 40 dias ou anos para indicar períodos especiais, que criam um clima adequado para preparar para algo importante que irá acontecer. Nesse sentido, o povo de Israel caminhou durante quarenta anos no deserto, antes de adentrar na Terra Prometida. Esse período favorável foi uma experiência de purificação dos falsos deuses, de adesão aos mandamentos (Aliança) e de solidariedade no deserto. O Profeta Elias caminhou 40 dias e 40 noites até o Monte sagrado de Horeb. Por quarenta dias foi o tempo em que se purificou a humanidade corrompida pelo pecado com o Dilúvio. Moisés rezou por 40 dias no Sinai antes de receber a Lei. E, por fim, Nosso Senhor Jesus Cristo por quarenta dias rezou no deserto antes de iniciar a sua vida pública.
Assim, os próximos quarenta dias são apresentados para nós como tempo propício para a conversão - eis o tempo favorável: deixai-vos reconciliar com Deus! Exorto que todos se empenhem para viver este tempo e aprofundar em sua vida, família e comunidade as consequências da vida batismal. Será muito importante também que os grupos de reflexão se multipliquem neste tempo e todos se encontrem com seus vizinhos para uma reflexão quaresmal e da campanha da fraternidade.
A Quaresma é uma ocasião providencial de conversão, ajuda-nos a contemplar o supremo mistério de amor. Ela constitui um retorno às raízes da fé, porque meditando sobre o dom incomensurável de graça, que é a Redenção, não podemos deixar de constatar que tudo nos foi dado por iniciativa amorosa de Deus. O Papa Bento XVI frisou, na catequese desta Quarta-feira de Cinzas, que com "a imposição das cinzas iniciamos o Tempo da Quaresma, autêntico itinerário espiritual que nos prepara para celebrar o mistério pascal de Cristo". "As leituras da Quaresma deste ano são uma esplêndida catequese que nos ajudam a redescobrir a graça do Batismo. Elas nos convidam a renovar a nossa fidelidade a Deus e abandonar as nossas seguranças humanas para nos confiar completamente no Senhor" – disse ainda Bento XVI.
O Profeta Joel dá a tônica para o tempo quaresmal: "Rasgai os vossos corações, não as vossas vestes". (Jl 2,12-18). Nesse sentido, quero exortar aos meus caríssimos sacerdotes que se dediquem com esmero e dedicação ao mistério salutar de ouvir confissões individuais, facilitando, na medida do possível, em horários diversos ao atendimento das confissões auriculares em suas paróquias, em iniciativa da forania acorram aos “mutirões de confissões”, facilitando assim a todos os fiéis para recorrerem à penitência e à reconciliação. Que sejam atendidos de bom grado e possam abrir o seu coração ao Deus Vivo, o Ressuscitado, experimentando a misericórdia de Deus e inserindo-se ainda mais na vida eclesial com renovado entusiasmo.
Exorto a todos que o tripé quaresmal seja bem observado. Primeiro, a Oração que, com clareza espiritual, nos leva a uma EXPERIÊNCIA pessoal com Deus. Segundo, o Jejum nos leva a um gesto concreto de conversão: privar-se de algo para uma liberdade interior maior. E repassar o que deixamos de comer e de beber a quem não tem o que comer e beber. A Esmola nos leva a nos doarmos aos irmãos no serviço fraterno, em gesto de solidariedade e de partilha, sinalizando um despojando do falso deus da riqueza.
Vivemos uma mudança de época, em que o sagrado vai sendo substituído pelo ter, pelo ser e pelo poder. O nosso tempo é profundamente consciente da necessidade de se assumir uma responsabilidade coletiva perante os males que afligem a humanidade. Em tal sentido, a Quaresma intenta mobilizar as atenções dos fiéis contra todas as formas de esbanjamento, e estimulá-los a darem-se as mãos, num esforço conjugado. A restauração de todas as coisas em Nosso Senhor Jesus Cristo tem uma relação muito íntima com o espírito da Quaresma. O próprio Cristo, um dia, nos fará ver a importância da ajuda que prestarmos aos nossos irmãos: “tive fome e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber, estava nu e me vestistes” (cfr. Mt 25, 35-36).
Sei que neste mundo plural em que vivemos nem sempre é fácil vivenciar este tempo – ao nosso redor continuam as festas e apresentações, brigas e desamor – mas cabe a cada católico colocar-se a caminho nestes quarenta dias e aprofundar a sua vida de conversão através de uma contrição sincera e dando passos concretos em sua mudança de vida, correspondendo ao dom e à graça que o Senhor nos concede.
Este apelo, que o mesmo Cristo nos faz, dirige-se a todos os cristãos, e nenhum deles poderá subtrair-se a esta interpelação do Senhor. A experiência demonstra que as comunidades cristãs mais necessitadas são as mais sensíveis perante a indigência de outrem, e isso eu pude notar na trezena de São Sebastião ao ver os pobres repartindo o pouco que tinham para socorrer os seus irmãos. Sim, em todos os lugares e a todos os momentos encontramos Cristo necessitado nas pessoas que nos rodeiam, e este encontro não pode, de modo algum, deixar-nos indiferentes.
É fato que uma das características da nossa época é a consciência comum dos males que pesam gravemente sobre a família humana, mas muitos são os obstáculos que se opõem, em diversas partes, à promoção da dignidade pessoal de cada um dos seus membros.
Neste ano, a Campanha da Fraternidade tem como tema: “Fraternidade e Vida no Planeta!” e como lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22). Iluminada pela Palavra de Deus, a Santa Igreja quer mostrar que esta problemática é uma obrigação de todos os batizados, pois o modo com o que o homem trata o ambiente influi sobre o modo como trata a si mesmo e vice-versa. Por isso a Igreja quer nos conscientizar de que os deveres que temos para com a ecologia, para com o meio ambiente estão ligados aos deveres que temos para com as pessoas.
O Papa Bento XVI nos recorda na mensagem para a Campanha da Fraternidade: “O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a “ecologia humana”.
Que as atitudes pessoais, comunitárias e sociais nos encontrem disponíveis a dar sinais de nossa fé também nessa questão ecológica, procurando aprofundar o que significa “reduzir, reutilizar, recuperar, reciclar, repensar” propostos como gestos concretos nesta Campanha da Fraternidade.
Que em nossa Igreja Arquidiocesana possamos renovar a nossa vida cristã, redescobrindo o nosso Batismo, graça de Deus, que nos impele a sermos autênticos discípulos-missionários. Que nossa pertença batismal nos ajude a viver e conviver em comunidade com os mesmos sentimentos de Jesus Cristo.
Nesta caminhada que ora iniciamos, confiemo-nos a Maria, nossa mãe, que “gerou o Verbo de Deus na Fé e na carne para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna”.
Boa e santa Quaresma para todos! Que o Cristo Redentor ilumine o nosso itinerário quaresmal!
Dom Orani João Tempesta - Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
quarta-feira, 9 de março de 2011
MENSAGEM DO PAPA PARA A QUARESMA
Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).
1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Batismo, quando, “tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo” iniciou para nós “a aventura jubilosa e exaltante do discípulo” (Homilia na Festa do Batismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010).
São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O fato que na maioria dos casos o Batismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo», é comunicada gratuitamente ao homem.
O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa “conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos” (Fl 3, 10- 11). O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.
Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De fato, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Batismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8,).
Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Batismo como um ato decisivo para toda a sua existência.
2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é batizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.
O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição dos homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é ativo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5).
É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor. O pedido de Jesus à Samaritana: “Dá-Me de beber” (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da “água a jorrar para a vida eterna” (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos “verdadeiros adoradores” capazes de rezar ao Pai “em espírito e verdade” (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, “enquanto não repousar em Deus”, segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.
O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: ”Tu crês no Filho do Homem?”. “Creio, Senhor” (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como “filho da luz”.
Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: “Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?” (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: “Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27).
A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência:
Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança. O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos “da água e do Espírito Santo”, e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à ação da Graça para sermos seus discípulos.
3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Batismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a “terra”, que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a “palavra da Cruz” manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus cáritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).
No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida.
Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projetos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.
Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciamos no dia do Batismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de fato, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que “as suas palavras não passarão” (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele “que ninguém nos poderá tirar” (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.
Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.
Vaticano, 4 de Novembro de 2010
BENEDICTUS PP XVI
FONTE: www.cnbb.org.br
sexta-feira, 4 de março de 2011
CINE CLUBE ESTREIOU NA NOSSA PARÓQUIA!
Retiro espiritual Rio de Água Viva

O carnaval também pode ser um momento de oração e crescimento espiritual, o Rio de Água Viva, retiro arquidiocesano promovido pela Renovação Carismática Católica (RCC) no Rio, é uma boa oportunidade. O encontro será do dia 6 a 8 de março, no Riachuelo, das 8h às 18h.
Com o tema “Por causa da Tua Palavra lançaremos as redes” (Lc 5,5), o encontro terá a presença do Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, que realizará a Celebração Eucarística de encerramento. Também participará o diretor espiritual do Conselho Arquidiocesano da Renovação Carismática Católica, Padre Marcos Antônio e, ainda, Padre Gleuson Gomes e Padre William.
Os pregadores serão o padre Geovane Ferreira e Patti Mansfield, que virá diretamente dos Estados Unidos para contar a sua experiência sobre o momento em que nasceu a Renovação Carismática Católica. Ela esteve presente no retiro realizado na Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA), em 1967, onde os jovens tiveram a experiência do batismo no Espírito Santo e de onde surgiu toda a novidade da RCC.
- Serão momentos de muita oração, adoração, missa, pregações e atendimento de confissões, disse o coordenador do evento, Almir Berlarmino.
Ele ressaltou que será realizado também um trabalho de evangelização com as crianças. Elas serão cadastradas e terão o acompanhamento de uma equipe do ministério para as crianças, ao longo de todo o tempo do Rio de Água Viva.
O Colégio Salesiano fica à Rua Luiz Zancheta, 48, no Riachuelo. A entrada é franca.
Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Estudo comprova: Papa acertou sobre prevenção à Aids

Um comportamento sexual responsável e a fidelidade ao próprio parceiro podem, sim, diminuir a incidência da Aids. De acordo com a informação defendida pela prestigiada Universidade de Harvard, esses foram os principais fatores que determinaram a fortíssima queda da incidência de Aids na nação africana do Zimbábue.
Em Zimbábue, a curva em queda em 10 anos é evidente: entre 1997 e 2007, a taxa de infecção entre a população adulta caiu de 29 para 16%. Os dados foram levantados pelo pesquisador do Departamento para a Saúde Global e População de Harvard, Daniel Halperin, que está empenhado desde 1998 em estudar as dinâmicas sociais que estão na base da difusão das doenças sexualmente transmissíveis nos países em via de desenvolvimento, que são os maiores afetados pelo flagelo da Aids.
Através de dados estatísticos e análises de campo, como entrevistas e grupos focais, Halperin conseguiu recolher testemunhos até mesmo dos bolsões mais pobres do país africano.
— A repentina e nítida diminuição anda de mãos dadas com a redução de comportamentos de risco, como relações extraconjugais, com prostitutas ou ocasionais, disse, sem hesitar, o pesquisador.
Esse estudo ora divulgado comprova o que o Papa Bento XVI afirmou, na viagem apostólica que realizou à África, em 2009, sobre o preservativo não ser a solução para a luta contra a Aids. Na época, as palavras do Pontífice foram alvo de ásperas críticas e polêmicas. Também o livro-entrevista Luz do Mundo revela a percepção do Papa, afirmada por esta nova constatação científica: "os profiláticos estão à disposição em todos os lugares, mas somente isso não resolve a questão".
O estudo em questão foi publicado em PLoSMedicine.org e é financiado pela agência estadounidense para o Desenvolvimento internacional, da qual Halperin já foi conselheiro, e pelo Fundo das Nações Unidas para a População e o Desenvolvimento. Por meio desse estudo, o pesquisador questiona as políticas até agora adotadas pelas principais agências de luta contra a Aids nos países em vias de desenvolvimento.
— A inversão dos comportamentos sexuais da população do Zimbábue foi auxiliada por programas de prevenção nos mass media e por projetos formativos promovidos pelas igrejas e confissões religiosas, relatou.
De acordo com o pesquisador, essas intervenções são propriamente culturais, com resultados mais distantes no tempo. No entanto, são mais incisivas e duradouras que a prática da distribuição de profiláticos, como a camisinha, que se apresenta como ineficaz.
Segundo o estudo de Halperin, é preciso "ensinar a evitar a promiscuidade e promover a fidelidade".
Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro
quarta-feira, 2 de março de 2011
POR QUE PERDOAR?...
PARTICIPE DO SEMINÁRIO DE PERDÃO
DIAS: 17, 24, 31/03, 07 e 14/04/2011.
HORÁRIO: 19h30min
LOCAL: Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bonsucesso de Inhaúma
Rua Olga, 21 – Bonsucesso
Informações: 2260-4511
Coordenação: Comunidade Bom Pastor
Realização: Conselho de Pastoral Paroquial - CPP
terça-feira, 1 de março de 2011
No Cristo Redentor, parabéns para o Rio de Janeiro

Com muita alegria, música e bênção foi realizada, aos pés do Redentor, uma homenagem aos 446 anos de fundação do Rio de Janeiro. Na manhã de 28 de fevereiro, véspera do aniversário da Cidade Maravilhosa, turistas e cariocas celebraram a data.
A iniciativa foi da SARCA, Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências, que há 21 anos promove esse evento. Além da apresentação da Banda SARCA, e do bolo de 4,46 metros de comprimento feito para o evento, foi realizada a bênção à Cidade Maravilhosa.
O evento começou às 11 horas, quando turistas, visitantes e cariocas se divertiam ao som de músicas que homenageiam o Rio de Janeiro. O coordenador do evento, Roberto Cury, deu boas-vindas a todos e destacou a alegria em comemorar mais um aniversário da Cidade Maravilhosa no alto do Corcovado.
- A estátua do Cristo Redentor, de braços abertos, representa a acolhida do povo carioca a todos que vêm visitar a cidade. Estamos também homenageando os 80 anos do monumento que deixa ainda mais bonito o Rio de Janeiro, explicou Cury.
Ele convidou todos para participarem dos festejos que acontecerão no dia seguinte, 1° de março — data oficial do aniversário do Rio. A festa será na Rua da Carioca, no Centro, às 11 horas, com apresentação das bandas SARCA e Marcial Dragões Iguaçuanos. Ao meio dia, Dom Orani chegará conduzindo a Imagem Peregrina de São Sebastião e dará a bênção.
Como tradição, Cury entregou o troféu e a faixa de “mulher mais carioca do Rio”, para a cantora Marlene, que estava emocionada em sua primeira visita ao monumento ao Cristo Redentor.
- É um prazer muito grande estar aqui recebendo essa homenagem. Eu nunca tinha vindo ao Cristo Redentor e estou muito emocionada, disse a cantora.
O troféu de “homem mais carioca” será entregue na terça-feira, ao jogador Zico. Na ocasião, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, também será homenageado.
Por fim, o Reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar Raposo, realizou uma bênção à Cidade e aos pres
entes.- Pedimos que o Cristo nunca deixe de olhar por nós e por aqueles que passam pela Cidade Maravilhosa. Pedimos a bênção e a proteção para suas famílias. E, nesta data especial, que possamos também contar com a proteção de São Sebastião, nosso Padroeiro.
O Padre, junto com Roberto Cury e Marlene, animaram o canto de parabéns, cortaram o bolo e o dividiram com todos os presentes.
Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Mundo digital: oportunidade para falar de Deus
— Vai-se desenvolvendo um novo modo de aprender e de pensar, com inéditas oportunidades de estabelecer relações e construir comunhão, disse.
O Sumo Pontífice lembrou que a cultura digital apresenta novos desafios, e chamou a atenção sobre os riscos existentes no uso dos novos media – perda de interioridade, superficialidade nas relações, fuga e ofuscamento da busca pela verdade, apontando que são consequência "de uma incapacidade de viver com plenitude e de maneira autêntica o sentido das inovações".
— Jesus mesmo, no anúncio do Reino, soube utilizar os elementos da cultura e do ambiente do seu tempo: as ovelhas, os campos, o banquete, as sementes e assim por diante. Hoje, somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam ajudar a falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo.
Com relação aos desafios apresentados pela cultura digital, o Santo Padre explicou que não se trata apenas de expressar a mensagem evangélica na linguagem de hoje, mas ajudar a encontrar respostas a perguntas como "Quais desafios o pensamento digital coloca à fé e à teologia? Quais demandas e exigências?".
— É exatamente o apelo aos valores espirituais que permitirá promover uma comunicação verdadeiramente humana. (...) A contribuição dos crentes, portanto, poderá ser a de auxiliar o próprio mundo dos media, abrindo horizontes de sentido e de valores que a cultura digital não é capaz de, sozinha, perceber e representar", explicou o Papa.
Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro
I Encontro da Pascom do Vicariato Urbano
Padre José abriu a reunião saudando os presentes e reforçando todo o apoio que vem sendo dado à Pastoral desde o início de suas atividades no Vicariato, em 2008, sempre atendendo às diretrizes da Arquidiocese. Ele destacou a criação do blog do Vicariato (http://www.vicariatourbano.blogspot.com/ ) como uma das primeiras atividades da Pascom.
Em seguida, Padre Marcio apresentou a definição e os objetivos da Pastoral da Comunicação. Ele destacou que a Pascom não é uma nova pastoral, mas uma valorização de todas as ações pastorais já existentes. A Pascom vem para fortalecer a unidade e estabelecer laços.
- Todos têm seu espaço e precisam ser valorizados, frisou.
Padre Marcio também explicou que a Pascom deve apresentar assuntos sobre o que acontece ao redor da Igreja, temas ligados à sociedade em geral. Para finalizar, ele informou que essa pastoral passa por dentro de todas as pastorais, movimentos e serviços, informando e informando-se:
- A Pascom é um instrumento conciliador e facilitador da comunhão, concluiu.
Padre Julio apresentou as atividades já programadas que envolvem o vicariato, destacando a importância de mobilização das paróquias onde já está formada a Pascom e o estímulo a ser dado para aquelas que ainda não contam com esse instrumento evangelizador.
Entre as atividades divulgadas, destaque para as oficinas voltadas para a formação dos agentes do Vicariato, que vão acontecer no decorrer de 2011, na Paróquia de Sant´Ana, no Centro, a seguir relacionadas: 09 de abril - Internet e Linguagem 07 de maio - Cineclube 20 de agosto - Espiritualidade 08 de outubro - Meio de comunicar Cristo
Outro evento importante, e que contará com a participação e envolverá os agentes da Pascom de toda a Arquidiocese, é o 7º Muticom - Mutirão Brasileiro de Comunicação, que será realizado na PUC-Rio, entre os dias 17 e 22 de julho. Um encontro de porte nacional, em que será possível a troca de experiências entre os representantes das diversas dioceses que existem no Brasil, propiciando também a participação em oficinas,cuidadosamente programadas para capacitar, e em palestras com especialistas nas várias áreas da comunicação.
Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (§2096), a Adoração ao Santíssimo Sacramento é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. "Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele prestarás culto" (Lc 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6,13).
A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante de seu Criador. Exalta a grandeza do Senhor que nos fez e a onipotência do Salvador que nos liberta do mal. É prosternação do Espírito diante do "Rei da glória" e o silêncio respeitoso diante do Deus "sempre maior". A adoração do Deus três vezes santo e sumamente amável nos enche de humildade e dá garantia a nossas súplicas.
Quando estamos em adoração estamos reconhecendo a Jesus como nosso único Senhor e Salvador. Estar em adoração é despojar-se de si e se entregar a Ele. É se fazer humilde, como os três reis magos e entregar a Jesus tudo o que temos de mais valor. É dizer sempre "Onde está o Rei ... viemos adorá-lo" (Mt 2,2). É assumir ser pecado e dizer para Ele: "Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!" (Mc 10,47) e confiar em sua misericórdia. É louvar a Deus por todas as graças que Ele derrama em nossa vida: “Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” (Mt 21,9).
A adoração a Cristo exprime-se nas diversas formas de devoção eucarística:
1. Na missa: no momento da transubstanciação e da elevação;
2. Na exposição do Santíssimo Sacramento: quando o corpo de Cristo (Eucaristia) é exposta em um hostensório;
3. Na visita ao sacrário: nos momentos em que a Igreja está aberta, visitar Jesus no sacrário para adoração;
4. Na genuflexão diante do sacrário: dobrar o joelho até ao chão ao passar em frente ao Santíssimo Sacramento quando estiver exposto ou no sacrário; Na adoração da Cruz: na Sexta-Feira Santa.
"Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja." (Jo 4,23). "Visto que Cristo mesmo está presente no Sacramento do altar, é preciso honrá-lo com um culto de adoração. A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo, nosso Senhor." (§1418)
FONTE: http://www.paroquiasantanadelavras.com.br/artigo/adoracao-ao-santissimo-sacramento
Setor Juventude nacional discute comunicação, no Rio

Será realizado no próximo final de semana, nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, o Encontro da Equipe Central de Comunicação do Setor Juventude Nacional, no Rio de Janeiro. Estarão presentes jovens de todas as regiões do País, que trabalham com a comunicação. O objetivo principal é que o Setor Juventude trace novas perspectivas pastorais para a evangelização no Brasil.
O assessor do Setor Juventude da CNBB, Padre Carlos Sávio, disse que vários encontros como esse estão sendo realizados, mas que, no Rio, esse evento será fundamental. Isso porque, de acordo com ele, além da equipe da juventude da CNBB, haverá dois jovens cariocas e dois de São Paulo que serão os responsáveis pela catequese em língua portuguesa durante a Jornada Mundial da Juventude, em Madri.
O tema da Jornada será bastante trabalhado nos três dias. Conforme o Padre Sávio, a ideia é que todos os jovens do Brasil estejam informados do que vai acontecer no encontro da juventude com o Papa, em agosto. E principalmente, falar com aqueles jovens que ainda não tiveram seu encontro com Cristo.
- Nesta reunião vamos traçar diversas metas e perspectivas para que a ressocialização da juventude possa ser melhor comunicada para os jovens de todo o Brasil, todas as diversas expressões que a juventude nacional acompanha, disse o Sacerdote.
Ele acrescentou ainda que, durante os três dias, haverá diversos estudos sobre as perspectivas pastorais e a melhor forma para inserir os jovens no meio da comunicação, como pede o Papa Bento XVI.
Fonte:Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Tem início o Cineclube
O projeto, que apresenta o cinema como uma arte democrática, inclui discussões e debates sobre a “Unidade Pastoral” e consequentemente o trabalho desenvolvido em conjunto na comunidade. Serve também como instrumento de evangelização, através das temáticas dos filmes e das palestras que ocorrerão depois de cada sessão apresentada.
Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Papa Bento XVI divulga mensagem para Quaresma

Na manhã desta terça-feira, 22 de fevereiro, o Papa Bento XVI divulgou a Mensagem para a Quaresma de 2011.
A Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa, neste ano terá início no dia 09 de março – Quarta-feira de Cinzas.
Na mensagem, o Papa recorda a importância do Batismo para a vida do cristão:
— O fato que na maioria dos casos o Batismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo», é comunicada gratuitamente ao homem.
O Santo Padre também explica a ligação que há entre Batismo e Quaresma, destacando o tempo litúrgico em questão como uma ocasião oportuna para essa reflexão de fé:
— Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. (...) O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos “da água e do Espírito Santo”, e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à ação da Graça para sermos seus discípulos.
Ao longo do texto, o Sumo Pontífice enfatiza que a Palavra de Deus deve ser, especialmente neste tempo de preparação para a Páscoa, o fio condutor de toda e qualquer reflexão, conduzindo à oração:
— Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciamos no dia do Batismo.
Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Em benefício das pessoas com deficiência

Um convênio assinado na manhã desta segunda-feira, 21 de fevereiro, entre a Pastoral do Menor e a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência marcará o início da utilização da Vila Olímpica de Campinho para atividades focadas na qualidade de vida de pessoas com deficiência. Também serão beneficiados familiares e residentes nas comunidades do entorno.
— A assinatura do Termo de Cooperação Técnica com a Pastoral do Menor é fruto de um ‘namoro’ que já vínhamos estabelecendo entre a Prefeitura do Rio e a Pastoral, há algum tempo, no sentido de implantar naquela área de Campinho um trabalho voltado para as pessoas com deficiência e seus familiares, explicou Isabel Gimenes, secretária municipal.
Junto ao coordenador da pastoral, Romeu Côrtes Domingues, e aos demais conselheiros, estavam presentes à assinatura do convênio o Vigário Episcopal para a Caridade Social, Padre Manuel de Oliveira Manangão, e o Assistente Eclesiástico da Pastoral do Menor, Padre José Carlos Lino de Souza.
Segundo Isabel, a secretaria existe desde 2007, mas é oriunda do trabalho da Fundação Municipal Lar Francisco de Paula (Funlario), um trabalho que já existe há mais de 50 anos. O convênio foi assinado por 24 meses, prorrogáveis por mais 24.
— Esse convênio, que assinamos hoje, é de fundamental importância porque essa área onde estamos instituindo o trabalho, através do Programa de Reabilitação Baseado na Comunidade, um programa descentralizado, que está em mais de 600 comunidades do Rio de Janeiro, é uma área em que o número de pessoas com deficiência é muito alto e a oferta de serviços é pequena. Ali estaremos oferecendo oficinas, não só para os usuários, mas também para as famílias. Elas participarão de oficinas de geração de renda, e estamos trabalhando muito com o empreendedorismo, para que essas pessoas possam de fato prover o seu próprio sustento, explicou a secretária.
— Entre os outros trabalhos pastorais que existem, temos o da Vila Olímpica de Campinho, que engloba cinco comunidades. Há uma demanda muito grande e nós trabalhamos os jovens e suas famílias, porque não existe o jovem desintegrado da família. A ideia é que eles implantem um centro, um espaço próprio, mas que não seja voltado só para Campinho, nem só para a Igreja, mas um espaço aberto à comunidade inteira. Para a Pastoral, é um enriquecimento muito grande. A proposta de Jesus é justamente esse olhar por aqueles menores, apontou a conselheira Maria Christina Noronha de Sá.
Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Café Teológico – Campanha da Fraternidade 2011
A Campanha da Fraternidade 2011 reflete a questão ecológica com ênfase nas mudanças climáticas. O público alvo do Café Teológico é toda a comunidade PUC-Rio, mas em especial os estudantes das vinte e quatro graduações da universidade. A ideia é debater os valores do cristianismo e as consequências da deterioração do meio ambiente. As questões que motivarão o debate serão, além da proposta pela Campanha da fraternidade - O aquecimento global é oriundo de processos naturais, ou, devido às grandes emissões de gases de efeito estufa? -, as seguintes: Como os valores cristãos podem colaborar para uma adequação sustentável do meio ambiente? Ser humano e Meio Ambiente, são opostos? Metrópole e meio ambiente. Qual o papel da academia, dos governos e das organizações não governamentais para o desenvolvimento responsável?
Estrutura do debate
Convidados:
• Assessor da CNBB para a Campanha da Fraternidade - Pe. Luiz Carlos Dias (a confirmar);
• Deputado Federal / RJ - Alessandro Molon;
• Coordenadora da Funbio - Fundo Brasileiro para a Biodiversidade- Rosa Lemos;
• Ministra do Meio Ambiente - Izabella Teixeira;
• Profº Marcelo Mota - Geógrafo e docente da PUC-Rio.
Tempos e regras:
• Início previsto para às 12h30min com abertura feita pelo mediador (Anderson Ignacio - Centro de Pastoral Anchieta/PUC-Rio) de 5 minutos.
• Apresentação dos convidados. Cada um terá 3 minutos para se apresentar, falar da institução que representa, seus projetos e áreas de atuação.
• Tempo de resposta às questões. Cada convidado terá até 15 minutos para responder às perguntas iniciais apresentadas acima.
• Perguntas da plenária. Será permitido à plenária realizar de 5 a 10 perguntas direcionadas à todos os convidados, e estes terão 3 minutos para responder.
Tempo aproximado do debate: 2 horas. Após o debate será oferecido o “café” para os convidados e participantes da plenária.
Responsáveis:
• Padre Alfredo Sampaio – Coordenador Pastoral; (021) 3527-1349
• Anderson Ignacio – Animador Pastoral; (021) 3527-1348
• Daniel Luiz – Animador Pastoral; (021) 3527-1347
• Camila Campos – Animadora Pastoral; (021) 3527-1046
Pascom do Vicariato da Leopoldina
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
Nosso Cineclube estréia nesse sábado!
Folia com Cristo: fé e alegria em ritmo de carnaval

A primeira micareta católica do Rio de Janeiro cada vez faz mais sucesso. Em sua quarta edição, no último domingo, 20 de fevereiro, cerca de 15 mil foliões se divertiram e testemunharam Cristo no clima do carnaval. Em Campinho, sob sol de 40 graus, católicos juntaram a fé com a cultura carioca e deu muito samba.
Antes dos shows, os fiéis participaram da Santa Missa, na quadra da Escola de Samba Tradição, presidida pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, e concelebrada pelo Bispo Animador da Pastoral da Juventude, Dom Antonio Augusto Duarte, e ainda por diversos sacerdotes.
Ao proferir a homilia, Dom Orani disse que a Celebração da Eucaristia do dia era uma boa notícia e também um desafio. Ele explicou que se tratava de uma boa notícia, pois aquele que segue Cristo tem uma maneira nova de ser.
- Somos chamados a viver conforme a Palavra nos indica, buscando a santidade. Hoje, vocês estão aqui para um momento de confraternização. A música faz parte do jeito de ser carioca. A proposta de viver esse momento é uma forma de perguntar: "como podemos viver a santidade nessa alegria?", direcionou o Arcebispo.

Dom Orani também lembrou o tema da Campanha da Fraternidade 2011 “Fraternidade e a Vida no Planeta”. Ele destacou a responsabilidade de cada um na preservação do meio ambiente e orientou os foliões para não jogarem lixo na rua. Insistiu para que, no decorrer do evento, após beberem água, os cristãos pudessem mesmo jogar as garrafinhas nas lixeiras.
Depois da missa, Dom Orani e Dom Antonio Augusto subiram no trio elétrico, que estava localizado na Avenida Intendente Magalhães. Eles desejaram um momento de alegria, fraternidade e responsabilidade.
- Na alegria de sermos amados por Deus, transmitindo a alegria que vem do coração cheio de Deus, desejo uma boa folia para todos, disse o Arcebispo que, junto com o povo, pediu a intercessão do Espírito Santo.
Dom Orani ganhou do organizador do evento, Padre Renato Martins, uma camisa da Jornada Mundial da Juventude. Padre Renato, pediu que os jovens mostrassem a alegria do povo carioca, para quem sabe, o Rio sediar a JMJ em 2013. Ele também cantou um samba composto especialmente para o evento.
A primeira banda a se apresentar foi a Alto Louvor, da Comunidade Shalom de Salvador. No ritmo da música baiana, os foliões louvaram a Deus e se divertiram. Vestidos com abadás, que no evento ganharam o nome de AbáDeus — cuja venda ajudou a pagar o evento — os presentes mostraram que não era preciso álcool e nem drogas para curtir o carnaval.

- Neste clima não é preciso nada para animar, apenas o coração aberto para receber as mensagens que estão sendo transmitidas. Só preciso beber água para hidratar e curtir a folia, disse Neiva Figueiredo, 37 anos, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima e Santo Antônio de Lisboa, na Taquara.
E água não faltou. Atrás do trio, um caminhão vendeu água mineral, e também um caminhão pipa, jogou água a todo o momento para refrescar os foliões.
O vocalista da banda Alto Louvor, Itamar Santos, ficou bem impressionado com a alegria do carioca e disse que, através das músicas católicas, sem sensualidade e sem apelação, era possível mostrar a alegria de ser cristão.
Em seguida, já com o trio elétrico andando pela Avenida tradicional do carnaval suburbano, foi a vez da apresentação da Banda Promessas de Fátima, que cantou noite adentro.
- Esta é a quarta vez que venho ao evento. Fico contando os dias para a Folia... Deveria acontecer mais vezes, desejou Maria Eduarda de Oliveira, 22 anos, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Campinho.
O tema principal do evento foi a abertura das comemorações dos 80 anos do Cristo Redentor, e, também por isso, o Reitor do Santuário do Cristo, Padre Omar Raposo, interpretou músicas que homenageiam o Redentor.
A Folia com Cristo já faz parte do Calendário Arquidiocesano e deu as boas vindas ao carnaval 2011.

Fonte: Portal Arquidiocese do Rio de Janeiro
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Novas paróquias na Arquidiocese

Nas próximas semanas serão instaladas quatro novas paróquias em nossa arquidiocese, duas no Vicariato Oeste, uma no Suburbano e outra no Leopoldina. Para um futuro não muito distante, outras paróquias deverão ser criadas. Convém, portanto, refletir sobre o assunto.
Em geral, costumamos associar paróquia a uma igreja onde funciona o que, na realidade, deveríamos chamar de matriz, pois o termo paróquia não se restringe a um prédio. Em geral, identifica um território, com limites bem definidos. Além do território, a paróquia deve ter uma comunidade estavelmente constituída, com laços de amizade, conhecimento fraterno, vida litúrgica, catequética, missionária e solidária. É, pois, uma comunidade madura, que, dentro da vida diocesana, ‘anda com as próprias pernas’.
Para a criação de uma paróquia, o procedimento é simples. Uma paróquia já existente, formada, portanto, por uma comunidade madura, percebe, em seu trabalho missionário, que tem mais gente morando em determinada área, onde a presença da Igreja não é satisfatória. Começam, então, as visitas, ao estilo da Missão Popular, implantação de Círculos Bíblicos e outros grupos, missas mensais ou semanais, catequese. Através de todas estas atividades, aquela comunidade vai nascendo e se fortalecendo. No início, ela vive como uma filha que precisa ser cuidada, receber apoio e ajuda até mesmo material. Os termos ajudam um pouco a compreender este processo. Paróquia é a área. Nela, estão a matriz, que age como a comunidade mãe, e as filhas. Estas, na linguagem cotidiana, são chamadas de filiais. No linguajar da igreja, são capelas.
Com o passar do tempo e o amadurecimento da pequena comunidade, o pessoal logo se anima e começa a procurar um terreno e construir um salão ou mesmo uma igreja. É um tempo muito gostoso de ser vivido. Festas, almoços comunitários, feiras e tudo mais que a imaginação permite. A finalidade é uma só: erguer a “nossa” igreja. Junto com o local para as celebrações, devem também existir salas para as reuniões, a catequese e demais grupos. Deve-se igualmente pensar em local para a residência do sacerdote. Formam-se os conselhos ou comissões para cuidar dos diversos assuntos, tanto no campo específico da evangelização quanto na administração. Um dia, o pessoal descobre que a comunidade cresceu. O prédio está pronto, construído com carinho e esmero. Há exemplos em nossa arquidiocese de se chegar ao detalhe de se pensar e construir mesmo a secretaria e a casa paroquial nos mínimos detalhes.
Surge, então, a hora de se reconhecer o crescimento da comunidade. Como se trata de uma capela, o pároco da paróquia que iniciou todo este processo conversa com o vigário episcopal e ambos, junto com as comissões e os párocos vizinhos, elaboram uma espécie de requerimento ao arcebispo. Neste requerimento, é preciso mostrar que a comunidade está madura e tem condições de andar por si, tornando-se, então, paróquia. Acolhido pelo arcebispo, o requerimento é apresentado ao Conselho Presbiteral. Formado por representantes do clero de toda a arquidiocese, o conselho examina cada detalhe, tanto no âmbito pastoral quanto no relativo aos bens materiais, buscando subsídios para responder ao arcebispo que aquela comunidade está realmente madura para se tornar uma paróquia.
Após ouvir o parecer positivo do Conselho Presbiteral, o arcebispo determina que se faça um documento, chamado Decreto de Criação da Paróquia, e marca, em acordo com os padres mais diretamente envolvidos, a celebração de instalação e início do ministério daquele que foi escolhido para ser o primeiro pároco na nova paróquia. São estas as celebrações que deverão acontecer nas próximas semanas.
O interessante é observar que, em termos de criação de uma paróquia, nada acontece se não houver a ação missionária dos cristãos que estiverem em determinado local. Se eles forem acomodados, felizes com o que já existe, sem a capacidade de olhar para o lado de fora e perceber que o bairro está crescendo, que tem gente nova chegando, que a matriz já não comporta tanta gente, que há pessoas residindo muito longe da matriz, enfim, se não houver forte perspectiva missionária, todo o restante do processo simplesmente não acontece. Paróquia e missão funcionam bastante integradas. Toda paróquia é, de algum modo, fruto de uma ação missionária, devendo ser igualmente missionária. É preciso dar aos outros, em especial, aos não atingidos pela presença da Igreja, a mesma atenção recebida.
Nos últimos anos, tem crescido bastante a convicção de que a paróquia deve ser uma comunidade de comunidades, com a matriz, diversas capelas, locais de culto e outras formas de presença bem próxima dos locais onde as pessoas vivem. Este é, aliás, o sentido do termo paróquia, que podemos traduzir do grego por ao redor da casa ou então perto da casa, junto à casa. Já no 10º Plano de Pastoral, falávamos de descentralização e compreendíamos este termo de diversos modos. Um destes modos era exatamente a descentralização comunitária, superando a concepção de que tudo acontece num único prédio. Agora, nestes tempos de elaboração do 11º PPC, um dos grandes desafios consiste exatamente em colocar em prática este compromisso de sermos uma diocese com muitas paróquias e todas as paróquias com muitas comunidades, num processo intenso, vivo e fecundo de geração contínua de comunidades.
Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio de Janeiro
“A preocupação da CF não é só da Igreja, é do mundo”

As cerca de duas mil pessoas que participaram do anúncio arquidiocesano da Campanha da Fraternidade (CF) 2011, na manhã deste sábado, 19 de fevereiro, na Catedral de São Sebastião, puderam ouvir e partilhar a preocupação com as questões ambientais propostas pelo tema da CF “Fraternidade e a Vida no Planeta”, que acompanha um momento de conscientização global.
O lema que move e que vai orientar toda essa reflexão é o versículo da Carta de São Paulo aos Romanos: “A criação geme em dores de parto” (8, 22).
O encontro foi aberto com a Celebração Eucarística, presidida pelo arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta e concelebrada pelo vigário episcopal para a Caridade Social e presidente da Cáritas arquidiocesana, padre Manuel de Oliveira Manangão, pelo pároco da Catedral, Monsenhor Aroldo Ribeiro e demais sacerdotes presentes.
Logo após a Santa Missa, padre Josafá Carlos Siqueira, reitor da PUC-Rio, falou sobre os principais tópicos abordados pelo texto-base da Campanha. Para encerrar o encontro, padre Manangão orientou sobre os trabalhos a serem promovidos neste período e sobre a necessidade dos presentes se tornarem multiplicadores dessa conscientização e de ações concretas nas comunidades, como coleta seletiva e educação ambiental, entre outras.
O vigário lembrou que a Comissão Arquidiocesana da Campanha da Fraternidade está à disposição para ajudar no desenvolvimento de projetos e que todos são missionários nesse anúncio, não só na Quaresma, mas durante todo o ano.
A cerimônia foi transmitida ao vivo pelas Redes Nazaré e Vida de Televisão, pela WebTV Redentor e pela Rádio Catedral FM.
A Campanha terá o início oficial na quarta-feira de Cinzas, que este ano cai em 9 de março, e terminará no Domingo de Ramos, quando é realizada a Coleta da Solidariedade.
Tempo de mudança de vida
Durante a missa, Dom Orani destacou o chamado da Quaresma e também da CF a ser um período de conversão e de mudança de atitude, de mudança de vida. Ele lembrou as tragédias provocadas pelas chuvas que atingiram o Rio no mês de janeiro e a importância de revermos o nosso modo de relacionamento com o outro e com o meio ambiente.
- Enquanto caminhamos nesse mundo, nos comprometemos uns com os outros, disse ele, falando as leituras do dia e sobre o exemplo deixado por tantos que viveram pela fé e levaram o mundo a ser diferente.
Dom Orani citou os cinco modos indicados pela Campanha como os cinco “Rs” (reduzir , reutilizar, recuperar, reciclar e repensar) e a relação do ser humano com o planeta, nas questões relativas à ecologia, à sustentabilidade, entre outras, que devem motivar ações de todos, não só nesse período, mas ao longo de toda a vida.
- É uma proposta que nasce de homens e mulheres que caminham na fé, mas que faz parte da preocupação com a vida humana (...) É para todas as pessoas de boa vontade, disse ao se referir à Campanha.

O arcebispo convocou toda a comunidade arquidiocesana a se engajar, a dar uma resposta ao proposto pela CF e trabalhar por um futuro melhor para o planeta e para a sociedade.
“Não somos mais que meros jardineiros de Deus”
Padre Josafá, que é biólogo e que há mais de 30 anos trabalha com ecologia e suas ramificações, apresentou os pontos da CF.
-Não somos mais que meros jardineiros de Deus, disse ele logo no início da apresentação.
Entre os fatos concretos relacionados às questões ambientais e enfrentados pela humanidade, ele citou as mudanças climáticas, o aumento dos mares, a desertificação e a extinção das espécies (agravada pela destruição, desmatamento e queimadas).
O reitor destacou também a desarmonização provocada pelo homem na natureza e o direto impacto sócio-político causado por ela. Ele afirmou que a preocupação da CF não é só da Igreja, é do mundo, enumerando as conferências mundiais sobre o tema e que abordar esses temas são “a missão profética e solidária da Igreja”, que já em 1970 lançou uma CF com o tema “Preserve o que é de todos” e já tratou de temas como a água e a Amazônia.
- É preciso denunciar aquilo que vai contra a obra do criador e propor o que pode ser feito nas comunidades para mobilizar e educar as pessoas, disse.
Para concluir, padre Josafá enumerou as preocupações éticas com as questões ambientais, sociais e religiosas.
Um caminho alternativo
Aproveitamento integral de alimentos, utilização de plantas medicinais e artesanato com utilização de materiais alternativos. Esses foram alguns dos exemplos, que se unem à proposta da CF, trazidos pela Cáritas Arquidiocesana e apresentados aos participantes do encontro.
Em pequenos estandes montados na entrada, as pessoas podiam conhecer melhor esse tipo de trabalho. Para degustar havia suco feito com as cascas da maçã e do abacaxi e bolo de casca de banana. A aprovação dos sabores foi geral.
Sandra Helena Tostes, que trabalha nos curso de promotores de saúde e educação na entidade, destacou que cursos como o reaproveitamento de alimentos também são levado às comunidades carentes, além dos ministrados na sede da Cáritas.
Fonte: Portal Arquidiocese do Rio de Janeiro
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
CNBB divulga nota sobre ética e programas de TV .
Após destacar a importância da TV para a sociedade brasileira, reconhecida pelo prêmio Clara de Assis de Televisão dado pela CNBB anualmente, os bispos lamentam que “serviços prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral” sejam “ofuscados” por programas como os reality show.
Para os bispos, os reality shows “atentam contra a dignidade da pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira”.
A nota se dirige tanto às TVs quanto ao Ministério Público, aos pais, mães, educadores, anunciantes e publicitários, conclamando cada um desses atores a refletir sobre sua responsabilidade em relação à qualidade dos programas na televisão.
FONTE: www.cnbb.org.br
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Fraternidade e a vida no Planeta
O anúncio oficial da Campanha da Fraternidade 2011 na Arquidiocese do Rio será no próximo sábado, 19 de fevereiro, às 8h30m, na Catedral, com Missa celebrada pelo Arcebispo Dom Orani Tempesta. A Campanha tem como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” e como lema “A criação geme em dores de parto (Rm 8, 22)”.A equipe arquidiocesana começou os trabalhos de animação para a CF 2011 desde maio do último ano. Já foram realizados muitos seminários de aprofundamento, reflexões e pré-anúncio nos vicariatos, conforme explicou o Vigário Episcopal para a Caridade Social, Padre Manuel Manangão.
Segundo ele, durante esse período foram estudados os subsídios sobre o tema e, no próximo sábado, com o anúncio, será destacada a preocupação da Igreja com a ecologia. Ao longo da campanha haverá a reflexão sobre a realidade da vida no planeta, já que os cristãos devem ser responsáveis por prolongar a ação criativa de Deus na realidade do mundo.
Padre Manangão explicou ainda que, no período da quaresma, quando começam os trabalhos efetivos da Campanha, pretende-se criar grupos de motivação para serem descobertas pistas de solução durante todo o ano de atenção à preservação da natureza.
- Em cada comunidade a discussão vai apontar um caminho educativo em relação à pessoa com a natureza e o meio ambiente. Como fazer com que o ser humano não seja o agressor, mas sim integrador. Como fazer que o ser humano encontre consciência? Tudo isso será debatido, afirmou o padre.
No dia 19, após a Celebração Eucarística presidida por Dom Orani, e de suas palavras de abertura, o Reitor da PUC-Rio, que é especialista em ecologia, Padre Josafá Siqueira, falará sobre a dimensão do tema. Ainda neste dia, Padre Manangão encerrará, falando das destinações dos recursos da coleta para a Campanha da Fraternidade, que será feita no Domingo de Ramos.
Padre Josafá adiantou três aspectos importantes da Campanha deste ano. Para ele, em primeiro lugar, há um clamor da comunidade cientifica de que as mudanças climáticas estão acontecendo. Em segundo lugar, há um apelo dos chefes das nações para que seja possível buscar alternativas razoáveis para minimizar o problema das mudanças climáticas. E terceiro, há uma dimensão ética importante — aí, segundo o padre, entra o papel da Igreja como formadora de valores.
Ele deseja que o tema repercuta nas comunidades e nas instituições para que o planeta, que foi colocado por Deus em nossas mãos, possa continuar sua trajetória. Mas destacou que o mais importante é que a sociedade se mobilize.
- A Igreja tem uma dimensão profética, todo profeta tem que anunciar e denunciar. É estar anunciando que realmente estamos perdendo a nossa relação com o criador e com as criaturas, e, por outro lado, buscamos ações para ajudar a levar adiante essa missão, disse Padre Josafá.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Confissão: nada substitui a presença do sacerdote
É importante destacar que o “Confession” para iPhone e outras novas tecnologias similares pode ajudar a fazer o exame de consciência preparatório à Confissão, mas nunca pode substituir o diálogo pessoal entre o penitente e o sacerdote. Foi o que explicou o porta-voz da Santa Sé, Padre Federico Lombardi.
Após algumas informações que sugeriam que se tratava de Confissão através do iPhone, o Padre Lombardi esclareceu que o sacramento da Penitência requer necessariamente a relação de diálogo pessoal entre penitente e confessor, assim como a absolvição por parte do confessor presente.
Mas, para muitos, o aplicativo pode ser um instrumento que ajude na reflexão de preparação à Confissão. Pois oferece roteiro de exame de consciência, guia passo a passo do sacramento, ato de contrição e outras orações.
O assessor eclesiástico das mídias sociais, Padre Jefferson Gonçalves, destacou a importância do sacramento da confissão e falou que o aplicativo pode ser uma forma de melhor preparar o fiel, através do exame de consciência.
- Fico feliz de ver, cada vez mais, de forma acessível, nas mídias digitais e também em ferramentas diversas, conteúdos que formem o fiel para este momento de reconciliação. O registro em aplicativos também permite que o cristão fique atento à conversão de seus costumes, fazendo com que, após a confissão, este momento de comunhão com a graça de Deus seja estendido, explicou o sacerdote.
Ele acredita que, de maneira pedagógica, além das orações e vigilância, o fiel pode caminhar para vencer os pecados, com o auxílio de suas anotações pessoais, para se ter em vista o que deve melhorar. Em sua opinião, esses registros podem ser guardados de maneira digital, como diversas outras anotações.
* Leanna Scal
Fonte: www.arquidiocese.org.br
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Sob gritos de Brasil, criança interrompe audiência do papa Bento 16
Um garoto de seis anos correu em direção ao papa Bento 16 durante audiência semanal no Vaticano, na quarta-feira (2). Segundo testemunhas, a criança é brasileira e se apresentou diante do papa quando as delegações de peregrinos de língua portuguesa eram anunciados.O episódio aconteceu na Sala Paulo VI, lugar dos encontros públicos semanais do papa com os fiéis durante o inverno, quando Bento 16 lia em inglês o resumo da catequese da audiência, dedicada nesta quarta-feira a Santa Teresa de Jesus.
O menino ultrapassou a barreira de segurança e se apresentou ao papa, que, ao vê-lo, sorriu, deu a benção e conversou brevemente, perante o olhar de seu secretário, Georg Gaenswein. Ao fundo, a plateia gritava "Brasil, Brasil".
Os agentes da Gendarmaria Vaticana e da Guarda Suíça presentes não interceptaram o menino, já que o secretário do papa fez sinal para deixarem a criança se aproximar de Bento 16.
Assista o video: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/02/03/sob-gritos-de-brasil-crianca-interrompe-audiencia-do-papa-bento-16-assista.jhtm
Fonte: Site UOL.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Confraternização após São Sebastião
A gratidão também foi um sentimento marcante. Gratidão do povo a São Sebastião pelas graças alcançadas e também um agradecimento especial foi feito pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para a realização dos 14 dias de festa.
Na noite da quarta-feira, 26 de janeiro, o Arcebispo ofereceu um jantar de confraternização no Edifício João Paulo II. Na ocasião, foi apresentado um vídeo com as imagens captadas pela TV WEB Redentor, durante os dias da trezena. Em seguida, Dom Orani fez o agradecimento.
- Fomos testemunhas das maravilhas que Deus proporcionou a todos nós que participamos da trezena, onde numa grande missão popular percorremos comunidades, paróquias, órgãos públicos e instituições de assistência e promoção social. Agradecendo por sua presença, disponibilidade e dedicação, peço a Deus que o abençoe e que São Sebastião nos inspire a buscar e viver a paz e a fraternidade na sua cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro desejou o Arcebispo.
Durante o jantar, militares, agentes da Pastoral de Comunicação, guardas da Imagem, coordenadores do evento, todos em clima fraterno, falavam sobre a oportunidade que tiveram de conhecer mais de perto a cultura do carioca e experimentar a diversidade existente.
Devoção a São Sebastião
- A gente chegava às comunidades e as pessoas nos acolhiam como se fossemos da própria família. Muito emocionante ver a fé em são Sebastião que une os cristãos. Foi algo que vou levar para a vida inteira, disse Silvia Souza, agente da Pascom do Vicariato Oeste.
- Trabalhar para a Igreja foi uma novidade extremamente gratificante, que quero desempenhar sempre, afirmou o Inspetor Urbano, da CORE, Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que trabalhou como Batedor no evento.
- Fazer um trabalho para São Sebastião é se dedicar em algo que está no meu coração, é um trabalho feito com amor. Agora que acabou estou sentindo falta. Fiquei emocionado ao perceber, com aquelas demonstrações carinhosas, a fé e a devoção do carioca, disse Nonato Trinta, 54 anos, chefe da Guarda de São Sebastião.
- Para mim, foi muito bom ver as famílias reunidas na Trezena de São Sebastião e retratar toda a devoção e a emoção das pessoas dos fiéis. Na Procissão, no dia 20 de janeiro, foi incrível. Mesmo debaixo do sol daquela tarde de quase 40 graus, muitas pessoas foram prestar sua homenagem a São Sebastião, disse Renato Francisco, 19 anos, agente da Pascom do Vicarito Sul.
- Um momento que marcou foi o retorno final da Imagem para a Igreja dos Capuchinhos. Eu senti a energia da fé do povo. Como guarda foi possível observar a devoção do povo. Guilherme do Nascimento, que foi, pela primeira vez, guarda de São Sebastião.
*Fotos: Beth Brandão e Pascom Vicariato Leopoldina
Fonte: Portal da Arquidiocese
Primeira Leitura
4. Vós ainda não resististes até ao sangue, na vossa luta contra o pecado,
5. e já esquecestes as palavras de encorajamento que vos foram dirigidas como a filhos: “Meu filho, não desprezes a correção do Senhor, não te desanimes quando ele te repreende;
6. pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho”.
7. É para a vossa correção que sofreis; é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o filho a quem o pai não corrige?
11. Na realidade, na hora em que é feita, nenhuma correção parece alegrar, mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados.
12. Portanto, firmai as mãos enfraquecidas e os joelhos vacilantes;
13. tornai retas as trilhas para os vossos pés, para que não se destronque o que é manco, mas antes seja curado.
14. Procurai a paz com todos e a santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor.
15. Cuidai para que ninguém fique privado da graça de Deus, e que nenhuma raiz venenosa cresça no meio de vós, tumultuando e contaminando a muitos.












